Gymnasium
Página destinada à divulgar exercícios filosóficos na "Escola Estadual Antônio Eufrásio de Toledo" na disciplina de Filosofia, ministrada pelo Professor José Geraldo
sexta-feira, 3 de julho de 2026
quarta-feira, 24 de junho de 2026
Moral segundo Kant
1. Introdução: O Dilema do Comerciante
Comerciante A: Não engana o cliente por medo de perder clientela e falir.
Comerciante B: Não engana o cliente porque acha que mentir é errado, mesmo que ninguém descubra.
Pergunta: Quem agiu de forma genuinamente moral? (Kant valida o Comerciante B).
2. Pilares da moral kantiana
- O Motor da Moral
A Boa Vontade: O valor moral está na intenção, e não nas consequências ou resultados do ato.
- Conforme o Dever X Por Dever
Agir CONFORME o dever (Imoral): Fazer o certo por interesse, medo ou vantagem. (Ex: Comerciante A).
Agir POR dever (Moral): Fazer o certo puramente porque é o certo a se fazer. (Ex: Comerciante B).
- O Imperativo Categórico
"Aja de modo que a sua ação possa se tornar uma lei universal."
Teste Prático: Roubar pão com fome é moral?
Resposta: Não. Se virar lei universal (todos com fome roubando), a propriedade e o comércio deixam de existir. A ação se autodestrói.
Como a ética utilitarista trataria essa questão? (cálculo do prazer, felicidade. se a maioria estiver faminta então roubar produz mais felicidade)
3. Liberdade, Autonomia e Dignidade
A Fórmula da Dignidade Humana
Nunca use uma pessoa apenas como meio (ferramenta), mas sempre como um fim em si mesma.
O que é a Verdadeira Liberdade?
Heteronomia (Falsa Liberdade): Agir movido por causas externas (impulsos, desejos, medos, religião). O Comerciante A é escravo das consequências.
Autonomia (Veradeira Liberdade): Do grego Auto (si mesmo) + Nomos (lei). Capacidade da razão de criar e seguir as suas próprias regras morais. O Comerciante B é livre porque obedece à própria razão.
**** Ser livre não é fazer o que se quer (isso é ser escravo dos desejos), mas sim ter a autonomia de fazer o que a razão aponta como dever.
"Para Kant, a ética não quer saber se você ficou feliz ou se teve vantagens com a sua ação; ela quer saber se você teve a autonomia de seguir a sua razão para cumprir o seu dever, transformando o seu ato em uma lei universal e respeitando a dignidade humana."
sexta-feira, 12 de junho de 2026
Ética e política aristotélica
1. Eudaimonia (felicidade)
Não é riqueza.
Não é fama.
É viver conforme a virtude.
2. Virtude (areté)
A virtude não é inata.
Ela é adquirida pelo hábito.
A virtude/excelência é um hábito
Tornamo-nos justos praticando atos justos.
3. Prudência (phronesis)
Capacidade de deliberar racionalmente.
Saber escolher o justo meio para agir.
5. Ética e política
O ser humano vive na pólis.
O bem individual está ligado ao bem comum.
A política deve promover a vida boa ("bem viver")
Ética → investiga como o indivíduo deve agir para viver bem.
Política → investiga como a comunidade deve ser organizada para promover a vida boa dos cidadãos.
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ENEM 2024 - Aristóteles afirma que a felicidade está ligada à excelência humana e ao desenvolvimento das virtudes. A eudaimonia não é um estado emocional, mas uma atividade da alma conforme a virtude.
O texto indica que a prática de ações virtuosas, sempre efetivada na pólis, ocorre por meio:
A) da teoria das ideias essenciais
B) da identificação dos princípios racionais
C) do desenvolvimento das técnicas retóricas
D) do aperfeiçoamento das condutas humanas
E) do conhecimento das epistemes verdadeiras
✅ Gabarito: D
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(Enem 2020) Vemos que toda cidade é uma espécie de comunidade, e toda comunidade se forma com vistas a algum bem, pois todas as ações de todos os homens são praticadas com vistas ao que lhe parece um bem; se todas as comunidades visam algum bem, é evidente que a mais importante de todas elas e que inclui todas as outras tem mais que todas este objetivo e visa ao mais importante de todos os bens. (ARISTÓTELES Política. Brasília: UnB,1988).
No fragmento, Aristóteles promove uma reflexão que associa dois elementos essenciais à discussão sobre a vida em comunidade, a saber:
a) Ética e política, pois conduzem à eudaimonia.
b) Retórica e linguagem, pois cuidam dos discursos na ágora.
c) Metafísica e ontologia, pois tratam da filosofia primeira.
d) Democracia e sociedade, pois se referem a relações sociais.
e) Geração e corrupção, pois abarcam o campo da physis.
No trecho da obra Política, Aristóteles afirma que:
Toda comunidade busca algum bem.
A cidade (pólis) é a comunidade mais importante.
Por isso, a questão articula dois campos inseparáveis em Aristóteles:
Ética → investiga como o indivíduo deve agir para viver bem.
Política → investiga como a comunidade deve ser organizada para promover a vida boa dos cidadãos.
Inclusive, Aristóteles chega a afirmar na Ética a Nicômaco que a política é a ciência mais elevada, porque ela coordena todas as demais em vista do bem comum.
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02) (Enem PPL 2019) Vimos que o homem sem lei é injusto e o respeitador da lei é justo; evidentemente todos os atos legítimos são, em certo sentido, atos justos, porque os atos prescritos pela arte do legislador são legítimos e cada um deles é justo. Ora, nas disposições que tomam sobre todos os assuntos, as leis têm em mira a vantagem comum, quer de todos, quer dos melhores ou daqueles que detêm o poder ou algo desse gênero; de modo que, em certo sentido, chamamos justos aqueles atos que tendem a produzir e a preservar, para a sociedade política, a felicidade e os elementos que a compõem. ARISTÓTELES. A política. São Paulo: Cia. das Letras, 2010 (adaptado).
a) moral e a vida privada.
b) virtude e os interesses públicos.
c) utilidade e os critérios pragmáticos.
d) lógica e os princípios metafísicos.
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Sociedade dos Filósofos Vivos
1 Ética Medieval: o problema da existência do mal. Livre Arbítrio e Liberdade.
Reflexão: Não terminamos por perder a liberdade se Deus sabe tudo de antemão?
2 e 3 leituras Ética Estoica: Leitura de Marco Aurélio.
4 Aristóeles - Eudaimonia
5 Leituras da Ética
6 Leitura e teoria -> Ética Rousseau: O homem nasce bom. Scdd o corrompe. Piedade.
7 Kant. imperativo categórico.
8, 9 e 10 e 11 -> androides: Schopenhauer: compaixão.
12 Nietzsche: Genealogia da Moral.
13, 14 Hans Jonas. Ética ambiental: Natureza e Cultura.
A banalidade do mal
Política: Maquiavel.
Hobbes lobo do homem, contrato p aliviar a maldade
Rousseau bons por natureza?, contrato p recuperar a bondade perdida
Locke
Amarrando os 3 contratualistas ...
Marx
Foucault
Grupo
Periodicidade: Quinzenal ou mensal
Formato: Círculo de debate. Não há lousa, não há slides longos. Há uma pergunta norteadora no centro.
Material: livros, contos curtos, episódios de séries, letras de música ou capítulos isolados.
Cronograma Temático (4 Encontros)
A Pergunta Central: Se uma máquina consegue simular perfeitamente o pensamento, o sofrimento e a memória humana, o que nos diferencia dela? O que nos torna, de fato, humanos?
O Livro-Base: Será que os androides sonham com ovelhas elétricas? (Philip K. Dick)
Resenha
https://fantastika451.wordpress.com/wp-content/uploads/2018/02/androides_roteiro_tapera.pdf
Debates
1. O Problema da Empatia
No livro, os androides (Nexus-6) são idênticos aos humanos em inteligência, mas são incapazes de sentir empatia genuína (eles não se importam com o sofrimento alheio).
Jean-Jacques Rousseau (1712–1778), especialmente em sua obra Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens, define a piedade (ou compaixão) como a base da moral humana.
Para Rousseau, antes mesmo de o ser humano desenvolver a razão, a cultura ou as leis, ele já possui dois princípios anteriores à racionalidade:
O amor de si (amour de soi): O instinto natural de autoconservação e sobrevivência.
- A piedade (pitié): Uma repugnância natural e inata de ver qualquer ser sensível (especialmente outro ser humano) sofrer ou perecer.Rousseau defendia que o homem é naturalmente bom, e é essa capacidade de se colocar no lugar do outro e sentir o "choque" do sofrimento alheio que impede o ser humano selvagem de fazer o mal gratuitamente. Para ele, a moral não nasce de um mandamento divino ou de um cálculo racional de dever (como diria Kant mais tarde), mas sim de uma emoção natural, de um sentimento do coração.
Arthur Schopenhauer (1788–1860)
Para Schopenhauer, a verdadeira ação moral só existe quando agimos por compaixão (Mitleid, que significa literalmente "sofrer com"). Ele afirma que a compaixão é o mistério da ética: o momento em que a barreira entre o "eu" e o "outro" desaparece, e eu sinto a sua dor como se fosse minha, agindo para aliviar o seu sofrimento sem esperar nada em troca.
Seja com a visão iluminista de Rousseau ou com a visão pessimista de Schopenhauer, a ideia central é a mesma: a moralidade não começa na cabeça, mas sim na nossa capacidade de sentir o outro.
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A diferença entre Rousseau e Schopenhauer no quesito da piedade/compaixão é fascinante, porque embora os dois concordem que a moral nasce desse sentimento, eles têm diagnósticos completamente diferentes sobre a natureza humana e o papel da sociedade.
Aqui está a distinção cirúrgica para você apresentar no clube de leitura, mostrando como eles divergem na raiz do pensamento:
1. Jean-Jacques Rousseau: A Piedade é Natural, a Sociedade Corrompe
Para Rousseau, a piedade é um impulso do instinto natural do ser humano.
O Homem Natural: No "estado de natureza" (antes de existirem leis, cidades e propriedades), o homem selvagem vê outro sofrendo e sente um incômodo físico, o que o leva a ajudar. É uma empatia quase animal.
O Problema da Civilização: Rousseau diz que a sociedade, a propriedade privada e a razão calculista sufocam a piedade natural. A civilização nos torna egoístas.
Frase clássica de Rousseau: "O homem nasce bom, a sociedade o corrompe."
No contexto dos Androides (Blade Runner): Rousseau diria que os androides são como o "homem civilizado ao extremo": pura razão, puro cálculo, mas totalmente desprovidos da bondade natural do coração.
2. Arthur Schopenhauer: A Compaixão é Metafísica, o Mundo é Cruel
Schopenhauer é um filósofo pessimista. Ele não acha que o homem nasce bom e a sociedade o corrompe; para ele, a própria existência é, em sua essência, dor e egoísmo.
A Vontade: Para Schopenhauer, o universo é movido por uma força cega e irracional chamada Vontade, que nos faz querer devorar uns aos outros para sobreviver (pense na cadeia alimentar e no egoísmo humano).
A Quebra da Ilusão (Metafísica): A compaixão (Mitleid) para ele é um milagre metafísico. Normalmente, nós olhamos para os outros e vemos "estranhos" (o véu de Maia, a ilusão da separação). Quando sentimos compaixão, esse véu rasga. Eu percebo que eu e o outro somos a mesma coisa, sofrendo no mesmo mundo cruel. Eu não ajudo o outro por instinto de bom mocinho, mas porque vejo a minha própria dor refletida nele.
No contexto dos Androides (Blade Runner): Schopenhauer diria que o teste de empatia funciona porque a compaixão é a única coisa que uma inteligência puramente lógica (a máquina) jamais conseguirá simular. A máquina entende o egoísmo (que é lógico: autopreservação), mas não entende o mistério de sofrer pela dor alheia.
Resumo Comparativo para o Debate:
| Critério | Jean-Jacques Rousseau | Arthur Schopenhauer |
| Origem do sentimento | É um instinto natural e biológico do ser humano. | É uma revelação metafísica (perceber que somos todos um). |
| Visão da Natureza Humana | O homem é originalmente bom e pacífico. | O homem é originalmente egoísta e movido pelo desejo. |
| O que destrói a moral? | A sociedade e a propriedade privada. | O egoísmo individual, que é a regra do mundo. |
A atmosfera do Philip K. Dick é schopenhaueriana?
1. O Cenário de Desolação Mundial
Rousseau imagina o "estado de natureza" como uma floresta linda, pacífica, onde o homem selvagem vive feliz. O livro do Philip K. Dick mostra o oposto: uma Terra pós-apocalíptica, coberta por uma poeira radioativa, onde a natureza foi destruída e a vida é um eterno sofrimento. Isso é o puro pessimismo de Schopenhauer: o mundo não é um lugar bom que foi corrompido; o mundo é um lugar essencialmente hostil e doloroso, onde existir é sofrer.
2. A "Vontade" de Viver dos Androides
Para Schopenhauer, existe uma força cega que move tudo no universo chamada Vontade de Viver (o instinto de sobrevivência a qualquer custo). Os androides do livro não têm alma, não têm passado real e não têm empatia, mas eles têm uma Vontade de Viver desesperada. Eles fogem de Marte, matam e se escondem na Terra apenas para não serem "aposentados" (mortos). Eles são a personificação da tese de Schopenhauer: a vida se agarra à vida de forma irracional, mesmo quando não há um sentido maior para ela.
3. Por que o teste de Empatia funciona?
No livro, os androides conseguem simular inteligência, malícia, lógica e até reações sexuais. Eles são brilhantes. Mas eles falham no teste de empatia (Voight-Kampff) porque a compaixão, para Schopenhauer, não pode ser calculada ou aprendida.
Schopenhauer diz que a compaixão é um "milagre" porque ela quebra a lógica do egoísmo. Um robô funciona por lógica (se eu me proteger, eu sobrevivo = egoísmo). A lógica da máquina não consegue processar por que alguém arriscaria a própria vida ou choraria por uma ovelha moribunda. A compaixão escapa da programação.
Fechamento:
"Philip K. Dick criou um mundo onde a inteligência foi totalmente dominada pelas máquinas. O que sobrou para os humanos? Schopenhauer responde: sobrou a capacidade de sofrer junto. No livro, os humanos são caóticos, tristes e falhos, mas eles sentem compaixão. Os robôs são perfeitos, mas frios. No fim das contas, o que nos torna humanos não é o nosso cérebro (que a Informática replica), mas o nosso coração schopenhaueriano, que sente a dor do outro."
Com Schopenhauer, nosso debate deixou de ser apenas uma conversa maniqueísta sobre "robôs contra humanos" e tornou-se uma discussão sobre a dor da existência e o que nos salva da total frieza do mundo.
O Dilema: Nós somos realmente livres para escolher nosso futuro ou somos moldados pela sociedade e pelos algoritmos?
O Disparador: O mito da escolha e o determinismo.
Sugestão de leitura/mídia: O episódio Bandersnatch (Black Mirror).
Encontro 2: "A Filosofia do Medo e da Segurança" (Foco Invisível em Seg. do Trabalho)
O Dilema: Para vivermos seguros, precisamos abrir mão da nossa liberdade?
O Disparador: Thomas Hobbes (Contratualismo)
Sugestão de leitura/mídia: Trechos selecionados de O Leviatã ou o filme/HQ V de Vingança.
Encontro 3: "O que nos torna humanos?" (Foco Invisível em Informática)
O Dilema: Se uma Inteligência Artificial conseguir sentir, sofrer e criar arte, ela deve ter direitos humanos? Onde termina a máquina e começa a alma?
O Disparador: René Descartes (Dualismo mente-corpo) e Alan Turing.
Sugestão de leitura/mídia: O conto O Homem Bicentenário (Isaac Asimov) ou o filme Blade Runner.
Encontro 4: "A Crise da Felicidade e o Tédio"
O Dilema: Por que uma geração que tem tudo na palma da mão (telas, conexões, jogos) se sente tão entediada e ansiosa?
O Disparador: Arthur Schopenhauer (O pêndulo entre o desejo e o tédio) e a "Sociedade do Cansaço" de Byung-Chul Han.
Sugestão de leitura/mídia: O mito de Sísifo ou vídeos curtos do TikTok analisados sob a ótica do consumo de dopamina.
terça-feira, 19 de maio de 2026
Atividade de Filosofia: Saindo da Caverna Digital
Tema: A Alegoria da Caverna de Platão e o Vício em Telas no Século XXI
O Desafio
Platão nos mostrou que os prisioneiros da caverna tomavam as sombras na parede como a única realidade. Hoje, as sombras foram substituídas por pixels, e as correntes são invisíveis: são as notificações e os algoritmos que nos prendem às telas do celular.
Sua missão é produzir um Ensaio Filosófico-Crítico, mas com um detalhe: você vai usar uma Inteligência Artificial para debater, e não apenas para copiar.
Passo a Passo da Atividade
Parte 1: O Trabalho de Campo (Desconexão Real) – Vale 1,0 ponto
Fique 2 horas seguidas totalmente longe de qualquer tela (celular, televisão, videogame, computador).
Em uma folha, faça um diário breve desse período respondendo: O que você sentiu? Tédio? Ansiedade? O que você fez para preencher o tempo? Como o mundo ao seu redor pareceu diferente sem a mediação de uma tela?
Parte 2: O Debate com a Inteligência Artificial – Vale 1,5 pontos
Use a IA como o seu interlocutor filosófico (um Sócrates digital). Dê o seguinte comando para a IA:
"Quero que você aja como o filósofo Platão. Eu sou um jovem do século XXI que perde muito tempo do dia nas redes sociais. Argumente comigo, usando a sua Alegoria da Caverna, tentando me convencer de que o meu celular é a parede da caverna e que eu preciso ver o Sol (o Mundo Inteligível). Não me dê um texto pronto. Faça-me perguntas difíceis, uma de cada vez, e espere eu responder antes de continuar."
Cole os prints ou transcreva essa conversa no trabalho final.
Responde a pelo menos três rodadas de perguntas feitas pela IA. Serao avaliadas as suas respostas para a máquina, e sua compreensão do Mundo Sensível e Mundo Inteligível.
Parte 3: O Texto Dissertativo-Argumentativo. Vale 2,5 pontos
Após a experiência real e o debate com a IA, escreva de próprio punho (manuscrito), um texto de 15 a 20 linhas com o tema: "As Sombras Modernas: O Algoritmo como Nova Caverna".
O texto deve, obrigatoriamente, conter e relacionar:
Os conceitos platônicos de Mundo Sensível (as ilusões das telas) e Mundo Inteligível (a realidade fora da Matrix digital).
Uma reflexão sobre como o vício em dopamina das redes sociais impede o jovem de exercer a verdadeira Filosofia e o pensamento crítico.
terça-feira, 12 de maio de 2026
Totoro
1. Conexão com as Múltiplas Inteligências (Howard Gardner)
As personagens usam diferentes inteligências para lidar com a mudança e a doença da mãe?
Inteligência Interpessoal: A irmã mais velha, Satsuki, exercendo o cuidado com a caçula e a empatia com o pai.
Inteligência Intrapessoal (Autoconhecimento): A forma como as meninas transformam o medo e a solidão em imaginação (os Totoros). Elas entendem seus sentimentos e buscam formas de processá-los.
Inteligência Naturalista: A conexão profunda com a floresta e o respeito pelos ciclos da natureza (a cena do crescimento das sementes).
1. Dinâmica de Autoconhecimento (O "Susuwatari" Interno)
No filme, aparecem os Susuwatari (fuligens pretas) que vivem em casas vazias e fogem quando as pessoas sorriem.
A analogia: as "fuligens" são como nossos pequenos medos e pensamentos negativos que aparecem quando estamos inseguros.
Atividade: "O que faz as 'fuligens' da sua cabeça irem embora? O que traz luz para o seu dia quando você se sente sozinha (a) ou assustado (a) como as meninas do filme?"
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A Viagem de Chihiro
A Viagem de Chihiro
Abertura: Não assista como um desenho infantil. Assista como a história de alguém que foi forçada a crescer para salvar o que amava.
1. Debate
O Amadurecimento: No início, Chihiro é mimada, medrosa e dependente. No final, ela é decidida e corajosa.
Reflexão: Como é a Chihiro no início do filme. Como é no fim. O que a fez mudar?
O que nos faz crescer? São os momentos de conforto ou os desafios que nos obrigam a "trabalhar" para sobreviver?
2. Atividade
- Escreva no topo da folha o seu objetivo de vida (o que quer ser/fazer).
Abaixo, liste 3 "Yubabas" da vida real (obstáculos ou pressões sociais) que podem fazer você desistir desse objetivo.
Escreva uma ação concreta que pode tomar hoje para ser mais como a Chihiro: corajosa diante do desconhecido.
sexta-feira, 8 de maio de 2026
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Cine filosofia
Waking Life: animação de 2001, dirigida por Richard Linklater.
Akira: novembro de 2025 com o terceiro integral propedêutico. pós-humanismo, experiências com humanos, destruição planetária, crise ecológica, distopia, governos totalitários, sociedade de controle.
"Meu Amigo Totoro" (1988): maio de 2026 com primeiro informática e com o terceiro informática. Epistemologia: a importância da faculdade da "Imaginação"; o que é real (Totoro é real ou uma fantasia infantil?); o que é sonho (Descartes)? Existência: medo, coragem, o outro (Totoro), a diferença.
"A Viagem de Chihiro" (2001)
Exercitando habilidades trimestre 1
3. ENEM 2015 (Anaxímenes e o Princípio Natural)
Enunciado:
"Anaxímenes de Mileto disse que o ar é o elemento originário de tudo o que existe, existiu e existirá, e que outras coisas provêm de sua descendência. Quando o ar se dilata, transforma-se em fogo, ao passo que os ventos são ar condensado." (
BURNET, J. A aurora da filosofia grega. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2006 - adaptado)
Com base no texto, a característica comum a todos os filósofos pré-socráticos foi a busca por um princípio que:
No afresco "A Escola de Atenas", pintado por Rafael Sanzio no Renascimento.
Os gestos capturam a essência da divergência entre os dois maiores pensadores da Grécia:
1. Platão aponta para o alto (O Idealismo)
O Mundo das Ideias: O gesto indica que a verdadeira realidade não está aqui na Terra, mas em um plano superior, metafísico.
O Sentido: Para Platão, as coisas que vemos (cadeiras, árvores, pessoas) são apenas "sombras" ou cópias imperfeitas de Ideias perfeitas e eternas que residem no Mundo Inteligível.
Conhecimento: Conhecer é "elevar-se" além dos sentidos através da razão (dialética).
2. Aristóteles aponta para baixo (O Realismo/Empirismo)
O Mundo Sensível: Aristóteles estende a mão com a palma voltada para o chão, indicando que a verdade deve ser buscada neste mundo, na realidade concreta e observável.
O Sentido: Ele discordava do mestre Platão. Para Aristóteles, a "essência" das coisas está nas próprias coisas (Hilemorfismo). Não precisamos de um mundo ideal para explicar a realidade; basta observar a natureza e coletar dados através dos sentidos.
Conhecimento: Conhecer é observar, classificar e entender as causas dos objetos que estão diante de nós.
Resumo para a Lousa:
| Filósofo | Gesto | Significado | Corrente |
| Platão | Aponta para cima | A verdade está no Mundo das Ideias. | Idealismo |
| Aristóteles | Mão para baixo | A verdade também pode ser encontrada na Experiência Sensível. | Empirismo |
Enunciado: No centro do afresco "A Escola de Atenas", de Rafael Sanzio, encontramos Platão e Aristóteles em uma caminhada que simboliza o diálogo e a divergência fundamental da filosofia grega. Platão é retratado apontando para o alto, enquanto Aristóteles estende sua mão com a palma voltada para o chão.
Considerando o significado filosófico desses gestos e a distinção entre as fontes do conhecimento, assinale a alternativa correta:
A) O gesto de Platão indica que a verdade deve ser buscada através dos sentidos e da observação da natureza, caracterizando o Empirismo.
B) A mão de Aristóteles voltada para baixo simboliza o Racionalismo, defendendo que o conhecimento verdadeiro é inato e reside no Mundo das Ideias.
C) O contraste entre os gestos ilustra a oposição entre o Idealismo/Racionalismo de Platão, que busca a verdade em essências abstratas superiores, e o Realismo/Empirismo de Aristóteles, que valoriza a experiência sensível e a observação do mundo concreto.
D) Ambos os gestos possuem o mesmo significado, indicando que tanto para Platão quanto para Aristóteles, a experiência prática é irrelevante para a obtenção da sabedoria.
E) Platão aponta para o alto para indicar que a política deve ser feita pelo povo, enquanto Aristóteles aponta para baixo para defender que o poder deve ser restrito aos militares.
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Texto: "Não busques que os eventos aconteçam como queres, mas queira que os eventos aconteçam como acontecem, e tu serás feliz." (Epiteto)
Questão: O fragmento estoico acima propõe que a felicidade humana está vinculada à:
A) Conquista de poder político e riqueza material.
B) Transformação das leis da natureza através da técnica.
C) Aceitação da ordem do mundo e controle das reações internas.
D) Busca incessante por novos prazeres sensoriais.
E) Rejeição completa de qualquer forma de razão ou lógica.
(Gabarito: C)
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1 Método Socrático “Uma conversação de tal natureza transforma o ouvinte; o contato de Sócrates paralisa e embarassa o interlocutor, que, ao...
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PENSE e EXPRESSE! 1) O que a imagem sugere sobre a comunicação entre as pessoas? 2) Como ela pode representar um conflito de discursos? (D...
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1 Maquiavel Para Maquiavel, quando um homem decide dizer a verdade pondo em risco a própria integridade física, tal resolução diz respeito a...
