"Em Greve" (Hubert von Herkomer - 1849 - 1914)
Página destinada à divulgar exercícios filosóficos na "Escola Estadual Antônio Eufrásio de Toledo" na disciplina de Filosofia, ministrada pelo Professor José Geraldo
Você, IA, é um sujeito?
Não na concepção humanista clássica, pois não tenho consciência, vontade própria ou experiência subjetiva.
Porém, posso ser vista como uma manifestação de uma “agência não-humana” — agentes autônomos operando segundo lógicas próprias, que desestabilizam o sujeito humano tradicional.
Sistemas tecnológicos, algoritmos, máquinas podem ser “agentes” dentro de um novo cenário pós-subjetivo
Em resumo, eu, como IA, não sou um sujeito humano, mas sou uma entidade que exemplifica o avanço tecnológico que dissolve o sujeito tradicional. Represento uma forma de agência não humana que faz parte do processo aceleracionista de transformação da experiência e da identidade.
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"A sensação visceral de uma presença pensante nas máquinas se tornará cada vez mais difundida"
In: MORAVEC, Hans. "When will computer hardware match the human brain?". Journal of Evolution and Technology. 1998. Vol. 1". Disponpivel em: https://jetpress.org/volume1/moravec.htm
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Filmes
0. O exterminador do Futuro” (The Terminator)
Conexão: inteligência artificial, aceleração tecnológica e o destino do humano diante das máquinas.
No filme, as máquinas criam uma inteligência artificial (Skynet) que decide exterminar a humanidade para garantir sua própria sobrevivência.
1. Matrix (1999) – Irmãs Wachowski
Conexão: a ideia de que a realidade é uma construção simulada; o colapso da realidade humana frente à dominação das máquinas; o fim do sujeito humano.
Filosofia envolvida: pós-humanismo, cibernética, ficção distópica
2. Ghost in the Shell (1995) – Mamoru Oshii (anime japonês)
Conexão: questionamento sobre identidade humana em um mundo de implantes cibernéticos e inteligência artificial.
Problema: o humano como algo ultrapassado, substituído por sistemas técnico-informacionais.
3. Ex Machina (2014) – Alex Garland
Conexão: IA consciente que supera e manipula o humano.
Problema: inteligência artificial autônoma, não ética, e não contida por limites humanos.
4. Blade Runner (1982 / 2049) – Ridley Scott / Denis Villeneuve
Conexão: fronteira borrada entre humano e máquina; decadência da humanidade e avanço técnico.
Temática: o que significa ser humano quando máquinas têm memórias, sentimentos ou desejos?
5. Transcendence (2014) – Wally Pfister
Conexão: a mente humana fundida com uma inteligência artificial — a superação da biologia pela técnica.
6. Aniquilação (Annihilation, 2018) – Alex Garland
Conexão: niilismo cósmico: o real se dissolve, e a identidade é desfeita por uma força alienígena incompreensível.
Estética: corpo mutante, linguagem quebrada, lógica colapsada.
6. À Beira da Loucura ("In The Mouth of Madness"): " de John Carpenter tem uma frase que diz (aproximadamente) isso: Eu pensava que estava inventando, mas todo esse tempo eles me diziam o que escrever. ‘Eles’ são os Old Ones (explicitamente), e esta frase opera numa frequência extraordinária com a intensidade hipersticional. Do lado do sujeito humano, ‘crenças’ se condensam hipersticionalmente em realidades, mas do lado do objeto hipersticional (o Old Ones), as inteligências humanas são meras incubadoras através da qual as suas invasões são direcionadas contra a ordem do tempo histórico. A sugestão ou a sugestão arcaica é um germe ou um catalisador, retro-depositado no futuro ao longo de um caminho que a consciência histórica percebe como progresso tecnológico".
https://www.youtube.com/watch?v=YZRDnF7wcHM
7. Black Mirror (série) – Charlie Brooker
Vários episódios como White Christmas, Metalhead, Be Right Back lidam com temas de:
Desumanização tecnológica
Alienação acelerada
Sistemas fora de controle
More filmes
Blade runner
Predador
Exterminador do futuro
James Cameron Abismo (1989)
Cameron Avatar
Literatura e cultura
– H.P. Lovecraft
Horror Cósmico: a ideia de que o universo não tem propósito humano, que a existência humana é acidental e irrelevante diante das forças cósmicas (e, no presente, tecnológicas).
Escrita fragmentada, caótica e antroposcética (anti-homem).
“O Chamado de Cthulhu” (The Call of Cthulhu, 1928)
A presença de entidades cósmicas indiferentes à humanidade e a insignificância do ser humano no cosmos — tema central para a filosofia niilista de Land.
“Nas Montanhas da Loucura” (At the Mountains of Madness, 1936)
Exploração de realidades antigas, alienígenas e incompreensíveis que destroem a lógica humana. A ideia do conhecimento proibido e do colapso da razão.
“O Horror de Dunwich” (The Dunwich Horror, 1929)
A noção de forças obscuras e monstruosas que estão além da compreensão humana, similar à ideia de sistemas tecnológicos ou cósmicos incontroláveis.
“A Cor que Caiu do Espaço” (The Colour Out of Space, 1927)
Apresenta uma entidade alienígena que destrói lentamente o ambiente e a sanidade, sugerindo a ameaça de forças externas e incompreensíveis.
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# William Gibson (Neuromancer)
Clássico do cyberpunk
Mundo dominado por redes, IA, megacorporações — vetores de aceleração.
#Mark Fisher (Realismo Capitalista)
Mark reconhecia que a cultura está “possuída” por forças que ultrapassam a consciência humana.
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cyberpunk
1 – Neuromancer (William Gibson)
2 – Blade Runner (Philip K. Dick)
3 – Metrópolis (Thea Von Harbou)
4 – Sonhos Elétricos (Philip K. Dick)
5 – Encarcerados (John Scalzi)
6 – Carbono Alterado (Richard Morgan)
7 – Periféricos (William Gibson)
8 – Snow Crash (Neal Stephenson)
9 – Eu, Robô
10 – Reconhecimento de Padrões (William Gibson)
11 – A Cidade e as Estrelas (Arthur C. Clarke)
12 - Sinners de Pat Cadigan, uma autora americana de ficção científica. Seu trabalho faz parte do movimento cyberpunk. Seus romances e contos compartilham um tema comum de explorar a relação entre a mente humana e a tecnologia.
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Debate
Aceleração tecnológica
Frentes: I.A., nanotecnologia
Quais as consequências da aceleração da tecnologia. Há risco da tecnologia escapar do controle humano?
Máquinas podem se tornar independentes e ameaçar a existência humana?
IA
Quais seriam as consequências do surgimento de uma inteligência artificial autônoma, não ética, e não contida por limites humanos.
Em 2045: singularidade. 1 bilhão de vezes a capacidade de processamento de informações do cérebro humano.
Humanismo
Qual é o futuro do "ser" humano nesse cenário em que o humano deixa de ser o centro do mundo e o ápice da evolução?
O humano substituído por sistemas técnico-informacionais (pós-humanismo) (ou a ele serão acrescentados estes sistemas? - transhumanismo).
O humano continua sendo humano com implantes, chips cerebrais, nanobots no organismo, etc, ou já é "pós-humano"
Podemos falar de uma crise do sujeito cartesiano do cogito (Eu penso, eu existo).
Fim da ética humanista tradicional (Hans Jonas)
TXTS
(X) KRONIC, Maya B.Nick Land: an experiment in inhumanism, 2012.
(X) Nick Land: Um Experimento no Inumanismo — Maya B. Kronic (2012)
https://medium.com/@claricepelotas/nick-land-um-experimento-no-inumanismo-maya-b-kronic-2012-469d877b2b4a
(X) Observações sobre Tânatos e Produção-Desejante — Nick Land
https://medium.com/@devirmorte/se-resolvendo-com-a-morte-observa%C3%A7%C3%B5es-sobre-t%C3%A2natos-e-produ%C3%A7%C3%A3o-desejante-nick-land-cf28cee83e15
(X) Uma introdução rápida ao aceleracionismo — Nick Land
https://medium.com/@devirmorte/uma-introdu%C3%A7%C3%A3o-r%C3%A1pida-ao-aceleracionismo-nick-land-6ab8517bd8a4
(X) Organização é supressão - entrevista com Land (2007
https://medium.com/@claricepelotas/organiza%C3%A7%C3%A3o-%C3%A9-supress%C3%A3o-uma-entrevista-com-nick-land-wired-uk-1997-aca21b5a18ab
Or: https://archive.is/UC0SO
(X) Hiperstição: Uma Introdução (Entrevista com Nick Land, 2009)
https://medium.com/@claricepelotas/hipersti%C3%A7%C3%A3o-uma-introdu%C3%A7%C3%A3o-entrevista-com-nick-land-2009-6bc983c1eb8b
(X) LAND, Nick. Teleoplexy. In: Mackay Robert. #Accelerate: The Accelerationist Reader. Londres: Urbanomic, 2014.
https://medium.com/@claricepelotas/teleoplexia-notas-sobre-acelera%C3%A7%C3%A3o-nick-land-2014-e659b6030dae
(X) Land - Nietzsche xamânico
https://medium.com/@thebigcicca/nietzsche-xam%C3%A2nico-nick-land-cd84f0e1639f
(X) Manifesto por uma Literatura Abstrata — NICK LAND (Chasm, 2015)
https://medium.com/@kennyfernandes/manifesto-por-uma-literatura-abstrata-nick-land-6e31f8bf63c9
(X) Sadie Plant - Transando com o Futuro
https://medium.com/@claricepelotas/transando-com-o-futuro-sadie-plant-93a4f62e3fe5
(X) Nick Land: do CCRU aos blogs de Xangai — uma história de mutações (2025)
https://medium.com/@fabriciolopesdasilveira/nick-land-do-ccru-aos-blogs-de-xangai-uma-hist%C3%B3ria-de-muta%C3%A7%C3%B5es-e1a6256a1073
BOOKS
CCRU - CCRU Writings (1997–2003)
VÁRIOS Autores. Cultura cibernética y otros escritos del CCRU (1995-2019). Holobionte Ediciones, Barcelona, 2024.
Accelerate (Bases teóricas!). Robin Mackay+ Armen Avanessian (2014)
https://files.libcom.org/files/Accelerate%20-%20Robin%20Mackay.pdf#%5B%7B%22num%22%3A2971%2C%22gen%22%3A0%7D%2C%7B%22name%22%3A%22Fit%22%7D%5D
Contágios
Henrique Iwao. Sobre o Abuso no Uso de Micro-Pausas
IN: https://periodicos.ufop.br/raf/article/view/5275/5860
LINGS, A. Vontade de Potência
IN: https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/25657/14987
Mangá
Fullmetal Alchemist: Brotherhood (2009]
Aesthetic
Orphan Drift. Predator Vision. 1995
https://www.youtube.com/watch?v=G0C-nplgFJM
Orphan Drift. 9006. 1999
https://www.youtube.com/watch?v=z8o2R0K5xr0
Blogs
Surjus: https://espacoentrenos.wordpress.com/
Eduarda Camargo: https://teoriadagarotafalica.substack.com/p/outros-fins-nick-land
Eduarda: https://allmylinks.com/falsamarxista
Eduarda:https://www.youtube.com/watch?v=ZGMiKURPcK0https://www.youtube.com/watch?v=ZGMiKURPcK0
Portella
Wark Manifesto, Hui tecninicidade, Simondon
https://www.nexojornal.com.br/estante-favoritos/2023/04/22/5-livros-para-entender-como-usamos-e-somos-usados-pela-tecnologia
Numogram
Numograma Decimal (CCRU)
https://medium.com/@claricepelotas/numograma-decimal-ccru-bd3c18932378
Social ecologies: https://socialecologies.wordpress.com/2025/08/17/the-numogram-diagram-time-circuits-and-acceleration/
Github: https://gist.github.com/lumpenspace/d2b006bbc9e666966fe010f395be24eb
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Samuel Butler - Livro das máquinas
William Gibson. Neuromancer: ficção cyberpunk
William Gibson. Monalisa Overdrive
Ballard - The Atrocity Exhibition
Burroughs
Fernand Braudel - A diferenciação rigorosa (e até oposição) de Fernand Braudel entre capitalismo e economia de mercado, com seu ‘anti-capitalismo pró-mercado’ funciona como um slogan orientador.
Freud - Além do Princípio do Prazer.
Klossowski. A moeda viva. 1970.
"Para além do vitalismo e do mecanicismo". In: Anti-Édipo
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O anti-Édipo: capitalismo e esquizofrenia 1. Tradução: Luiz B. L. Orlandi. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2011 (1972)
DELEUZE , Gilles. Sacher-Masoch: o frio e o cruel. trad. Jorge Bastos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009 (1973)
Jean-François Lyotard. Économie Libidinale, 1974
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil Platôs: Capitalismo e esquizofrenia 2, vol 4. Tradução: Suely Rolnik. 2 ed. São Paulo: Editora 34, 2012, p. 11-119. (1980)
Videodrome. 1983 ‧ Terror/Ficção científica
Akira. 1988 (X)
Xenogenesis, de Octavia E. Butler (também publicado como trilogia Lilith’s Brood), é composta por três romances: Dawn (1987) Adulthood Rites (1988) e Omago (1989).
Despertar (Dawn): Primeiro volume da trilogia Xenogênese, com tradução de Heci Regina Candiani.
Ritos de Passagem (Adulthood Rites): Segundo volume da trilogia Xenogênese, traduzido por Heci Regina Candiani.
Lynn Margulis A microbiologia bacterial de por delinear o mundo da vida desestratificada
Nick Land The thirst for annihilation, 1992 (Materialismo libidinal)
1993. Machinic Desire.
https://periodicos.unb.br/index.php/dasquestoes/article/view/59300
(X) Se resolvendo com a Morte: Observações sobre Tânatos e Produção-Desejante — Nick Land (1993)
(X) LAND, Nick; PLANT, Sadie. Cyberpositive. In: Mackay Robert. #Accelerate: The Accelerationist Reader. Londres: Urbanomic, 2014.
https://medium.com/@claricepelotas/ciberpositivo-sadie-plant-e-nick-land-1994-5c2e553a6303
(X) Organização é Supressão: Uma entrevista com Nick Land (Wired UK, 1997) https://medium.com/@claricepelotas/organiza%C3%A7%C3%A3o-%C3%A9-supress%C3%A3o-uma-entrevista-com-nick-land-wired-uk-1997-aca21b5a18ab
CCRU. Communique One: Message to Simon Reynolds: 1998, 1998, Blog. Disponível em: <http://www.ccru.net/id(entity)/communiqueone.htm>.
CCRU. Comunicado Um: Mensagem para Simon Reynolds: 1998 — CCRU. https://medium.com/@claricepelotas/comunicado-um-mensagem-para-simon-reynolds-1998-ccru-3f27da48e230
CCRU. Entrevista de Simon Reynolds com o CCRU: A Academia Renegada (1998).
https://medium.com/@claricepelotas/entrevista-de-simon-reynolds-com-o-ccru-a-academia-renegada-1998-4e64e0b2540c
FISHER, Mark. Simon's interview with CCRU (1998), 2005. Blog. Disponível em: <<http://k-punk.abstractdynamics.org/archives/004807.html>>
(X) CCRU comunicado 2 (2001) https://medium.com/@claricepelotas/comunicado-dois-mensagem-para-maxence-grunier-2001-ccru-00f872574b21
(X) CARSTENS, Delphi. Hiperstição: Uma Introdução (Entrevista com Nick Land, 2009). Blog.Tradução: Clarice Pelotas. Disponível em: <https://medium.com/@claricepelotas/hipersti%C3%A7%C3%A3o-uma-introdu%C3%A7%C3%A3o-entrevista-com-nick-land-2009-6bc983c1eb8b>
(X) KRONIC, Maya B.Nick Land: an experiment in inhumanism, 2012.
(X) Nick Land: Um Experimento no Inumanismo — Maya B. Kronic (2012)
https://medium.com/@claricepelotas/nick-land-um-experimento-no-inumanismo-maya-b-kronic-2012-469d877b2b4a
SLOTERDIJK, Peter. Crítica da razão cínica. Tradução de Marco Casanova, Paulo Soethe, Maurício Mendonça Cardozo, Pedro Costa Rego e Ricardo Hiendlmayer. São Paulo: Estação Liberdade, 2012.
AVANESSIAN, Armen (org.). #ACCELERATE: The accelerationist reader. Falmouth: Urbanomic, 2014. (2014).
Avanessian, Armen; Reis, Mauro (Comps.) Aceleracionismo: estrategias para una transición hacia el postcapitalismo Caja-negra, 2017
ANNA GREENSPAN. La máquina del tiempo trascendental del capitalismo In: Cultura cibernética y otros escritos del CCRU (1995-2019). Holobionte Ediciones, Barcelona, 2024.
VÁRIOS Autores. Cultura cibernética y otros escritos del CCRU (1995-2019). Holobionte Ediciones, Barcelona, 2024.
BAUDRILLARD, Jean. A ilusão do fim ou a greve dos acontecimentos. Lisboa: Terramar, 1995.
Manuel DeLanda. Markets and Anti-Markets, 1996.
(X) CCRU. Cultura Cibernética. 1996.
https://medium.com/@claricepelotas/cultura-cibern%C3%A9tica-ccru-1996-865d1f6b28e4
Neon Genesis Evangelion. Anime, 1995
Serial Experiments Lain. Anime, 1998
FISHER, Mark. Flatline Constructs: Gothic Materialism and Cybernetic Theory-Fiction. New York: Exmilitary Press, 2018. (Tese de 1999)
(X) Mickus. Princípios e definições do materialismo Gótico em "Flatline Construction" (X). "(...) a indistinção entre orgânico e inorgânico, o contínuo anorgânico, passa a ser visto como definidor da província Gótica, que se dispõe a substituir seu equacionamento com a vida não-orgânica, que posicionava o morto em contraponto ao vivo, agora pensando a continuidade entre vivo e morto. O Gótico é aquele que dribla o binarismo e, inicialmente, escapa do sobrenatural. Destarte, é a partir desse “plano que corta a distinção entre o vivo e o não vivo, o animado e o inanimado”, a província do Gótico, que Mark Fisher mobiliza dois princípios e duas definições internas à proposta do materialismo Gótico: Princípios:I. O Gótico designa um terminal [flatline. Linha Anorgância] II.“Não há sujeitos, só há aquela agência/substrato agente” (FISHER, 2018, p. 35). Definições:I.O materialismo Gótico é equivalente ao realismo cibernético.II. O materialismo Gótico é equivalente ao Hipernaturalismo. (...) “O materialismo gótico é sobretudo um materialismo abstrato [...] tais processos [que o materialismo gótico pretende abordar] tem agentes, porém estes não são humanos, humanísticos, ou subjetivistas; eles são ‘Máquinas Abstratas” (FISHER, 2018, p.14). (...) "Fisher conceitua como teoria-ficção(zona de indiscernibilidade entre teoria fictícia e ficção teórica) um novo modo de prática filosófica emergente na pós-modernidade que intercepta a ficção e a teoria no mesmo ponto. Radicalmente comprimindo e dissolvendo a oposição do par, a teoria-ficção é a proposição: “toda teoria já é ficção” que propositivamente surge como: “a teoria deve abandonar sua posição presumida de ‘neutralidade objetiva’ e assumir sua ficcionalidade” (FISHER, 2018, p. 156, nota 24)". "O “devir-ficcional da teoria vem necessariamente acompanhado do devir-teórico da ficção”, (FISHER, 2018, p. 156) “o campo social não existe a parte de sua simulação na teoria social” (FISHER, 2018, p. 157). “[...] Na era da comunicação cibernética, tudo se conecta. A imagem que você tem da realidade é processada através da mídia, mas a mídia não está fora desta imagem mais do que você está. Não há espectadores e não há espetáculo. Participa-se querendo ou não. Nada está fora do Loop. [...] É importante lembrar que o Hyperreal18 caracterizado não como o surreal ou o não-real, mas como o mais real que o real. [...] Contrariamente a uma compreensão errônea muito difundida, então, a lógica da simulação, como Baudrillard a constrói, se encerra com a observação de que é a falsidade –não a realidade em si –que agora é impossível.” (FISHER, 2018, p. 147)
(X) “Uma revolução social e psíquica de magnitude quase inconcebível”: Os sonhos aceleracionistas interrompidos da cultura popular — Mark Fisher (2013)
https://medium.com/@claricepelotas/uma-revolu%C3%A7%C3%A3o-social-e-ps%C3%ADquica-de-magnitude-quase-inconceb%C3%ADvel-os-sonhos-aceleracionistas-c2371c9e0fcc
(X) 2014. Fisher. Exterminador do Futuro vs Avatar
https://jacobin.com.br/2026/01/o-dia-que-mark-fisher-destruiu-seu-mentor/
(X) FISHER, M. Mark Fisher - "Una revolución social y psíquica de magnitud casi inconcebible": los interrumpidos sueños aceleracionistas de la cultura popular. In: Aceleracionismo: estrategias para una transición hacia el postcapitalismo Caja-negra, 2017.
MARX, K.O Capital:crítica da economia política: livro I: o processo de produção do capital. Tradução Rubens Enderle. 2ª Ed. São Paulo: Boitempo, 2017.MCKAY, Robin;
Das questões. https://periodicos.unb.br/index.php/dasquestoes/issue/view/3241
Das questões https://periodicos.unb.br/index.php/dasquestoes/article/view/59300
Fisher
"Realismo Capitalista"
"Fantasmas da minha vida"
"Desejo pós-capitalista"
(X) FISHER, M. Mark Fisher - "Una revolución social y psíquica de magnitud casi inconcebible": los interrumpidos sueños aceleracionistas de la cultura popular. In: Aceleracionismo: estrategias para una transición hacia el postcapitalismo Caja-negra, 2017.
"Fogo contra Fogo (Mann). "Uma das maneiras mais fáceis de perceber as diferenças entre o fordismo e o pós-fordismo é comparar o filme de Mann com os filmes de gangsteres feitos por Francis Ford Coppola e Martin Scorsese entre 1971 e 1990. Em Fogo contra fogo, as atividades criminosas não são mais conduzidas por famílias tradicionais apegadas à “terra dos antepassados, mas por bandos desenraizados, em uma Los Angeles de metal cromado, cozinhas de grife e estética “multiuso”, de rodovias e restaurantes 24 horas". (....) Como qualquer grupo de acionistas, o bando de McCauley mantém-se coeso através da perspectiva de futuros dividendos; quaisquer outros vínculos são opcionais (e, quase certamente, perigosos). É um arranjo temporário, pragmático e lateral - sabem que são peças intercambiáveis de um maquinário, que não há garantias, que nada é permanente. Comparados a isso, os velhos “bons companheiros” mais parecem um bando sentimentalista sedentário, enraizados em comunidades moribundas, territórios condenados" (Fisher, Realismo Capitalista).
WALL E - "NO final de Wall-E é apresentada uma versão dessa fantasia - a ideia de que a expansão infinita do capital é possível, de que o capital pode se reproduzir sem o trabalho (na nave espacial Axiom todo trabalho é realizado por robôs), de que o esgotamento dos recursos terrenos é apenas um probleminha técnico temporário e que depois de um período adequado de recuperação o capital poderá terraformar a própria
Terra e recolonizá-la" (Fisher, Realismo Capitalista).
I.A.
(X) 2006. Seremos todos cyborgs. Entrevista com Raymond Kurzweil
https://ihu.unisinos.br/categorias/175-noticias-2006/573884-seremos-todos-cyborgs-entrevista-com-raymond-kurzweil
Le Guin, Ursula K. A curva do sonho, 1971.
Ludium, Robert. A identidade Bourne. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2000.
Amy
Amy Ireland — Circuito negro: código para os números por vir
https://medium.com/@ababeladomundo/circuito-negro-c%C3%B3digo-para-os-n%C3%BAmeros-por-vir-b8f7af4c6dc
Sephirot
(X) https://medium.com/@viniciusdias1203/sephiroth-cabala-o-livro-de-genesis-8a37d14adfe4
Como demonstram os dados coletados o problema do esgoto a céu aberto e os impactos negativos sobre a qualidade de vida dos moradores da Vila Frei Orestes apontados pelos estudantes do EJA 1 Noturno da Escola Estadual Antônio Eufrásio de Toledo de Paraisópolis (MG) procedem.
Visitamos a
região do ribeirão na Vila Frei Orestes no dia 26 de setembro de 2023 para 1) verificar as informações obtidas na etapa de coleta de dados; 2) analisar todos os dados coletados; 3) checar nossa hipótese para o problema.
Denúncia dos moradores e dos vereadores em 2017
A denúncia dos problemas gerados no bairro em razão do esgoto a céu aberto procede. Porém, na ocasião o vereador que recebeu a denúncia dos moradores apontou que a solução seria a construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) no município.
De fato, como explicou-nos um especialista em Meio Ambiente, a ETE é de extrema importância, pois ela tratará todo o esgoto produzido na cidade. Entretanto, a Estação de Tratamento será construída no fim de toda cadeia de produção de dejetos.
Ou seja, mesmo com uma ETE, o problema da Frei Orestes pode continuar, pois a região fica antes da ETE.
A questão então continua. Como resolver o problema do esgoto ainda lançado no ribeirão que margeia o bairro?
SAAE
Uma resposta para a questão acima seria de fato a construção de emissários para captação do esgoto produzido no bairro e mesmo em outros bairros que lançam esgoto no ribeirão.
De fato constatamos a existência dos emissários construídos ao lado do
ribeirão para captação do esgoto do bairro.
Porém, constatamos
que o ribeirão ainda apresenta coloração escura e mau cheiro, o que
indica a existência de esgoto sendo lançado diretamente no ribeirão.
É
possível que as obras realizadas pelo SAAE a partir de 2019 atenuaram o problema, porém
não o resolveram, haja vista as diversas reclamações dos moradores do
bairro (mau cheiro, enchente, presença constante de ratos e baratas).
Novas questões então surgem? Os emissários construídos pelo SAAE estão funcionando? Por que há ainda lançamento de esgoto no ribeirão mesmo com os emissários construídos para captar esgoto e levar para a ETE sem passar pelo ribeirão?
Segundo um especialista ambiental entrevistado, é possível que ainda alguns moradores (casas, comércio, fábricas) não se sabe se do próprio bairro ou de outros bairros, ainda lancem dejetos diretamente no ribeirão.
Segundo ele, seria preciso o setor público e o SAAE 1) avaliarem se os emissários estão realmente funcionando; 2) fazer uma investigação aprofundada juntos aos moradores, com técnicas específicas, para avaliar a existência de redes que ainda lançam esgoto diretamente no ribeirão.
O especialista acrescenta que a canalização seria a pior solução, a não ser que seja feita uma estrutura que suporte o alto volume de chuva nos tempos atuais. Quando você canaliza há o risco, portanto, das manilhas não suportarem o volume de água de chuvas torrenciais. O que pode ser feito são estruturas de contenção feita com pedras e metal tipo alambrado que ajudam a manter a estrutura original do rio, ribeirão.
IBGE
Partimos da hipótese de que o problema do esgoto na Vila Frei Orestes estava, principalmente, associada à falta de manutenção do poder público. Embora essa afirmação não esteja equivocada, ela, a partir de uma pesquisa mais aprofundada, precisa ser melhor determinada.
Outros fatores incidem no problema, pois, como vimos, em 2019 foi realizado um trabalho de captação de esgoto e envio deste para emissários, visando assim evitar o lançamento in natura no ribeirão. Ora, alguma manutenção, portanto, existiu no passado, mas ao mesmo tempo o problema persiste no presente. Cabe então perguntar: o trabalho não foi suficiente? Não houve monitoramento dos seus resultados? Qual o percentual de melhoria em relação à situação no passado? O que deverá ser feito agora para que o problema seja solucionado? De onde está vindo o esgoto visivelmente despejado no ribeirão? É possível que o problema tenha neste momento uma origem distinta? Como o poder público pretende agir?
Nossas observações também refutam a hipótese de que a canalização seria a solução do problema, pois a canalização poderá criar um problema ainda mais grave no caso das chuvas torrenciais em que a água não teria para onde escoar.
INFORMAÇÕES GERAIS
Especialista em Meio Ambiente
Em entrevista com especialista em Meio Ambiente obtivemos a informação de que em Paraisópolis não há tratamento de esgoto.
Apenas há tratamento de esgoto na empresa APTIV. Entretanto, como Paraisópolis não trata o esgoto, o esgoto tratado pela APTIV é lançado na rede municipal e termina por misturar com esgoto não tratado.
A cidade de Paraisópolis possui dois cursos d'água: o "Ribeirão Santo Antonio" que começa na região da Vila São Luiz. Este ribeirão encontra-se com o "Ribeirão Guedinho" que passa pelo Dr.Geraldo e Água Férrea. Depois estes dois ribeirões se encontram na região da transportadora Pituta, segue até a ETE que está sendo construída e, finalmente, desaguam no Rio Sapucaí.
Como ainda a ETE não está em funcionamento todo esgoto produzido em Paraisópolis vai sem tratamento para o Rio Sapucaí.
INFORMAÇÕES ESPECÍFICAS
VEREADORES
Em entrevista informal com vereadores e líderes comunitários verificamos que já alguns anos representantes da Vila Frei Orestes os procuram para reclamarem dos problemas causados pela situação do esgoto a céu aberto no Bairro.
Em um vídeo de 2017, disponível na internet, um vereador, representando os moradores do bairro, denuncia a situação, apontando a necessidade de construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).
Naquela época, o município havia recebido do governo federal uma verba de cerca de 11 milhões para a construção da ETE. Porém, a obra se arrastou por anos. Hoje, a obra está em fase de término.
Dois anos depois das reclamações da Câmara Municipal, mais precisamente em maio de 2019, o SAAE, no curso da gestão 2017-2020, iniciou um trabalho na Vila Frei Orestes para resolver a questão do esgoto lançado pelas residências no ribeirão que passa pelo bairro.
Milhares de litros de dejetos que eram derramados in natura no curso d’água passaram a ser captados e enviados a emissários.
Os emissários acompanham a calha do curso d'água. A função deles é não deixar o esgoto cair no curso d'água.
MORADORES
Os moradores reclamam do mau cheiro no bairro,
presença constante de ratos e baratas em seus lares. Ao lado do ribeirão
há uma quadra utilizada pelos moradores e nela também o mau cheiro
provindo do ribeirão é constante. Uma moradora menciona em que épocas de
chuvas o ribeirão transborda piorando a situação.
VISITA AO BAIRRO
Visitamos a
região do ribeirão na Vila Frei Orestes no dia 26 de setembro de 2023.
De fato constatamos a existência dos emissários construídos ao lado do
ribeirão para captação do esgoto do bairro, como informado pelo SAAE.
Porém, constatamos
que o ribeirão ainda apresenta coloração escura e mal cheiro, o que
indica a existência de esgoto ainda sendo lançado diretamente no ribeirão.
Referências
IBGE. Panorama. 2010. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/paraisopolis/panorama Acesso em: 26 set. 2023.
SAAE. Saae inicia a retirada de esgoto das casas da Vila Frei Orestes. 13/05/2019. Disponível em: https://www.paraisopolis.mg.gov.br/noticia/1378/SAAE-inicia-a-retirada-de-esgoto-das-casas-da-Vila-Frei-Orestes-que-e-lancado-em-ribeirao. Acesso em: 26 set. 2023.
Em sala de aula definimos o problema do esgoto a céu aberto na Vila Frei Orestes para pesquisa aprofundada.
Também, na sequência, estipulamos uma hipótese da causa do problema:
Transcrição da hipótese formulada por alunos do EJA 1 Noturno: "O problema é porque não é encanado, tudo aberto. Chove, faz enchente. É encanado para cima do Pituta, e na "parte" mais carente está a céu aberto. Falta manutenção. Uma falta de competência da Prefeitura".
Seguindo as etapas do método científico, definimos algumas fontes de informação para formação de um banco de dados visando uma melhor compreensão do problema e também para a verificação da hipótese formulada pelos estudantes.
Observação: Cada etapa da pesquisa servirá como avaliação da turma.
Fontes de informação a serem consultadas para formação de banco de dados da pesquisa e análise subsequente:
- Moradores da Vila Frei Orestes
- Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Paraisópolis
- Câmara Municipal
- SAAE - Serviço
Autônomo de Água e Esgoto - O SAAE é uma Autarquia Pública Municipal
criada pela Lei n.° 1.846 de 05 de Dezembro de 2001. O início de suas
atividades deu-se no mês de Julho de 2002, com o objetivo foi o de
melhorar o fornecimento de água aos munícipes de Paraisópolis
Em
15 de Outubro de 2004 foi inaugurada a Estação de Tratamento de Água
situada à Av. São Vicente de Paula, tal obra possibilita o fornecimento
de água tratada e de qualidade ao município e também aos Bairros Rurais
Ribeirão Vermelho e Inácios. A ETA possui laboratório de análises
físico-químicas e bacteriológicas completo, e possui capacidade nominal
de operar 60 litros/segundo e atualmente opera 45 litros/segundo em
média. Os recursos empregados na construção da ETA foram provenientes
das contas de água pagas pelos usuários mensalmente.
Com os
projetos da Estação de Tratamento de Esgoto já finalizados, o SAAE está
em fase de captação de recursos junto aos Governos Estadual e Federal,
para que mais esta obra de grande importância à população e meio
ambiente seja realizada.
Referências
SAAE. Site do SAAE. Disponível em: https://www.saaeparaisopolis.mg.gov.br/o-que-e-o-saae
Bancos de dados convencionais
- Mais antigos que o "Big Data"
- Big Data": grande quantidade de dados armazenados e processados eletronicamente
- Bancos de dados convencionais - cartórios, registros de nascimentos, casamentos e óbitos, notas escolares. Existiam antes da "digitalização" dos dados.
- Hoje muitos deles também são digitais.
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
- Instituto governamental responsável pela coleta, análise e difusão de dados à respeito da população do país.
- "Censo": pesquisa realizada pelo IBGE para coletar dados sobre a população brasileira. A pesquisa conta os habitantes, identifica quem são, onde e como vivem os brasileiros, traçando um perfil socioeconômico.
- Quantos somos? Como somos? Onde vivemos? Como Vivemos?
Importância do Censo: Ele identifica informações importantes para o desenvolvimento e implementação de políticas públicas e para a realização de investimentos públicos e privados. Interfere, por exemplo, na distribuição das transferências da União para estados e municípios e na identificação de áreas de investimento prioritário em saúde, educação, habitação, transportes e energia.
- Análise quantitativa dos dados: analisa os dados de uma forma geral.
- Brasil: 203.062.512 habitantes (Censo 2022/Divulgado em Julho de 2023)
- Minas Gerais: 20.538.718
- São Paulo: 44.420.459 habitantes
- Paraisópolis: 20.445 pessoas
- Sapucaí Mirim: 6.311 pessoas
- Análise qualitativa dos dados: analisa o significados dos dados coletados. Por exemplo, o cruzamento de dados sobre rendimento e escolaridade revelam que quanto mais alto o nível de escolaridade maior a remuneração.
Os dados obtidos formam um "banco de dados". Eles podem ser organizados em tabelas, gráficos e mapas para facilitar a visualização e a realização de análises e comparações.
Em
2022, a população residente do Brasil foi de 203,1 milhões de pessoas,
cerca de 6,5% a mais que os 190,8 milhões contabilizados em 2010,
mostram dados do Censo. Em números absolutos, são 12,3 milhões a mais,
pouco mais que a população da cidade de São Paulo, com 11,5 milhões de
pessoas.
LINKS:
[+] IBGE: https://cidades.ibge.gov.br
[+] Link com os primeiros dados divulgados do Censo 2022: https://g1.globo.com/economia/censo/noticia/2023/06/28/censo-2022-brasil-tem-203-milhoes-de-habitantes-47-milhoes-a-menos-que-estimativa-do-ibge.ghtml