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terça-feira, 26 de setembro de 2023

Projeto 1 [Etapa 5]: Coleta de informações para formação de um banco de dados

INFORMAÇÕES GERAIS

Especialista em Meio Ambiente

Em entrevista com especialista em Meio Ambiente obtivemos a informação de que em Paraisópolis não há tratamento de esgoto.

Apenas há tratamento de esgoto na empresa APTIV. Entretanto, como Paraisópolis não trata o esgoto, o esgoto tratado pela APTIV é lançado na rede municipal e termina por misturar com esgoto não tratado.

A cidade de Paraisópolis possui dois cursos d'água: o "Ribeirão Santo Antonio" que começa na região da Vila São Luiz. Este ribeirão encontra-se com o "Ribeirão Guedinho" que passa pelo Dr.Geraldo e Água Férrea. Depois estes dois ribeirões se encontram na região da transportadora Pituta, segue até a ETE que está sendo construída e, finalmente, desaguam no Rio Sapucaí.

Como ainda a ETE não está em funcionamento todo esgoto produzido em Paraisópolis vai sem tratamento para o Rio Sapucaí.





IBGE

Dados do Censo de 2010 mostram que o esgotamento sanitário adequado não é 100% no município de Paraisópolis (MG)

Em 2010, o esgotamento sanitário adequado estava na cada dos 83,9%.

Aguardamos informações do Censo 2022 para obter informações atualizadas.



 

 

 

 

 

 

INFORMAÇÕES ESPECÍFICAS

VEREADORES


Em entrevista informal com vereadores e líderes comunitários verificamos que já alguns anos representantes da Vila Frei Orestes os procuram para reclamarem dos problemas causados pela situação do esgoto a céu aberto no Bairro. 

Em um vídeo de 2017, disponível na internet, um vereador, representando os moradores do bairro, denuncia a situação, apontando a necessidade de construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).

Naquela época, o município havia recebido do governo federal uma verba de cerca de 11 milhões para a construção da ETE. Porém, a obra se arrastou por anos. Hoje, a obra está em fase de término.

SAAE


Dois anos depois das reclamações da Câmara Municipal, mais precisamente em maio de 2019, o SAAE, no curso da gestão 2017-2020, iniciou um trabalho na Vila Frei Orestes para resolver a questão do esgoto lançado pelas residências no ribeirão que passa pelo bairro.

Milhares de litros de dejetos que eram derramados in natura no curso d’água passaram a ser captados e enviados a emissários.

Os emissários acompanham a calha do curso d'água. A função deles é não deixar o esgoto cair no curso d'água.




MORADORES

Os moradores reclamam do mau cheiro no bairro, presença constante de ratos e baratas em seus lares. Ao lado do ribeirão há uma quadra utilizada pelos moradores e nela também o mau cheiro provindo do ribeirão é constante. Uma moradora menciona em que épocas de chuvas o ribeirão transborda piorando a situação.


VISITA AO BAIRRO


Visitamos a região do ribeirão na Vila Frei Orestes no dia 26 de setembro de 2023. De fato constatamos a existência dos emissários construídos ao lado do ribeirão para captação do esgoto do bairro, como informado pelo SAAE.

Porém, constatamos que o ribeirão ainda apresenta coloração escura e mal cheiro, o que indica a existência de esgoto ainda sendo lançado diretamente no ribeirão.


Referências


IBGE. Panorama. 2010.
Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/paraisopolis/panorama Acesso em: 26 set. 2023.

SAAE. Saae inicia a retirada de esgoto das casas da Vila Frei Orestes. 13/05/2019. Disponível em: https://www.paraisopolis.mg.gov.br/noticia/1378/SAAE-inicia-a-retirada-de-esgoto-das-casas-da-Vila-Frei-Orestes-que-e-lancado-em-ribeirao.  Acesso em: 26 set. 2023.

quinta-feira, 31 de agosto de 2023

Projeto 1 [Etapa 3]: A pesquisa científica

A partir do estudo em sala das fases da pesquisa científica (vários autores, 2020, p. 26) , os estudantes, divididos em grupos, partiram para a observação de problemas existentes na cidade de na cidade de Paraisópolis (MG) e trouxeram um problema social ou urbano que identificaram

Os problemas identificados foram: problemas nas estradas de terra rurais, problemas no sistema público de saúde, problemas estruturais nas rodoviárias da  cidade, deficiência de transporte público na cidade, problemas de saneamento básico no bairro Vila Frei Orestes.

Observamos que todas estas questões são, inclusive, presentes nas falas do vereadores nas reuniões da Câmara Municipal, recebendo também atenção do executivo, mesmo assim, estes problemas continuam.
 
Como nossa perspectiva pretende-se ser científica procuraremos a partir de uma investigação de cunho sociológico 1) definir o problema, 2) levantar hipóteses das possíveis causas do problema detectado, 3) identificar fontes de dados confiáveis e levantar informações a respeito do problema para constituirmos um banco de dados; 4) testarmos, com base nas informações coletadas, as hipóteses levantadas; 5) Analisar os dados coletados e verificar se as hipóteses são válidas ou se o problema identificado tem uma outra explicação que não estava sendo considerada inicialmente; 6) Conclusão.
 

 
Referências bibliográficas

VÁRIOS AUTORES. Ver o Mundo: Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Projetos Integradores. Volume Único. São Paulo, FTD, 2020.
 
GERHARDT, Tatiana; SILVEIRA, Denise (org.). Métodos de pesquisa. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009, p. 47.

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Projeto 1 [Etapa 2] - "Bancos de dados convencionais"

 Bancos de dados convencionais

- Mais antigos que o "Big Data"
- Big Data": grande quantidade de dados armazenados e processados eletronicamente
- Bancos de dados convencionais - cartórios, registros de nascimentos, casamentos e óbitos, notas escolares. Existiam antes da "digitalização" dos dados.
- Hoje muitos deles também são digitais.


IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

- Instituto governamental responsável pela coleta, análise e difusão de dados à respeito da população do país.

- "Censo":  pesquisa realizada pelo IBGE para coletar dados sobre a população brasileira. A pesquisa conta os habitantes, identifica quem são, onde e como vivem os brasileiros, traçando um perfil socioeconômico.

- Quantos somos? Como somos? Onde vivemos? Como Vivemos?

Importância do Censo: Ele identifica informações importantes para o desenvolvimento e implementação de políticas públicas e para a realização de investimentos públicos e privados. Interfere, por exemplo, na distribuição das transferências da União para estados e municípios e na identificação de áreas de investimento prioritário em saúde, educação, habitação, transportes e energia.

- Análise quantitativa dos dados
: analisa os dados de uma forma geral.

- Brasil: 203.062.512 habitantes (Censo 2022/Divulgado em Julho de 2023)
- Minas Gerais: 20.538.718
- São Paulo: 44.420.459 habitantes
- Paraisópolis: 20.445 pessoas
- Sapucaí Mirim: 6.311 pessoas


- Análise qualitativa dos dados: analisa o significados dos dados coletados. Por exemplo, o cruzamento de dados sobre rendimento e escolaridade revelam que quanto mais alto o nível de escolaridade maior a remuneração.

    Os dados obtidos formam um "banco de dados". Eles podem ser organizados em tabelas, gráficos e mapas para facilitar a visualização e a realização de análises e comparações.



Em 2022, a população residente do Brasil foi de 203,1 milhões de pessoas, cerca de 6,5% a mais que os 190,8 milhões contabilizados em 2010, mostram dados do Censo. Em números absolutos, são 12,3 milhões a mais, pouco mais que a população da cidade de São Paulo, com 11,5 milhões de pessoas.

 

LINKS:

[+] IBGE: https://cidades.ibge.gov.br
 

[+] Link com os primeiros dados divulgados do Censo 2022: https://g1.globo.com/economia/censo/noticia/2023/06/28/censo-2022-brasil-tem-203-milhoes-de-habitantes-47-milhoes-a-menos-que-estimativa-do-ibge.ghtml


quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Projeto 1 [Etapa 1] - "Big Data"

Neste projeto integrador, no contexto da "Sociedade da Informação", nós alunos do primeiro ano do EJA Noturno da Escola Estadual Antônio Eufrásio de Toledo de Paraisópolis (MG) pesquisaremos os diversos tipos de bancos de dados, a importância deles para o registro e a compreensão da realidade, seus pontos positivos e negativos, e a influência deles em nosso cotidiano.

A partir deste estudo mais geral, adentraremos à pesquisa de um problema local visando interligar a questão dos bancos de dados à realidade do município.

Banco de dados: é uma coleção organizada de dados normalmente armazenadas eletronicamente em computadores. Um banco de dados é geralmente controlado por um sistema de gerenciamento de banco de dados (DBMS).
 
Big Data: grande conjunto de dados que são coletados por meio de atividade on line dos indivíduos. Os dados são coletados, armazenados e analisados.
 
Dados são coletados pelo setor privado (empresas) e pelo setor público (governo, agências de vigilância).

Pontos positivos
: formação de conhecimentos sobre uma determinada faixa da população para construção de políticas públicas (educação, saúde, transporte);obtenção de dados consistentes para realização de campanhas de comunicação.

Pontos negativos:
riscos de invasão de privacidade, restrição das liberdades fundamentais, utilização de dados pessoais sem autorização por empresas focadas em vender seus produtos, publicidade invasiva.
 
Atualmente, as informações (textos, vídeos, fotos) são armazenadas na chamada nuvem ("cloud computing") ou em servidores ("data centers") como este da empresa "Vivo":