*Noesis ato da nous (inteligência pura ou razão contemplativa, intuição)
Página destinada à divulgar exercícios filosóficos na "Escola Estadual Antônio Eufrásio de Toledo" na disciplina de Filosofia, ministrada pelo Professor José Geraldo
1. Introdução: O Dilema do Comerciante
Comerciante A: Não engana o cliente por medo de perder clientela e falir.
Comerciante B: Não engana o cliente porque acha que mentir é errado, mesmo que ninguém descubra.
Pergunta: Quem agiu de forma genuinamente moral? (Kant valida o Comerciante B).
A Boa Vontade: O valor moral está na intenção, e não nas consequências ou resultados do ato.
Agir CONFORME o dever (Imoral): Fazer o certo por interesse, medo ou vantagem. (Ex: Comerciante A).
Agir POR dever (Moral): Fazer o certo puramente porque é o certo a se fazer. (Ex: Comerciante B).
"Aja de modo que a sua ação possa se tornar uma lei universal."
Teste Prático: Roubar pão com fome é moral?
Resposta: Não. Se virar lei universal (todos com fome roubando), a propriedade e o comércio deixam de existir. A ação se autodestrói.
Como a ética utilitarista trataria essa questão? (cálculo do prazer, felicidade. se a maioria estiver faminta então roubar produz mais felicidade)
Nunca use uma pessoa apenas como meio (ferramenta), mas sempre como um fim em si mesma.
Heteronomia (Falsa Liberdade): Agir movido por causas externas (impulsos, desejos, medos, religião). O Comerciante A é escravo das consequências.
Autonomia (Veradeira Liberdade): Do grego Auto (si mesmo) + Nomos (lei). Capacidade da razão de criar e seguir as suas próprias regras morais. O Comerciante B é livre porque obedece à própria razão.
**** Ser livre não é fazer o que se quer (isso é ser escravo dos desejos), mas sim ter a autonomia de fazer o que a razão aponta como dever.
"Para Kant, a ética não quer saber se você ficou feliz ou se teve vantagens com a sua ação; ela quer saber se você teve a autonomia de seguir a sua razão para cumprir o seu dever, transformando o seu ato em uma lei universal e respeitando a dignidade humana."
1. Eudaimonia (felicidade)
Não é riqueza.
Não é fama.
É viver conforme a virtude.
2. Virtude (areté)
A virtude não é inata.
Ela é adquirida pelo hábito.
A virtude/excelência é um hábito
Tornamo-nos justos praticando atos justos.
3. Prudência (phronesis)
Capacidade de deliberar racionalmente.
Saber escolher o justo meio para agir.
5. Ética e política
O ser humano vive na pólis.
O bem individual está ligado ao bem comum.
A política deve promover a vida boa ("bem viver")
Ética → investiga como o indivíduo deve agir para viver bem.
Política → investiga como a comunidade deve ser organizada para promover a vida boa dos cidadãos.
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ENEM 2024 - Aristóteles afirma que a felicidade está ligada à excelência humana e ao desenvolvimento das virtudes. A eudaimonia não é um estado emocional, mas uma atividade da alma conforme a virtude.
O texto indica que a prática de ações virtuosas, sempre efetivada na pólis, ocorre por meio:
A) da teoria das ideias essenciais
B) da identificação dos princípios racionais
C) do desenvolvimento das técnicas retóricas
D) do aperfeiçoamento das condutas humanas
E) do conhecimento das epistemes verdadeiras
✅ Gabarito: D
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(Enem 2020) Vemos que toda cidade é uma espécie de comunidade, e toda comunidade se forma com vistas a algum bem, pois todas as ações de todos os homens são praticadas com vistas ao que lhe parece um bem; se todas as comunidades visam algum bem, é evidente que a mais importante de todas elas e que inclui todas as outras tem mais que todas este objetivo e visa ao mais importante de todos os bens. (ARISTÓTELES Política. Brasília: UnB,1988).
No fragmento, Aristóteles promove uma reflexão que associa dois elementos essenciais à discussão sobre a vida em comunidade, a saber:
a) Ética e política, pois conduzem à eudaimonia.
b) Retórica e linguagem, pois cuidam dos discursos na ágora.
c) Metafísica e ontologia, pois tratam da filosofia primeira.
d) Democracia e sociedade, pois se referem a relações sociais.
e) Geração e corrupção, pois abarcam o campo da physis.
No trecho da obra Política, Aristóteles afirma que:
Toda comunidade busca algum bem.
A cidade (pólis) é a comunidade mais importante.
Por isso, a questão articula dois campos inseparáveis em Aristóteles:
Ética → investiga como o indivíduo deve agir para viver bem.
Política → investiga como a comunidade deve ser organizada para promover a vida boa dos cidadãos.
Inclusive, Aristóteles chega a afirmar na Ética a Nicômaco que a política é a ciência mais elevada, porque ela coordena todas as demais em vista do bem comum.
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02) (Enem PPL 2019) Vimos que o homem sem lei é injusto e o respeitador da lei é justo; evidentemente todos os atos legítimos são, em certo sentido, atos justos, porque os atos prescritos pela arte do legislador são legítimos e cada um deles é justo. Ora, nas disposições que tomam sobre todos os assuntos, as leis têm em mira a vantagem comum, quer de todos, quer dos melhores ou daqueles que detêm o poder ou algo desse gênero; de modo que, em certo sentido, chamamos justos aqueles atos que tendem a produzir e a preservar, para a sociedade política, a felicidade e os elementos que a compõem. ARISTÓTELES. A política. São Paulo: Cia. das Letras, 2010 (adaptado).
a) moral e a vida privada.
b) virtude e os interesses públicos.
c) utilidade e os critérios pragmáticos.
d) lógica e os princípios metafísicos.
1 Ética Medieval: o problema da existência do mal. Livre Arbítrio e Liberdade.
Reflexão: Não terminamos por perder a liberdade se Deus sabe tudo de antemão?
2 e 3 leituras Ética Estoica: Leitura de Marco Aurélio.
4 Aristóeles - Eudaimonia
5 Leituras da Ética
6 Leitura e teoria -> Ética Rousseau: O homem nasce bom. Scdd o corrompe. Piedade.
7 Kant. imperativo categórico.
8, 9 e 10 e 11 -> androides: Schopenhauer: compaixão.
12 Nietzsche: Genealogia da Moral.
13, 14 Hans Jonas. Ética ambiental: Natureza e Cultura.
A banalidade do mal
Política: Maquiavel.
Hobbes lobo do homem, contrato p aliviar a maldade
Rousseau bons por natureza?, contrato p recuperar a bondade perdida
Locke
Amarrando os 3 contratualistas ...
Marx
Foucault
Grupo
Periodicidade: Quinzenal ou mensal
Formato: Círculo de debate. Não há lousa, não há slides longos. Há uma pergunta norteadora no centro.
Material: livros, contos curtos, episódios de séries, letras de música ou capítulos isolados.
Cronograma Temático (4 Encontros)
A Pergunta Central: Se uma máquina consegue simular perfeitamente o pensamento, o sofrimento e a memória humana, o que nos diferencia dela? O que nos torna, de fato, humanos?
O Livro-Base: Será que os androides sonham com ovelhas elétricas? (Philip K. Dick)
Resenha
https://fantastika451.wordpress.com/wp-content/uploads/2018/02/androides_roteiro_tapera.pdf
Debates
1. O Problema da Empatia
No livro, os androides (Nexus-6) são idênticos aos humanos em inteligência, mas são incapazes de sentir empatia genuína (eles não se importam com o sofrimento alheio).
Jean-Jacques Rousseau (1712–1778), especialmente em sua obra Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens, define a piedade (ou compaixão) como a base da moral humana.
Para Rousseau, antes mesmo de o ser humano desenvolver a razão, a cultura ou as leis, ele já possui dois princípios anteriores à racionalidade:
O amor de si (amour de soi): O instinto natural de autoconservação e sobrevivência.
Para Schopenhauer, a verdadeira ação moral só existe quando agimos por compaixão (Mitleid, que significa literalmente "sofrer com"). Ele afirma que a compaixão é o mistério da ética: o momento em que a barreira entre o "eu" e o "outro" desaparece, e eu sinto a sua dor como se fosse minha, agindo para aliviar o seu sofrimento sem esperar nada em troca.
Seja com a visão iluminista de Rousseau ou com a visão pessimista de Schopenhauer, a ideia central é a mesma: a moralidade não começa na cabeça, mas sim na nossa capacidade de sentir o outro.
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A diferença entre Rousseau e Schopenhauer no quesito da piedade/compaixão é fascinante, porque embora os dois concordem que a moral nasce desse sentimento, eles têm diagnósticos completamente diferentes sobre a natureza humana e o papel da sociedade.
Aqui está a distinção cirúrgica para você apresentar no clube de leitura, mostrando como eles divergem na raiz do pensamento:
Para Rousseau, a piedade é um impulso do instinto natural do ser humano.
O Homem Natural: No "estado de natureza" (antes de existirem leis, cidades e propriedades), o homem selvagem vê outro sofrendo e sente um incômodo físico, o que o leva a ajudar. É uma empatia quase animal.
O Problema da Civilização: Rousseau diz que a sociedade, a propriedade privada e a razão calculista sufocam a piedade natural. A civilização nos torna egoístas.
Frase clássica de Rousseau: "O homem nasce bom, a sociedade o corrompe."
No contexto dos Androides (Blade Runner): Rousseau diria que os androides são como o "homem civilizado ao extremo": pura razão, puro cálculo, mas totalmente desprovidos da bondade natural do coração.
Schopenhauer é um filósofo pessimista. Ele não acha que o homem nasce bom e a sociedade o corrompe; para ele, a própria existência é, em sua essência, dor e egoísmo.
A Vontade: Para Schopenhauer, o universo é movido por uma força cega e irracional chamada Vontade, que nos faz querer devorar uns aos outros para sobreviver (pense na cadeia alimentar e no egoísmo humano).
A Quebra da Ilusão (Metafísica): A compaixão (Mitleid) para ele é um milagre metafísico. Normalmente, nós olhamos para os outros e vemos "estranhos" (o véu de Maia, a ilusão da separação). Quando sentimos compaixão, esse véu rasga. Eu percebo que eu e o outro somos a mesma coisa, sofrendo no mesmo mundo cruel. Eu não ajudo o outro por instinto de bom mocinho, mas porque vejo a minha própria dor refletida nele.
No contexto dos Androides (Blade Runner): Schopenhauer diria que o teste de empatia funciona porque a compaixão é a única coisa que uma inteligência puramente lógica (a máquina) jamais conseguirá simular. A máquina entende o egoísmo (que é lógico: autopreservação), mas não entende o mistério de sofrer pela dor alheia.
| Critério | Jean-Jacques Rousseau | Arthur Schopenhauer |
| Origem do sentimento | É um instinto natural e biológico do ser humano. | É uma revelação metafísica (perceber que somos todos um). |
| Visão da Natureza Humana | O homem é originalmente bom e pacífico. | O homem é originalmente egoísta e movido pelo desejo. |
| O que destrói a moral? | A sociedade e a propriedade privada. | O egoísmo individual, que é a regra do mundo. |
A atmosfera do Philip K. Dick é schopenhaueriana?
1. O Cenário de Desolação Mundial
Rousseau imagina o "estado de natureza" como uma floresta linda, pacífica, onde o homem selvagem vive feliz. O livro do Philip K. Dick mostra o oposto: uma Terra pós-apocalíptica, coberta por uma poeira radioativa, onde a natureza foi destruída e a vida é um eterno sofrimento. Isso é o puro pessimismo de Schopenhauer: o mundo não é um lugar bom que foi corrompido; o mundo é um lugar essencialmente hostil e doloroso, onde existir é sofrer.
Para Schopenhauer, existe uma força cega que move tudo no universo chamada Vontade de Viver (o instinto de sobrevivência a qualquer custo). Os androides do livro não têm alma, não têm passado real e não têm empatia, mas eles têm uma Vontade de Viver desesperada. Eles fogem de Marte, matam e se escondem na Terra apenas para não serem "aposentados" (mortos). Eles são a personificação da tese de Schopenhauer: a vida se agarra à vida de forma irracional, mesmo quando não há um sentido maior para ela.
No livro, os androides conseguem simular inteligência, malícia, lógica e até reações sexuais. Eles são brilhantes. Mas eles falham no teste de empatia (Voight-Kampff) porque a compaixão, para Schopenhauer, não pode ser calculada ou aprendida.
Schopenhauer diz que a compaixão é um "milagre" porque ela quebra a lógica do egoísmo. Um robô funciona por lógica (se eu me proteger, eu sobrevivo = egoísmo). A lógica da máquina não consegue processar por que alguém arriscaria a própria vida ou choraria por uma ovelha moribunda. A compaixão escapa da programação.
Fechamento:
"Philip K. Dick criou um mundo onde a inteligência foi totalmente dominada pelas máquinas. O que sobrou para os humanos? Schopenhauer responde: sobrou a capacidade de sofrer junto. No livro, os humanos são caóticos, tristes e falhos, mas eles sentem compaixão. Os robôs são perfeitos, mas frios. No fim das contas, o que nos torna humanos não é o nosso cérebro (que a Informática replica), mas o nosso coração schopenhaueriano, que sente a dor do outro."
Com Schopenhauer, nosso debate deixou de ser apenas uma conversa maniqueísta sobre "robôs contra humanos" e tornou-se uma discussão sobre a dor da existência e o que nos salva da total frieza do mundo.
O Dilema: Nós somos realmente livres para escolher nosso futuro ou somos moldados pela sociedade e pelos algoritmos?
O Disparador: O mito da escolha e o determinismo.
Sugestão de leitura/mídia: O episódio Bandersnatch (Black Mirror).
Encontro 2: "A Filosofia do Medo e da Segurança" (Foco Invisível em Seg. do Trabalho)
O Dilema: Para vivermos seguros, precisamos abrir mão da nossa liberdade?
O Disparador: Thomas Hobbes (Contratualismo)
Sugestão de leitura/mídia: Trechos selecionados de O Leviatã ou o filme/HQ V de Vingança.
Encontro 3: "O que nos torna humanos?" (Foco Invisível em Informática)
O Dilema: Se uma Inteligência Artificial conseguir sentir, sofrer e criar arte, ela deve ter direitos humanos? Onde termina a máquina e começa a alma?
O Disparador: René Descartes (Dualismo mente-corpo) e Alan Turing.
Sugestão de leitura/mídia: O conto O Homem Bicentenário (Isaac Asimov) ou o filme Blade Runner.
Encontro 4: "A Crise da Felicidade e o Tédio"
O Dilema: Por que uma geração que tem tudo na palma da mão (telas, conexões, jogos) se sente tão entediada e ansiosa?
O Disparador: Arthur Schopenhauer (O pêndulo entre o desejo e o tédio) e a "Sociedade do Cansaço" de Byung-Chul Han.
Sugestão de leitura/mídia: O mito de Sísifo ou vídeos curtos do TikTok analisados sob a ótica do consumo de dopamina.
Tema: A Alegoria da Caverna de Platão e o Vício em Telas no Século XXI
O Desafio
Platão nos mostrou que os prisioneiros da caverna tomavam as sombras na parede como a única realidade. Hoje, as sombras foram substituídas por pixels, e as correntes são invisíveis: são as notificações e os algoritmos que nos prendem às telas do celular.
Sua missão é produzir um Ensaio Filosófico-Crítico, mas com um detalhe: você vai usar uma Inteligência Artificial para debater, e não apenas para copiar.
Passo a Passo da Atividade
Parte 1: O Trabalho de Campo (Desconexão Real) – Vale 1,0 ponto
Fique 2 horas seguidas totalmente longe de qualquer tela (celular, televisão, videogame, computador).
Em uma folha, faça um diário breve desse período respondendo: O que você sentiu? Tédio? Ansiedade? O que você fez para preencher o tempo? Como o mundo ao seu redor pareceu diferente sem a mediação de uma tela?
Parte 2: O Debate com a Inteligência Artificial – Vale 1,5 pontos
Use a IA como o seu interlocutor filosófico (um Sócrates digital). Dê o seguinte comando para a IA:
"Quero que você aja como o filósofo Platão. Eu sou um jovem do século XXI que perde muito tempo do dia nas redes sociais. Argumente comigo, usando a sua Alegoria da Caverna, tentando me convencer de que o meu celular é a parede da caverna e que eu preciso ver o Sol (o Mundo Inteligível). Não me dê um texto pronto. Faça-me perguntas difíceis, uma de cada vez, e espere eu responder antes de continuar."
Cole os prints ou transcreva essa conversa no trabalho final.
Responde a pelo menos três rodadas de perguntas feitas pela IA. Serao avaliadas as suas respostas para a máquina, e sua compreensão do Mundo Sensível e Mundo Inteligível.
Parte 3: O Texto Dissertativo-Argumentativo. Vale 2,5 pontos
Após a experiência real e o debate com a IA, escreva de próprio punho (manuscrito), um texto de 15 a 20 linhas com o tema: "As Sombras Modernas: O Algoritmo como Nova Caverna".
O texto deve, obrigatoriamente, conter e relacionar:
Os conceitos platônicos de Mundo Sensível (as ilusões das telas) e Mundo Inteligível (a realidade fora da Matrix digital).
Uma reflexão sobre como o vício em dopamina das redes sociais impede o jovem de exercer a verdadeira Filosofia e o pensamento crítico.
As personagens usam diferentes inteligências para lidar com a mudança e a doença da mãe?
Inteligência Interpessoal: A irmã mais velha, Satsuki, exercendo o cuidado com a caçula e a empatia com o pai.
Inteligência Intrapessoal (Autoconhecimento): A forma como as meninas transformam o medo e a solidão em imaginação (os Totoros). Elas entendem seus sentimentos e buscam formas de processá-los.
Inteligência Naturalista: A conexão profunda com a floresta e o respeito pelos ciclos da natureza (a cena do crescimento das sementes).
No filme, aparecem os Susuwatari (fuligens pretas) que vivem em casas vazias e fogem quando as pessoas sorriem.
A analogia: as "fuligens" são como nossos pequenos medos e pensamentos negativos que aparecem quando estamos inseguros.
Atividade: "O que faz as 'fuligens' da sua cabeça irem embora? O que traz luz para o seu dia quando você se sente sozinha (a) ou assustado (a) como as meninas do filme?"
A Viagem de Chihiro
Abertura: Não assista como um desenho infantil. Assista como a história de alguém que foi forçada a crescer para salvar o que amava.
O Amadurecimento: No início, Chihiro é mimada, medrosa e dependente. No final, ela é decidida e corajosa.
Reflexão: Como é a Chihiro no início do filme. Como é no fim. O que a fez mudar?
O que nos faz crescer? São os momentos de conforto ou os desafios que nos obrigam a "trabalhar" para sobreviver?
Abaixo, liste 3 "Yubabas" da vida real (obstáculos ou pressões sociais) que podem fazer você desistir desse objetivo.
Escreva uma ação concreta que pode tomar hoje para ser mais como a Chihiro: corajosa diante do desconhecido.
Waking Life: animação de 2001, dirigida por Richard Linklater.
Akira: novembro de 2025 com o terceiro integral propedêutico. pós-humanismo, experiências com humanos, destruição planetária, crise ecológica, distopia, governos totalitários, sociedade de controle.
"Meu Amigo Totoro" (1988): maio de 2026 com primeiro informática e com o terceiro informática. Epistemologia: a importância da faculdade da "Imaginação"; o que é real (Totoro é real ou uma fantasia infantil?); o que é sonho (Descartes)? Existência: medo, coragem, o outro (Totoro), a diferença.
"A Viagem de Chihiro" (2001)
Enunciado:
"Anaxímenes de Mileto disse que o ar é o elemento originário de tudo o que existe, existiu e existirá, e que outras coisas provêm de sua descendência. Quando o ar se dilata, transforma-se em fogo, ao passo que os ventos são ar condensado." (
BURNET, J. A aurora da filosofia grega. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2006 - adaptado)
Com base no texto, a característica comum a todos os filósofos pré-socráticos foi a busca por um princípio que:
No afresco "A Escola de Atenas", pintado por Rafael Sanzio no Renascimento.
Os gestos capturam a essência da divergência entre os dois maiores pensadores da Grécia:
O Mundo das Ideias: O gesto indica que a verdadeira realidade não está aqui na Terra, mas em um plano superior, metafísico.
O Sentido: Para Platão, as coisas que vemos (cadeiras, árvores, pessoas) são apenas "sombras" ou cópias imperfeitas de Ideias perfeitas e eternas que residem no Mundo Inteligível.
Conhecimento: Conhecer é "elevar-se" além dos sentidos através da razão (dialética).
O Mundo Sensível: Aristóteles estende a mão com a palma voltada para o chão, indicando que a verdade deve ser buscada neste mundo, na realidade concreta e observável.
O Sentido: Ele discordava do mestre Platão. Para Aristóteles, a "essência" das coisas está nas próprias coisas (Hilemorfismo). Não precisamos de um mundo ideal para explicar a realidade; basta observar a natureza e coletar dados através dos sentidos.
Conhecimento: Conhecer é observar, classificar e entender as causas dos objetos que estão diante de nós.
| Filósofo | Gesto | Significado | Corrente |
| Platão | Aponta para cima | A verdade está no Mundo das Ideias. | Idealismo |
| Aristóteles | Mão para baixo | A verdade também pode ser encontrada na Experiência Sensível. | Empirismo |
Enunciado: No centro do afresco "A Escola de Atenas", de Rafael Sanzio, encontramos Platão e Aristóteles em uma caminhada que simboliza o diálogo e a divergência fundamental da filosofia grega. Platão é retratado apontando para o alto, enquanto Aristóteles estende sua mão com a palma voltada para o chão.
Considerando o significado filosófico desses gestos e a distinção entre as fontes do conhecimento, assinale a alternativa correta:
A) O gesto de Platão indica que a verdade deve ser buscada através dos sentidos e da observação da natureza, caracterizando o Empirismo.
B) A mão de Aristóteles voltada para baixo simboliza o Racionalismo, defendendo que o conhecimento verdadeiro é inato e reside no Mundo das Ideias.
C) O contraste entre os gestos ilustra a oposição entre o Idealismo/Racionalismo de Platão, que busca a verdade em essências abstratas superiores, e o Realismo/Empirismo de Aristóteles, que valoriza a experiência sensível e a observação do mundo concreto.
D) Ambos os gestos possuem o mesmo significado, indicando que tanto para Platão quanto para Aristóteles, a experiência prática é irrelevante para a obtenção da sabedoria.
E) Platão aponta para o alto para indicar que a política deve ser feita pelo povo, enquanto Aristóteles aponta para baixo para defender que o poder deve ser restrito aos militares.
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Texto: "Não busques que os eventos aconteçam como queres, mas queira que os eventos aconteçam como acontecem, e tu serás feliz." (Epiteto)
Questão: O fragmento estoico acima propõe que a felicidade humana está vinculada à:
A) Conquista de poder político e riqueza material.
B) Transformação das leis da natureza através da técnica.
C) Aceitação da ordem do mundo e controle das reações internas.
D) Busca incessante por novos prazeres sensoriais.
E) Rejeição completa de qualquer forma de razão ou lógica.
(Gabarito: C)