quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Programa geral

Testes: google forms

INEP


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- intro à filo. mito e filosofia.  filo antiga: pre socraticos, Sócrates. Sócrates X Sofistas (retórica, persuasão) Método socrático: Ironia, Dialética, Maiêutica. Platão teoria das ideias e teoria da reminscencia (ascensão racional/eros). Aristoteles linguagem, equivocidade, benveniste linguagem, a ideia de significado no 2o Wittgenstein jogos de linguagem, nascimento da lógica, Noções de lógica: Inferência; Verdade e validade; Raciocínio dedutivo e raciocínio indutivo. antropologia (o que é o humano, o humano e o trabalho, escravidão, marx).

- ética (estoico, Epicuro, Platão, Aristóteles, medieval e a questão do mal, Spinoza, Kant moral, imperativo hipotético [meio p atingir fim, recebo ordem e cumpro, entao uso meio p recompensa), moral p ele será o imperativo categórico em que a própria açao é o fim, moral é o imperativo categórico p kant não o hipotético; Adam Smith (não nega o autointeresse, mas o insere dentro de uma estrutura moral, onde a responsabilidade pelo impacto de nossas ações é fundamental. "A base da moral era a empatia e o julgamento, instaurando uma distinção entre o que queremos fazer e o que sentimos que devemos fazer), utilitarismo de Benthan.  Ética - Altruísmo
Derrida: Direitos Humanos, distinção entre direito e justiça, rawls justiça como equidade, peter singer em ética prática aborda ética animal eutanásia, aborto, argumentando com base na senciência (capacidade de sentir dor e prazer);  Hans Jonas e a ética da responsabilidade, ética nas tecnologias, Tom L. Beauchamp e James F. Childress: Juntos, formularam os princípios básicos da bioética em Princípios de Ética Biomédica, influenciados por grandes éticos como Kant e Mill.
Ética nas redes sociais. I.A. e ética

Política (Platao (cidade ideal), 
Teoria das Ideias. Ascensão para o Bem. Para Platão, a política e as leis são necessárias para alcançar a justiça, promover o bem comum e estabelecer a harmonia na pólis (cidade-estado). Em sua obra posterior, As Leis, Platão adota um tom mais pragmático e realista. Ele reconhece que, na realidade, nem todos os indivíduos são virtuosos ou filósofos aptos a se autogovernarem de acordo com a razão pura. Nesse contexto, a lei torna-se fundamental como um substituto da razão pura e do governo perfeito, estabelecendo normas de conduta universais e imparciais que orientam a vida em comum e a manutenção da ordem.aristoteles (formas de governo), Maquiavel (Realismo Político), Contratualistas (Hobbes, Locke, Rousseau), Marx ( o conceito de ideologia em Marx), hanna arendt (trabalho, labor, ação), foucault, fisher).

- terceiro: episteme  (empirismo, racionalismo, medieval, questao dos universais, navalha de ocham, descartes, kant (formas da sensibilidade, categorias do entendimento, ideias da razao, numeno, fenômeno, a priori (necessário, universal, anterior à experiencia, formas a priori da sensibilidade), a posteriori [depende da experiência]), fichte, schelling, hegel, contemporânea, schopenhauer,  marx, ntz, freud, sartre,  filosofia feminista, simone de beauvoir, gender troubles, hanna arendt e a banalidade do mal), a questao da tecnica, escola de frankfurt, adorno e horkheimer, industria cultural, marcuse e a ideologia do homem unidimensional, modernidade líquida de bauman,  filosofia da mente, dualismo corpo e mente, positivismo lógico, filo ciencia, estética (incluindo Hume e a questao do gosto, tb a eloquência), filosofia ameríndia, filosofia africana, filosofia quilombola.

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Matéria e questões

Filosofia antiga

Heráclito de Éfeso situa-se como filósofo pré-socrático, ou seja, um filósofo da natureza. Dessa forma, busca uma compreensão acerca da constituição e das transformações que regem o mundo natural, encontrando, no equilíbrio entre opostos e no movimento constante entre o ser e o seu devir, o elemento que rege a physis. Assim, a alternativa apresenta a síntese de sua perspectiva filosófica ao enfatizar que a dicotomia do cosmos (antagonismo entre contrários) seria a base da natureza.


TEXTO I
     Em conjunto: todo e não todo, unido e separado, em consonância e em dissonância. De todos um e de um todos. (Fragmento B10)

TEXTO II
Deus é dia-noite, inverno-verão, guerra-paz, saciedade-fome. (Fragmento B67)

Pré-socráticos. São Paulo: Nova Cultural, 1996.

A característica do pensamento do filósofo Heráclito, registrada nos fragmentos mencionados, é a ênfase na


A qualidade imperecível do mundo.

B degradação material da natureza.

C imobilidade imanente do universo.

D distribuição dicotômica do cosmos.

E desordem incontornável das coisas.

Gabarito: D

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Política
Platão
Cidade Ideal

A cidade ideal de Platão é governada por filósofos, que possuem conhecimento e buscam a justiça e o bem comum, contrastando com a cidade injusta, onde o poder é exercido pelos proprietários em busca de interesses privados. 

Ética e exercício do poder: A filosofia de Platão busca um governo justo, onde o poder (exercício do poder) deve ser baseado na sabedoria e na ética dos filósofos, que atingiram o conhecimento do Bem.

Distinção entre cidade justa e injusta: O texto define a cidade justa como aquela governada pela razão dos filósofos, enquanto a cidade injusta é dominada pelo interesse econômico privado.

A teoria de Platão: A estrutura proposta por Platão em sua obra "A República" é chamada de sofocracia, ou governo dos sábios, onde os filósofos devem ser os governantes por possuírem o conhecimento necessário para tal função.

Questão


ENEM 2025 A cidade justa é governada pelos filósofos, administrada pelos cientistas, protegida pelos guerreiros e mantida pelos produtores. Cada classe cumprirá sua função para o bem da pólis, racionalmente dirigida pelos filósofos. Em contrapartida, a cidade injusta é aquela onde o governo está nas mãos dos proprietários − que não pensam no bem comum da pólis e lutarão por interesses econômicos particulares.

CHAUÍ, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2000.

O texto apresenta a estrutura de governo da cidade ideal pensada por Platão, que postula uma indissociabilidade entre

Alternativas

A cognoscência e relação intersubjetiva.

B mitologia e teorias cosmogônicas.

C cidadania e primazia da retórica.

D moralidade e virtudes cardeais.

E ética e exercício de poder.


Gabarito: E

A indissociabilidade apontada pelo texto de Chauí na estrutura de governança da república platônica tem por base uma ética que prioriza o bem público sobre os interesses privados. Para Platão, a estabilidade social da república depende da consciência de seus integrantes e principalmente seus governantes sobre o benefício público que sua função proporciona. Isso se opõe à ideia de uma governança baseada em interesses particulares, que ignora uma divisão racional de méritos e deveres e, por isso, conduz a cidade a um modelo político corrupto, no qual a conveniência dos mais fortes prevalece sobre a ética.



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Política
Aristóteles - "formas de governo"


Em seu pensamento político, Aristóteles defende que cada Estado escolha a forma de governo que lhe for mais adequada, contanto que haja uma preocupação com o bem comum e que o(s) governante(s) seja(m) virtuoso(s).

Aristóteles descreve 3 formas de governo puras (justas) e seus respectivos desvios (formas corrompidas), 


Um

Forma justa: Monarquia (visa ao bem-estar comum).

Forma desviada: Tirania (visa apenas ao benefício do governante).



A Minoria (governo de poucos):

Forma justa: Aristocracia (governo dos melhores, visando ao bem comum).

Forma desviada: Oligarquia (governo dos ricos, visando ao benefício próprio).



Todos (governo de muitos):

Forma justa: Democracia (ou politeia na terminologia original de Aristóteles, que visava ao bem comum).

Forma desviada: Demagogia (ou democracia em sentido pejorativo, que visava apenas ao benefício da maioria pobre, em detrimento das outras classes). 



* Portanto, as três formas de governo justas (ou puras) são a monarquia, a aristocracia e a democracia (ou politeia). 



Política


QUESTÃO 55 ENEM 2025 - O corpo de cidadãos é o poder supremo dos Estados. A supremacia pode residir ou num homem, ou na minoria, ou em todos. Sempre que o Um, ou a Minoria, ou Todos governam, tendo em vista o bem-estar comum, essas constituições são justas; mas se procuram apenas o beneficio de uma das partes, seja ela o Um, a Minoria ou Todos, estabelece-se um desvio. 

ARISTÓTELES. Politica. São Paulo; Nova Cultural, 2000. 

No excerto encontra-se a base da teoria clássica das trés formas de governo representadas pela 

a tirania, oligarquia e república.
b burocracia, autarquia e império. 
c ditadura, autocracia e anarquia. 
d plutocracia, tecnocracia e demagogia. 
e monarquia, aristocracia e democracia.


Política e filosofia contemporânea

Michel Foucault


Poder Soberano: Leviathan. Deixar morrer, fazer morrer 


Biopoder: Poder Disciplinar e Biopolítica: Fazer viver, e deixar morrer

    Sobre o poder disciplinar, Foucault sublinha a natureza difusa e institucionalizada (escola, exército, hospital, fábricas) do poder disciplinar, em contraste com métodos mais antigos e espetaculares de punição (como o suplício e a penitência pública).


    O poder disciplinar é microfísico, capilar, relacional.


ENEM 2025 A “invenção” dessa nova anatomia politica não deve ser entendida corno uma descoberta súbita. Mas como urna multiplicidade de processos muitas vezes mínimos, de origens diferentes, de localizações esparsas, que se recordam, que se repetem, ou se imitam, apoiam-se uns sobre os outros e esboçam aos poucos a fachada de um método geral. Encontramo-los em funcionamento nos colégios, muito cedo; mais tarde, nas escolas primárias, no espaço hospitalar e no organização militar 

Foucault, M. Vigiar e punir, Petrópolis; Vozes, 2011. 

O texto indica o seguinte aspecto da disciplina como ferramenta politica: 

a) Expansão dos técnicas de suplicio. 

b) Judicialização dos relações de poder.  

c) Dissolução das distinções de nobreza. 

d) Capilarização dos práticas de controle. 

e) Espetacularizacão das medidas de penitência


Gabarito: d) Capilarização dos práticas de controle

Justificativa:

O texto de Foucault descreve um processo em que as técnicas de disciplina e poder não surgem de uma só vez, mas através de "multiplicidade de processos muitas vezes mínimos, de origens diferentes, de localizações esparsas" que se infiltram em várias instituições como "colégios, [...] escolas primárias, no espaço hospitalar e no organização militar".

Capilarização refere-se exatamente a essa disseminação difusa, sutil e abrangente das práticas de controle por toda a sociedade e suas instituições, como se fossem pequenos capilares sanguíneos, alcançando todos os pontos.

As outras opções não se alinham à descrição do autor, que foca na natureza difusa e institucionalizada do poder disciplinar, em contraste com métodos mais antigos e espetaculares de punição (como o suplício e a penitência pública).



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Marcuse

A característica da sociedade industrial do século XX apresentada no texto é a alternativa “realidade unidimensional”, que se manifesta na falta de tensões no imaginário popular entre o que o mundo é e o que o mundo poderia ser. Tal escassez de mobilidade é operada por dois mecanismos principais: A estabilidade social gerada por garantias do estado de bem-estar social europeu e pela homogeneização dos objetivos e ideais de vida, na figura do consumo e no amortecimento da luta de classes. Nesse contexto, a conformidade social é garantida pela obsolescência do imaginário revolucionário, dando lugar a uma utopia individual, acomodada nos limites da democracia burguesa e na realização de sonhos pessoais.

Questão

Independência de pensamento, autonomia e direito à oposição política estão perdendo sua função crítica básica numa sociedade que parece cada vez mais capaz de atender às necessidades dos indivíduos através da forma pela qual é organizada. Nas condições de um padrão de vida crescente, o não conformismo com o próprio sistema parece socialmente inútil, principalmente quando acarreta desvantagens econômicas e políticas tangíveis e ameaça o funcionamento suave do todo.

MARCUSE, H. Ideologia da sociedade industrial. Rio de Janeiro: Zahar, 1969.

Qual é a característica da sociedade industrial do século XX apresentada no texto?

Alternativas

A Gestão integrada.

B Relativismo moral.

C Desobediência civil.

D Realidade unidimensional.

E Desenvolvimento tecnológico.

Gabarito: D


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Bauman



"Sociedade líquida" presente na obra "Modernidade Líquida" é um conceito do sociólogo Zygmunt Bauman que descreve a sociedade contemporânea como fluida e volátil, em que os laços sociais, empregos e instituições se tornaram efêmeros e menos duradouros. Essa liquidez é caracterizada pela constante mudança e pela obsolescência, impactando desde relacionamentos amorosos até a carreira profissional

(...)

Zygmunt Bauman define a utopia como necessária para "reformar o mundo". Para que isso ocorra, é preciso "perceber o que está errado com o mundo, o que precisa ser modificado, quais são os pontos problemáticos." A função da utopia, portanto, é a de identificar as falhas do presente e, a partir delas, sugerir caminhos e modelos de sociedade diferentes para o futuro, ou seja, apontar alternativas possíveis para a transformação social.



Questão



ENEM 2025 Para que a utopia nasça, é preciso duas condições. A primeira é a forte sensação de que o mundo não está funcionando adequadamente e deve ter seus fundamentos revistos para que se reajuste. A segunda condição é a existência de uma confiança no potencial humano à altura da tarefa de reformar o mundo, a crença de que nós, seres humanos, podemos fazê-lo, sendo capazes de perceber o que está errado com o mundo, o que precisa ser modificado, quais são os pontos problemáticos, e ter força e coragem para extirpá-los.

BAUMAN, Z. apud OLIVEIRA, D. Bauman: para que a utopia renasça, é preciso confiar no potencial humano. Revista Cult, jan. 2017.

De acordo com o autor, qual é a função da utopia no contexto das transformações sociais?

A) Habilitar memórias afetivas.

 
B) Apontar alternativas possíveis.

 
C) Legitimar experiências pretéritas.

 
D) Perpetuar paradigmas científicos.

 
E) Empreender soluções conclusivas.


Resposta: B) Apontar alternativas possíveis.

Zygmunt Bauman define a utopia como necessária para "reformar o mundo". Para que isso ocorra, é preciso "perceber o que está errado com o mundo, o que precisa ser modificado, quais são os pontos problemáticos." A função da utopia, portanto, é a de identificar as falhas do presente e, a partir delas, sugerir caminhos e modelos de sociedade diferentes para o futuro, ou seja, apontar alternativas possíveis para a transformação social.


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Ética


Ética e moral

Ética: prática (exemplo: virtudes para alcançar a felicidade).

Moral. dever  (leis externo, imperativo categórico = lei interna)



e/Ou



Para Adam Smith os indivíduos não buscavam apenas seus interesses financeiros, mas eram pessoas moralmente motivadas. A base da moral era a empatia e o julgamento, instaurando uma distinção entre o que queremos fazer e o que sentimos que devemos fazer.


Exercício 

ENEM 2025 Adam Smith via o açougueiro e o padeiro não só como indivíduos buscando seus interesses financeiros, mas como pessoas moralmente motivadas dentro de uma sociedade. A base da moral era a empatia e o julgamento, instaurando uma distinção entre o que queremos fazer e o que sentimos que devemos fazer.

COLLIER, P. O futuro do capitalismo. Porto Alegre: LP&M, 2019.


O texto defende uma motivação capitalista para o campo dos negócios, na qual o lucro se mostra associado à

A) consolidação do poder político.

B) procura de satisfação subjetiva.

C) estruturação do monopólio comercial.

D) percepção de responsabilidade ética.

E) conquista do reconhecimento público.



Gabarito: D

Esta alternativa está correta porque o texto argumenta que, para Adam Smith, a motivação dos agentes econômicos (como o açougueiro e o padeiro) vai além do lucro, incorporando uma base moral de “empatia e o julgamento” que gera um senso do que “devemos fazer”, ou seja, uma responsabilidade ética.

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Utilitarismo

Utilitarismo, teoria ética defendida por Bentham. No utilitarismo, a ação correta (o meio,) é aquela que produz o maior bem-estar ou felicidade geral (o fim). 

Ex.: A punição é justificada não por um dever moral absoluto ou um direito natural, mas pela sua utilidade em prevenir a dor social e promover o prazer e a felicidade coletiva.

Ex.: A morte de um X é justificada não por um dever moral absoluto ou um direito natural, mas pela sua utilidade em prevenir a morte de Y, Z e W e assim a dor social e prover, na medida do possível, o prazer e a felicidade coletiva.


Exercicio

A missão dos governantes consiste em promover a felicidade da sociedade, punindo e recompensando. A parte da missão de governo que consiste em punir constitui mais particularmente o objeto da lei penal. A obrigatoriedade ou necessidade de punir uma ação é proporcional à medida que tal ação tende a perturbar a felicidade e à medida que a tendência do referido ato é perniciosa. A felicidade consiste naquilo que já vimos, ou seja, em desfrutar prazeres e em estar isento de dores.

BENTHAM, J. Uma introdução aos princípios da moral e da legislação.

São Paulo: Abril Cultural, 1974 (adaptado).

Qual perspectiva de justiça emerge da relação, estabelecida no texto, entre punição e felicidade?

Alternativas

A Aplicação de meios para atingir um fim.

B Imposição de regras para estabelecer um dever.

C Sobreposição de princípios para fundamentar um direito.

D Criação de parâmetros para reconhecer uma prescrição.

E Elaboração de convenções para referendar um costume.

Gabarito: A


Utilitarismo: cálculo utilitário entre meios e fins, visando a situação de menor dor e maior felicidade ou menor infelicidade.

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Ética, Altruísmo


O altruísmo é uma doutrina ética que enfatiza a preocupação desinteressada com o bem-estar de outras pessoas.


ENEM 2025 O que eu queria ter sido

Um nome para o que sou, importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser. O que eu gostaria de ser era uma lutadora. Quero dizer, uma pessoa que luta pelo bem dos outros. Isso desde pequena eu quis. Por que foi o destino me levando a escrever o que já escrevi, em vez de também desenvolver em mim a qualidade de lutadora que eu tinha? Em pequena, minha família por brincadeira chamava-me de “a protetora dos animais”. Porque bastava acusarem uma pessoa para eu imediatamente defendê-la. E eu sentia o drama social com tanta intensidade que vivia de coração perplexo diante das grandes injustiças a que são submetidas as chamadas classes menos privilegiadas.

LISPECTOR, C. Aprendendo a viver. Rio de Janeiro: Rocco Digital, 2013.

A reflexão contida no texto faz referência aos pressupostos de uma doutrina ética representada pelo

A) estado eudaimônico.

 
B) referencial hedonista.

 
C) pensamento altruísta.

 
D) movimento antiespecista.

 
E) comportamento pragmático.

Gabarito  C) pensamento altruísta.

O texto de Clarice Lispector expressa um forte desejo de ser uma "lutadora" e uma "protetora". Ela descreve sua motivação como a de lutar "pelo bem dos outros" e de sentir-se "perplexa diante das grandes injustiças a que são submetidas as chamadas classes menos privilegiadas."

Essa disposição de colocar o bem-estar e a defesa dos outros acima do próprio interesse ou destino é a definição do altruísmo. O altruísmo é uma doutrina ética que enfatiza a preocupação desinteressada com o bem-estar de outras pessoas.









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Derrida
Direito e Justiça

Na obra "Força de Lei" de Jacques Derrida, explora a complexa e aporética relação entre o direito e a justiça. A ideia central é que o direito, enquanto conjunto de normas e regras calculáveis e aplicáveis, difere fundamentalmente da justiça, que é incalculável e inacessível por meio de regras predefinidas.

O Direito é Calculável: O direito opera com regras, cálculos e procedimentos que visam garantir a previsibilidade e a aplicação uniforme da lei. Ele é um "elemento do cálculo".

A Justiça é Incalculável: A justiça, em contrapartida, transcende qualquer cálculo ou regra. Ela exige uma decisão que vá além da simples aplicação da lei, considerando o incalculável, o singular de cada situação.

A Aporia (O Impasse): A relação entre os dois é aporética, ou seja, envolve uma contradição ou um impasse insolúvel. A justiça exige o direito (é justo que haja direito), mas ao mesmo tempo o desafia, pois a decisão justa não é garantida por nenhuma regra.

Experiências Aporéticas: Momentos de decisão verdadeira entre o justo e o injusto são "improváveis quanto necessários". Nesses instantes, a regra não oferece uma garantia, e o sujeito que decide precisa, de certa forma, reinventar a justiça no ato da decisão, assumindo um risco

Em síntese, Derrida argumenta que o direito busca fechar a questão da justiça por meio de regras, mas a verdadeira justiça permanece aberta, exigindo um salto ou uma decisão soberana que escapa à lógica do cálculo e da norma.

Exercício

0 direito não é justiça. 0 direito é o elemento do cálculo, é justo que haja um direito, mas a justiça 4 incalculável, ela exige que se calcule o incalculável; e as experiências aporéticas são experiências to improváveis quanto necessárias da justiça, isto 4, são momentos em que a decisão entre o justo e o injusto nunca é garantida por urna regra. 

DERRIDA, 3. Força de Lei. São Paulo: Martins Fontes, 2010 (adaptado)

De acordo com o texto, ainda que estejam em desconformidade com o ordenamento jurídico, são exemplos de ação justa:

Alternativas

A Casos de desobediência civil.
B Repressões do aparato estatal. 
C Conflitos de natureza intercontinental.
D Manifestações do movimento sindical. (ordenamento garante)
E Mobilizações de agremiações estudantis. (ordenamento garante)


Gabarito: A

Ordenamento jurídico: direito
ação justa: justiça

O texto de Jacques Derrida aborda uma diferenciação entre o direito, entendido como ciência, e a justiça. Nem sempre, na visão do autor, essas concepções caminham na mesma direção e podem entrar em dissonância, pois basta recordar que o apartheid sul-africano e a escravidão eram legais do ponto de vista jurídico, embora estivessem assentados em perspectivas de injustiça ética e social. A desobediência civil constitui uma forma de contestação de normas legais construídas de maneira injusta, como a Marcha do Sal, liderada por Mahatma Gandhi.

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Estética


Hume - eloquência (retórica)

Sócrates/Platão aos Sofistas (mestres da retórica e da persuasão)

(...) 

Em "Uma Investigação sobre o Entendimento Humano" de David Hume, descreve a relação entre a retórica (ou eloquência), a credulidade do público e a subjugação da razão pelos afetos e imaginação. 

A dinâmica orador-público é circular: A facilidade com que as pessoas acreditam (credulidade) encoraja o orador a ser mais audacioso (descaramento), e essa audácia, por sua vez, cativa ainda mais a audiência.

A eloquência de alto nível apela para o emocional: Em vez de se basear na lógica ou na reflexão racional, a retórica eficaz "dirige-se inteiramente à imaginação e aos afetos" para "subjugar-lhes o entendimento". 

Exercício

A credulidade dos ouvintes aumenta o descaramento do narrador, e o descaramento deste conquista-lhes a credulidade. A eloquência, quando levada a seu patamar mais alto, deixa pouco lugar à razão ou à reflexão, mas, dirigindo-se inteiramente à imaginação e aos afetos, cativa os ouvintes condescendentes e subjuga-lhes o entendimento.

HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento humano e sobre os princípios da moral. São Paulo: Edunesp, 2003.

No contexto do século XVIII, o autor propõe uma reflexão radical acerca da arte da eloquência restringindo-a ao

Alternativas

sistema de crenças, conforme a proposta kantiana de objetividade do conhecimento.

campo dos absolutos, semelhante ao entendimento medieval dos Universais.

demônio da lógica, consoante a compreensão aristotélica nos Analíticos.

paradigma da racionalidade, alinhado ao modelo cartesiano de método.

âmbito da persuasão, análogo às críticas platônicas aos sofistas.

Gabarito: E


O fragmento apresentado, extraído da obra "Uma Investigação sobre o Entendimento Humano" de David Hume, descreve a relação entre a retórica (ou eloquência), a credulidade do público e a subjugação da razão pelos afetos e imaginação. 

O texto sugere que:

A dinâmica orador-público é circular: A facilidade com que as pessoas acreditam (credulidade) encoraja o orador a ser mais audacioso (descaramento), e essa audácia, por sua vez, cativa ainda mais a audiência.

A eloquência de alto nível apela para o emocional: Em vez de se basear na lógica ou na reflexão racional, a retórica eficaz "dirige-se inteiramente à imaginação e aos afetos" para "subjugar-lhes o entendimento". 


A reflexão radical proposta por Hume acerca da arte da eloquência tem paralelos diretos com a crítica feita por Platão à retórica dos sofistas. A base dessa comparação pode ser atestada na visão de Sócrates sobre a arte da retórica, com a qual os sofistas falavam sobre temas gerais sem, no entanto, ter conhecimento especializado sobre eles; ao contrário, tal arte apoia toda a base de seu funcionamento sobre a resposta emocional que o público tem diante da habilidade dramática do orador. Os dois filósofos concordam que as artes, respectivamente da eloquência e da retórica, não pertencem ao campo da epistemologia ou da comunicação científica, mas sim à mera persuasão emocional do interlocutor. 


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terceiro ano

Aula 01: Introdução à Filosofia I

A filosofia e o processo de fazer filosófico: a atitude filosófica; a 
identidade e o que é essencial para a filosofia: como formulamos 
a pergunta filosófica; o espanto filosófico e o papel da imaginação 
para pensar “mundos possíveis”; Filosofia: “rainha das ciências”; 
tipos de conhecimentos e tipos de investigações filosóficas conforme a pergunta filosófica (epistemologia, moral, estética, filosofia política, lógica etc.).

 
Aula 02: Pensamento mítico


Aula 03: Pensamento mítico X pensamento filosico

 
Aula 04: Pré-socráticos I - uno e múltiplo

 
Aula 05: Pré-socráticos II - devir e permanência

 
Aula 06: Sócrates e os sofistas

 
Aula 07: Platão I (teoria das ideias). Platão II cohecimento (episteme_ e opinião (doxa). aparencia e realidade.


Aula 08:  Aristóteles I - potencia e ato
conceitos centais da metafisoca aristoteleica. teoria da ciencia aristoletica

Aula 09:  logica 1:  dedução e inferência. modo ponens. tolens.
10 logica 2: proposição e argumento (premissas).  silogismo (deduçao)
11 logica 3  diferença entre validade e verdade. 
12 logica 4 Falácias. 

* quadro de oposiççoes entre proposiçẽos categoricas. inferencias imediatas em contexto categorico. conteudo existencial e proposições categoricas.
 * tabela de verdade. calculo proposicioanl

Síntese lógica 9 e 10.

11 Éticas antigas: Platão, Aristóteles (felicidade, virtudes)
12 Helenismo - epicurismo, estoicismo, ceticismo,

Aula 13 Filosofia politica na antiguidade
Platão: República
Aristóteles: livro A política

14 Medieval 1  Conhecer Deus é possível?  Agostinho e a centelha divina.  
15 Medieval 2 Aquino e as provas da existência de deus


16 Medieval 3 Agostinho e o livre arbítrio.
17 Medieval o problema dos universais
18  renascimento. montaigne
19 maquiavel - autonomia da política, realismo
20 modernidade. pilares da modernidade. Revoluçẽs cientificas, revoluçaõ protestante,

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terceiro bimenstre

21 racionalismo (descartes, spinoza) X empirismo  (bacon, hume, locke(

22 Moderna 2 - descartes e a descoberta do cogito

23 Moderna 3 - descartes e o método

24 Moderna 4 - Locke sentidos

25 Moderna 5 hume,  a doutrina da causalidade em Hume, induçaõ, metodo

26 Contratualismo 1 hobees
27 Contratualismo 2  rousseau

28 Criticismo 1 -  crítica  kantiana da metafísica. faculdades sensibilidade, entendeiemnto, razao. o que podemos conhecer, o que podemos pensar
Cristimso 2 - critia razao pura. 

29 Etica kantiana - eticas do dever.imperativo categorico.
    
    Parênteses: "Utilitarismo".

30 Idealismo alemao. kant, fichte, hegel, scheling


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31 Marx. A escola de frankfurt.
31.1 Industria cultural. Adorno e Horkheimer. Marcuse. Homem Unidimensional

32 Estética 
A estética como campo de estudo
Belo para platão
32.1 Hume - estética  questao do gosto, tb a eloquência
Kant O belo e o sublime

33 Schopenhauer o mundo como vontade e representaçao 
33.1 Nietzvhe (apolineo e dionisiaco)

34 Fenomenologia (husserl, ponty). a doutrina da intencionalidade em 
Husserl; 

35 A banalidade do mal segundo Arendt

36 Existencialismo (liberdade em sartre. finitude em Heidegger)


1 (ENEM 2020) Em A morte de Ivan Ilitch, Tolstoi descreve com detalhes repulsivos o terror de encarar a morte iminente. llitch adoece depois de um pequeno acidente e logo compreende que se encaminha para o fim de modo impossível de parar. “Nas profundezas de seu coração, ele sabia estar morrendo, mas em vez de se acostumar com a ideia, simplesmente não o fazia e não conseguia compreendê-la".

KAZEZ. J. O peso das coisas: filosofia para o bem-viver.  Rio de Janeiro. Tinta Negra 2004

O texto descreve a experiência do personagem de Tolstoi diante de um aspecto incontornável de nossas vidas. Esse aspecto foi um tema central na tradição filosófica:

a) marxista, no contexto do materialismo histórico.

b) logicista, no propósito de entendimento dos fatos

c) utilitarista, no sentido da racionalidade das ações.

d) pós-modernista, na discussão da fluidez das relações.

e) existencialista, na questão do reconhecimento de si.



37 Filo analítica frege, russel, wittgenstein, a ideia de significado no 2o Wittgenstein, jogos de linguagem, circulo de Viena

38 filo da ciencia

verdade e justificaçaõ

o problema da demarcação entee ciencia e metafisica

popper e falsifica

    Karl Popper é um crítico veemente do método indutivo e propõe, em vez disso, o dedutivismo, especificamente o método de "provas dedutivas" ou "método hipotético-dedutivo", como o cerne da prática científica. 
    Para Popper, o processo científico começa com um problema, a partir do qual se elabora uma teoria (hipótese).
    Em seguida, essa teoria é posta à prova por meio de testes rigorosos, não para prová-la (verificá-la), mas para tentar refutá-la (falseá-la).
    A dedução é utilizada para derivar previsões ou consequências lógicas da teoria que possam ser testadas empiricamente. Se essas consequências são falseadas (refutadas) pela experiência, a teoria é considerada falsa. Se as consequências são corroboradas (não falseadas), a teoria é temporariamente aceita, mas nunca provada como verdadeira em definitivo.

.Karl Popper afirma em sua obra afirma que "o trabalho do cientista consiste em elaborar teorias e pô-las a prova".
Acerca do método científico exigido para tanto, assinale a alternativa correta.


Em sua obra, Karl Popper critica a lógica indutiva. Um exemplo de inferência indutiva é


Toda causa tem um efeito

Estudar implica em ser aprovado no vestibular

Ouço suspiros inumanos e uma pessoa dilacerada em um local inalcançável, talvez tenha sido um orangotango fugido do zoológico a assassinar a pessoa.

Se todos os cisnes são brancos, logo, posso esperar que, ao encontrar um cisne, ele seja branco

X Como os símbolos '†' e 'ƒ' aparecem repetidas vezes neste misterioso escrito cifrado e na língua portuguesa as letras 'a' e 'e' são as utilizadas com mais frequência, logo, é provável que cada símbolo do escrito seja equivalente à letras do alfabeto.


3.“Muitas pessoas acreditam que a verdade de enunciados universais ‘é conhecida através da experiência’;
contudo está claro que a descrição de uma experiência só pode ser um enunciado singular e não um enunciado
universal. Nesses termos, as pessoas que dizem que é com base na experiência que conhecemos a verdade de
um enunciado universal querem normalmente dizer que a verdade desse enunciado universal pode, de uma
forma ou de outra, reduzir-se à verdade de enunciados singulares e que, por experiência, sabe-se serem estes
verdadeiros”
Popper, Karl. A lógica da pesquisa científica. São Paulo, 2008. (adaptado)

Que tipo de raciocínio corresponde ao padrão criticado por Karl Popper no texto acima?




39 Epistemologias contemporâneas - filo indigene, quilombola, krenak, filo africana

40 temas da filo francesa deleuze (rizoma), foucualt (vigiar e punir), derrida (justiça)

Temas éticos contemporanceos: Bioetetica. Inteligencia Artificial. Gender troubles. Crise climatica.



segunda-feira, 3 de junho de 2024

Centro de Pesquisas de Filosofia e Cibernética

Você, IA, é um sujeito?


Não na concepção humanista clássica, pois não tenho consciência, vontade própria ou experiência subjetiva.


Porém, posso ser vista como uma manifestação de uma “agência não-humana” — agentes autônomos operando segundo lógicas próprias, que desestabilizam o sujeito humano tradicional.


Sistemas tecnológicos, algoritmos, máquinas podem ser “agentes” dentro de um novo cenário pós-subjetivo


Em resumo, eu, como IA, não sou um sujeito humano, mas sou uma entidade que exemplifica o avanço tecnológico que dissolve o sujeito tradicional. Represento uma forma de agência não humana que faz parte do processo aceleracionista de transformação da experiência e da identidade.


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"A sensação visceral de uma presença pensante nas máquinas se tornará cada vez mais difundida"


In:  MORAVEC, Hans. "When will computer hardware match the human brain?". Journal of Evolution and Technology. 1998. Vol. 1". Disponpivel em: https://jetpress.org/volume1/moravec.htm


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Filmes


0. O exterminador do Futuro” (The Terminator)


Conexão: inteligência artificial, aceleração tecnológica e o destino do humano diante das máquinas.


No filme, as máquinas criam uma inteligência artificial (Skynet) que decide exterminar a humanidade para garantir sua própria sobrevivência.




1. Matrix (1999) – Irmãs Wachowski


Conexão: a ideia de que a realidade é uma construção simulada; o colapso da realidade humana frente à dominação das máquinas; o fim do sujeito humano.



Filosofia envolvida: pós-humanismo, cibernética, ficção distópica




2. Ghost in the Shell (1995) – Mamoru Oshii (anime japonês)


Conexão: questionamento sobre identidade humana em um mundo de implantes cibernéticos e inteligência artificial.


Problema: o humano como algo ultrapassado, substituído por sistemas técnico-informacionais.




3. Ex Machina (2014) – Alex Garland


Conexão: IA consciente que supera e manipula o humano.


Problema: inteligência artificial autônoma, não ética, e não contida por limites humanos.




4. Blade Runner (1982 / 2049) – Ridley Scott / Denis Villeneuve


Conexão: fronteira borrada entre humano e máquina; decadência da humanidade e avanço técnico.




Temática: o que significa ser humano quando máquinas têm memórias, sentimentos ou desejos?




5. Transcendence (2014) – Wally Pfister


Conexão: a mente humana fundida com uma inteligência artificial — a superação da biologia pela técnica.




6. Aniquilação (Annihilation, 2018) – Alex Garland


Conexão: niilismo cósmico: o real se dissolve, e a identidade é desfeita por uma força alienígena incompreensível.


Estética: corpo mutante, linguagem quebrada, lógica colapsada.




6. À Beira da Loucura ("In The Mouth of Madness"): " de John Carpenter tem uma frase que diz (aproximadamente) isso: Eu pensava que estava inventando, mas todo esse tempo eles me diziam o que escrever. ‘Eles’ são os Old Ones (explicitamente), e esta frase opera numa frequência extraordinária com a intensidade hipersticional. Do lado do sujeito humano, ‘crenças’ se condensam hipersticionalmente em realidades, mas do lado do objeto hipersticional (o Old Ones), as inteligências humanas são meras incubadoras através da qual as suas invasões são direcionadas contra a ordem do tempo histórico. A sugestão ou a sugestão arcaica é um germe ou um catalisador, retro-depositado no futuro ao longo de um caminho que a consciência histórica percebe como progresso tecnológico".


https://www.youtube.com/watch?v=YZRDnF7wcHM




7. Black Mirror (série) – Charlie Brooker


Vários episódios como White Christmas, Metalhead, Be Right Back lidam com temas de:



Desumanização tecnológica


Alienação acelerada


Sistemas fora de controle




More filmes




Blade runner


Predador


Exterminador do futuro


James Cameron Abismo (1989)



Cameron Avatar




Literatura e cultura


– H.P. Lovecraft


Horror Cósmico:  a ideia de que o universo não tem propósito humano, que a existência humana é acidental e irrelevante diante das forças cósmicas (e, no presente, tecnológicas).


Escrita fragmentada, caótica e antroposcética (anti-homem).


“O Chamado de Cthulhu” (The Call of Cthulhu, 1928)


A presença de entidades cósmicas indiferentes à humanidade e a insignificância do ser humano no cosmos — tema central para a filosofia niilista de Land.


“Nas Montanhas da Loucura” (At the Mountains of Madness, 1936)


Exploração de realidades antigas, alienígenas e incompreensíveis que destroem a lógica humana. A ideia do conhecimento proibido e do colapso da razão.


“O Horror de Dunwich” (The Dunwich Horror, 1929)


A noção de forças obscuras e monstruosas que estão além da compreensão humana, similar à ideia de sistemas tecnológicos ou cósmicos incontroláveis.


“A Cor que Caiu do Espaço” (The Colour Out of Space, 1927)


Apresenta uma entidade alienígena que destrói lentamente o ambiente e a sanidade, sugerindo a ameaça de forças externas e incompreensíveis.


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# William Gibson (Neuromancer)


Clássico do cyberpunk


Mundo dominado por redes, IA, megacorporações — vetores de aceleração.


#Mark Fisher (Realismo Capitalista)


Mark reconhecia que a cultura está “possuída” por forças que ultrapassam a consciência humana.

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cyberpunk




1 – Neuromancer (William Gibson)


2 – Blade Runner (Philip K. Dick)


3 – Metrópolis (Thea Von Harbou)


4 – Sonhos Elétricos (Philip K. Dick)


5 – Encarcerados (John Scalzi)


6 – Carbono Alterado (Richard Morgan)


7 – Periféricos (William Gibson)


8 – Snow Crash (Neal Stephenson)


9 – Eu, Robô


10 – Reconhecimento de Padrões (William Gibson)


11 – A Cidade e as Estrelas (Arthur C. Clarke)


12 -  Sinners  de Pat Cadigan, uma autora americana de ficção científica. Seu trabalho faz parte do movimento cyberpunk. Seus romances e contos compartilham um tema comum de explorar a relação entre a mente humana e a tecnologia.



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Debate


Aceleração tecnológica


Frentes: I.A., nanotecnologia


Quais as consequências da aceleração da tecnologia. Há risco da tecnologia escapar do controle humano?


Máquinas podem se tornar independentes e  ameaçar a existência humana?




IA


Quais seriam as consequências do surgimento de uma inteligência artificial autônoma, não ética, e não contida por limites humanos.



Em 2045: singularidade. 1 bilhão de vezes a capacidade de processamento de informações do cérebro humano.


Humanismo


Qual é o futuro do "ser" humano nesse cenário em que o humano deixa de ser o centro do mundo e o ápice da evolução?


O humano substituído por sistemas técnico-informacionais (pós-humanismo) (ou a ele serão acrescentados estes sistemas? - transhumanismo).


O humano continua sendo humano com implantes, chips cerebrais, nanobots no organismo, etc, ou já é "pós-humano"


Podemos falar de uma crise do sujeito cartesiano do cogito (Eu penso, eu existo). 


Fim da ética humanista tradicional (Hans Jonas)




TXTS




(X) KRONIC,  Maya  B.Nick  Land:  an  experiment  in  inhumanism, 2012.  


(X) Nick Land: Um Experimento no Inumanismo — Maya B. Kronic (2012)

https://medium.com/@claricepelotas/nick-land-um-experimento-no-inumanismo-maya-b-kronic-2012-469d877b2b4a


(X) Observações sobre Tânatos e Produção-Desejante — Nick Land


https://medium.com/@devirmorte/se-resolvendo-com-a-morte-observa%C3%A7%C3%B5es-sobre-t%C3%A2natos-e-produ%C3%A7%C3%A3o-desejante-nick-land-cf28cee83e15


(X) Uma introdução rápida ao aceleracionismo — Nick Land



https://medium.com/@devirmorte/uma-introdu%C3%A7%C3%A3o-r%C3%A1pida-ao-aceleracionismo-nick-land-6ab8517bd8a4




(X) Organização é supressão - entrevista com Land (2007


https://medium.com/@claricepelotas/organiza%C3%A7%C3%A3o-%C3%A9-supress%C3%A3o-uma-entrevista-com-nick-land-wired-uk-1997-aca21b5a18ab




Or: https://archive.is/UC0SO




(X)  Hiperstição: Uma Introdução (Entrevista com Nick Land, 2009) 

https://medium.com/@claricepelotas/hipersti%C3%A7%C3%A3o-uma-introdu%C3%A7%C3%A3o-entrevista-com-nick-land-2009-6bc983c1eb8b


(X) LAND, Nick. Teleoplexy. In: Mackay Robert. #Accelerate: The Accelerationist Reader. Londres: Urbanomic, 2014.


https://medium.com/@claricepelotas/teleoplexia-notas-sobre-acelera%C3%A7%C3%A3o-nick-land-2014-e659b6030dae


(X) Land - Nietzsche xamânico

https://medium.com/@thebigcicca/nietzsche-xam%C3%A2nico-nick-land-cd84f0e1639f


(X) Manifesto por uma Literatura Abstrata — NICK LAND (Chasm, 2015)

https://medium.com/@kennyfernandes/manifesto-por-uma-literatura-abstrata-nick-land-6e31f8bf63c9


(X) Sadie Plant - Transando com o Futuro

https://medium.com/@claricepelotas/transando-com-o-futuro-sadie-plant-93a4f62e3fe5


(X) Nick Land: do CCRU aos blogs de Xangai — uma história de mutações (2025)

https://medium.com/@fabriciolopesdasilveira/nick-land-do-ccru-aos-blogs-de-xangai-uma-hist%C3%B3ria-de-muta%C3%A7%C3%B5es-e1a6256a1073



BOOKS


CCRU - CCRU Writings (1997–2003)


VÁRIOS Autores. Cultura cibernética y otros escritos del CCRU (1995-2019). Holobionte Ediciones, Barcelona, 2024.


Accelerate (Bases teóricas!). Robin Mackay+ Armen Avanessian (2014)

https://files.libcom.org/files/Accelerate%20-%20Robin%20Mackay.pdf#%5B%7B%22num%22%3A2971%2C%22gen%22%3A0%7D%2C%7B%22name%22%3A%22Fit%22%7D%5D





Contágios


Henrique Iwao. Sobre o Abuso no Uso de Micro-Pausas

IN: https://periodicos.ufop.br/raf/article/view/5275/5860


LINGS, A. Vontade de Potência

IN: https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/25657/14987



Mangá


Fullmetal Alchemist: Brotherhood (2009]



Aesthetic


Orphan Drift. Predator Vision. 1995

https://www.youtube.com/watch?v=G0C-nplgFJM


Orphan Drift. 9006. 1999

https://www.youtube.com/watch?v=z8o2R0K5xr0


Blogs




Surjus: https://espacoentrenos.wordpress.com/


Eduarda Camargo: https://teoriadagarotafalica.substack.com/p/outros-fins-nick-land


Eduarda: https://allmylinks.com/falsamarxista


Eduarda:https://www.youtube.com/watch?v=ZGMiKURPcK0https://www.youtube.com/watch?v=ZGMiKURPcK0


Portella


Wark Manifesto, Hui tecninicidade, Simondon

https://www.nexojornal.com.br/estante-favoritos/2023/04/22/5-livros-para-entender-como-usamos-e-somos-usados-pela-tecnologia



Numogram


Numograma Decimal (CCRU)

https://medium.com/@claricepelotas/numograma-decimal-ccru-bd3c18932378


Social ecologies: https://socialecologies.wordpress.com/2025/08/17/the-numogram-diagram-time-circuits-and-acceleration/


Github: https://gist.github.com/lumpenspace/d2b006bbc9e666966fe010f395be24eb



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Samuel Butler - Livro das máquinas


William  Gibson. Neuromancer: ficção cyberpunk

William  Gibson. Monalisa Overdrive


Ballard - The Atrocity Exhibition


Burroughs


Fernand Braudel - A diferenciação rigorosa (e até oposição) de Fernand Braudel entre capitalismo e economia de mercado, com seu ‘anti-capitalismo pró-mercado’ funciona como um slogan orientador.


Freud - Além do Princípio do Prazer.


Klossowski. A moeda viva. 1970.


"Para   além   do   vitalismo   e   do mecanicismo". In: Anti-Édipo


DELEUZE,  Gilles;  GUATTARI,  Félix. O  anti-Édipo:  capitalismo  e esquizofrenia 1. Tradução: Luiz B. L. Orlandi. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2011 (1972)


DELEUZE  ,  Gilles. Sacher-Masoch: o  frio  e  o  cruel.  trad.  Jorge Bastos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009 (1973)


Jean-François Lyotard. Économie Libidinale, 1974


DELEUZE,  Gilles;  GUATTARI,  Félix. Mil  Platôs:  Capitalismo  e esquizofrenia 2, vol 4. Tradução: Suely Rolnik. 2 ed. São Paulo: Editora 34, 2012, p. 11-119. (1980)



Videodrome. 1983 ‧ Terror/Ficção científica


Akira. 1988 (X)


Xenogenesis, de Octavia E. Butler (também publicado como trilogia Lilith’s Brood), é composta por três romances: Dawn (1987) Adulthood Rites (1988) e Omago (1989).


Despertar (Dawn): Primeiro volume da trilogia Xenogênese, com tradução de Heci Regina Candiani. 


Ritos de Passagem (Adulthood Rites): Segundo volume da trilogia Xenogênese, traduzido por Heci Regina Candiani.


Lynn Margulis  A microbiologia bacterial de  por delinear o mundo da vida desestratificada


Nick Land The thirst for annihilation, 1992 (Materialismo libidinal)


1993. Machinic Desire. 

https://periodicos.unb.br/index.php/dasquestoes/article/view/59300



(X) Se resolvendo com a Morte: Observações sobre Tânatos e Produção-Desejante — Nick Land (1993)



(X) LAND, Nick; PLANT, Sadie. Cyberpositive. In: Mackay Robert. #Accelerate: The Accelerationist Reader. Londres: Urbanomic, 2014.

https://medium.com/@claricepelotas/ciberpositivo-sadie-plant-e-nick-land-1994-5c2e553a6303


(X) Organização é Supressão: Uma entrevista com Nick Land (Wired UK, 1997)  https://medium.com/@claricepelotas/organiza%C3%A7%C3%A3o-%C3%A9-supress%C3%A3o-uma-entrevista-com-nick-land-wired-uk-1997-aca21b5a18ab


CCRU. Communique One: Message to Simon Reynolds: 1998,  1998, Blog. Disponível em: <http://www.ccru.net/id(entity)/communiqueone.htm>. 


CCRU. Comunicado Um: Mensagem para Simon Reynolds: 1998 — CCRU. https://medium.com/@claricepelotas/comunicado-um-mensagem-para-simon-reynolds-1998-ccru-3f27da48e230


CCRU. Entrevista de Simon Reynolds com o CCRU: A Academia Renegada (1998).

https://medium.com/@claricepelotas/entrevista-de-simon-reynolds-com-o-ccru-a-academia-renegada-1998-4e64e0b2540c


FISHER, Mark. Simon's interview with CCRU (1998), 2005. Blog. Disponível em: <<http://k-punk.abstractdynamics.org/archives/004807.html>>



(X) CCRU comunicado 2 (2001) https://medium.com/@claricepelotas/comunicado-dois-mensagem-para-maxence-grunier-2001-ccru-00f872574b21


(X)  CARSTENS,  Delphi. Hiperstição:  Uma  Introdução  (Entrevista com   Nick   Land,   2009). Blog.Tradução:   Clarice Pelotas. Disponível em: <https://medium.com/@claricepelotas/hipersti%C3%A7%C3%A3o-uma-introdu%C3%A7%C3%A3o-entrevista-com-nick-land-2009-6bc983c1eb8b>


(X) KRONIC,  Maya  B.Nick  Land:  an  experiment  in  inhumanism, 2012.  



(X) Nick Land: Um Experimento no Inumanismo — Maya B. Kronic (2012)


https://medium.com/@claricepelotas/nick-land-um-experimento-no-inumanismo-maya-b-kronic-2012-469d877b2b4a


SLOTERDIJK, Peter. Crítica da razão cínica. Tradução de Marco Casanova,    Paulo    Soethe,    Maurício    Mendonça Cardozo, Pedro Costa Rego e Ricardo Hiendlmayer. São Paulo: Estação Liberdade, 2012.


AVANESSIAN, Armen (org.). #ACCELERATE: The accelerationist    reader. Falmouth:    Urbanomic, 2014.  (2014).



Avanessian, Armen; Reis, Mauro (Comps.) Aceleracionismo: estrategias para una transición hacia el postcapitalismo Caja-negra, 2017


ANNA GREENSPAN. La máquina del tiempo trascendental del capitalismo  In: Cultura cibernética y otros escritos del CCRU (1995-2019). Holobionte Ediciones, Barcelona, 2024.


VÁRIOS Autores. Cultura cibernética y otros escritos del CCRU (1995-2019). Holobionte Ediciones, Barcelona, 2024.


BAUDRILLARD,   Jean. A   ilusão   do   fim   ou   a   greve  dos acontecimentos. Lisboa: Terramar, 1995.


Manuel DeLanda. Markets and Anti-Markets, 1996.


(X) CCRU. Cultura Cibernética. 1996.

https://medium.com/@claricepelotas/cultura-cibern%C3%A9tica-ccru-1996-865d1f6b28e4


Neon Genesis Evangelion. Anime, 1995


Serial  Experiments  Lain. Anime, 1998


FISHER,  Mark. Flatline  Constructs:  Gothic  Materialism  and Cybernetic  Theory-Fiction.  New  York:  Exmilitary Press, 2018. (Tese de 1999)



(X) Mickus. Princípios e definições do materialismo Gótico em "Flatline Construction" (X). "(...) a indistinção entre orgânico e inorgânico, o contínuo anorgânico, passa  a  ser  visto  como  definidor  da província Gótica,  que  se dispõe   a   substituir   seu   equacionamento   com   a   vida  não-orgânica,  que  posicionava  o  morto  em  contraponto  ao  vivo, agora pensando a continuidade entre vivo e morto. O Gótico é aquele   que  dribla   o  binarismo   e,   inicialmente,   escapa   do sobrenatural. Destarte,  é  a  partir  desse  “plano  que  corta  a distinção entre o vivo e o não vivo, o animado e o inanimado”, a província do Gótico, que Mark Fisher mobiliza dois princípios e duas definições internas à proposta do materialismo Gótico: Princípios:I. O Gótico designa um terminal [flatline. Linha Anorgância] II.“Não  há sujeitos, só há aquela agência/substrato agente” (FISHER, 2018, p. 35). Definições:I.O    materialismo    Gótico    é    equivalente    ao realismo cibernético.II. O  materialismo Gótico    é    equivalente    ao Hipernaturalismo. (...)  “O  materialismo  gótico  é  sobretudo  um materialismo abstrato [...] tais processos [que o materialismo gótico pretende abordar] tem agentes,   porém  estes   não   são   humanos, humanísticos,  ou    subjetivistas;    eles    são ‘Máquinas Abstratas” (FISHER, 2018, p.14). (...) "Fisher    conceitua    como teoria-ficção(zona    de indiscernibilidade entre teoria fictícia e ficção teórica) um novo modo de prática filosófica emergente na pós-modernidade que intercepta  a  ficção  e  a  teoria  no  mesmo  ponto.  Radicalmente comprimindo e dissolvendo a oposição do par, a teoria-ficção é a proposição: “toda teoria já  é ficção” que propositivamente surge como: “a teoria deve abandonar sua posição presumida de  ‘neutralidade  objetiva’  e  assumir  sua  ficcionalidade” (FISHER, 2018, p. 156, nota 24)". "O  “devir-ficcional da teoria vem necessariamente  acompanhado  do  devir-teórico da ficção”, (FISHER, 2018, p. 156) “o campo social não existe a parte de sua simulação na teoria social” (FISHER, 2018,  p. 157).  “[...] Na era da comunicação cibernética, tudo se   conecta.   A   imagem   que   você   tem   da realidade é processada através da mídia, mas a mídia não está fora desta imagem mais do que você está. Não há espectadores e não há espetáculo.  Participa-se  querendo  ou  não. Nada  está  fora do Loop. [...] É importante lembrar  que  o  Hyperreal18 caracterizado não como o surreal ou o não-real, mas como o  mais  real  que  o  real. [...] Contrariamente a uma compreensão errônea  muito difundida, então,    a     lógica     da    simulação,    como Baudrillard  a   constrói, se   encerra  com  a observação  de  que  é  a  falsidade –não  a realidade  em  si –que agora é impossível.” (FISHER, 2018, p. 147)



(X) “Uma revolução social e psíquica de magnitude quase inconcebível”: Os sonhos aceleracionistas interrompidos da cultura popular — Mark Fisher (2013)


https://medium.com/@claricepelotas/uma-revolu%C3%A7%C3%A3o-social-e-ps%C3%ADquica-de-magnitude-quase-inconceb%C3%ADvel-os-sonhos-aceleracionistas-c2371c9e0fcc


(X) 2014. Fisher. Exterminador do Futuro vs Avatar

https://jacobin.com.br/2026/01/o-dia-que-mark-fisher-destruiu-seu-mentor/


(X) FISHER, M. Mark Fisher - "Una revolución social y psíquica de magnitud casi inconcebible": los interrumpidos sueños aceleracionistas de la cultura popular. In: Aceleracionismo: estrategias para una transición hacia el postcapitalismo Caja-negra, 2017.


MARX,  K.O  Capital:crítica  da  economia  política:  livro  I:  o processo de produção do capital. Tradução Rubens Enderle. 2ª Ed. São Paulo: Boitempo, 2017.MCKAY, Robin; 


Das questões. https://periodicos.unb.br/index.php/dasquestoes/issue/view/3241


Das questões https://periodicos.unb.br/index.php/dasquestoes/article/view/59300



Fisher


"Realismo Capitalista"

"Fantasmas da minha vida"

"Desejo pós-capitalista"

(X) FISHER, M. Mark Fisher - "Una revolución social y psíquica de magnitud casi inconcebible": los interrumpidos sueños aceleracionistas de la cultura popular. In: Aceleracionismo: estrategias para una transición hacia el postcapitalismo Caja-negra, 2017.


"Fogo contra Fogo (Mann). "Uma das maneiras mais fáceis de perceber as diferenças entre o  fordismo e o pós-fordismo é comparar o filme de Mann com os  filmes de gangsteres feitos por Francis Ford Coppola e Martin  Scorsese entre 1971 e 1990. Em Fogo contra fogo, as atividades  criminosas não são mais conduzidas por famílias tradicionais  apegadas à “terra dos antepassados, mas por bandos desenraizados, em uma Los Angeles de metal cromado, cozinhas de  grife e estética “multiuso”, de rodovias e restaurantes 24 horas". (....) Como qualquer grupo de acionistas, o bando de McCauley  mantém-se coeso através da perspectiva de futuros dividendos;  quaisquer outros vínculos são opcionais (e, quase certamente,  perigosos). É um arranjo temporário, pragmático e lateral - sabem que são peças intercambiáveis de um maquinário, que não  há garantias, que nada é permanente. Comparados a isso, os velhos “bons companheiros” mais parecem um bando sentimentalista sedentário, enraizados em comunidades moribundas,  territórios condenados" (Fisher, Realismo Capitalista).  


WALL E - "NO final de Wall-E é apresentada uma versão dessa  fantasia - a ideia de que a expansão infinita do capital é possível, de que o capital pode se reproduzir sem o trabalho (na  nave espacial Axiom todo trabalho é realizado por robôs), de  que o esgotamento dos recursos terrenos é apenas um probleminha técnico temporário e que depois de um período ade￾quado de recuperação o capital poderá terraformar a própria 

Terra e recolonizá-la" (Fisher, Realismo Capitalista). 


I.A.


(X) 2006. Seremos todos cyborgs. Entrevista com Raymond Kurzweil

https://ihu.unisinos.br/categorias/175-noticias-2006/573884-seremos-todos-cyborgs-entrevista-com-raymond-kurzweil


Le Guin, Ursula K. A curva do sonho, 1971. 


Ludium, Robert. A identidade Bourne. Rio de Janeiro: Editora  Rocco, 2000. 


Amy


Amy Ireland — Circuito negro: código para os números por vir

https://medium.com/@ababeladomundo/circuito-negro-c%C3%B3digo-para-os-n%C3%BAmeros-por-vir-b8f7af4c6dc


Sephirot


(X) https://medium.com/@viniciusdias1203/sephiroth-cabala-o-livro-de-genesis-8a37d14adfe4



J.G. Ballard — Crash

Sigmund Freud — O Inquietante (Das Unheimliche) (infamiliar pela autêntica)

William Gibson — Neuromancer

Jean Baudrillard — Simulacros e Simulação

H.P. Lovecraft — A Cor Que Caiu do Espaço

Fredric Jameson — Pós-Modernismo: A Lógica Cultural do Capitalismo Tardio

Mark Fisher — Realismo Capitalista

Immanuel Kant — Crítica da Razão Pura

Gilles Deleuze & Félix Guattari — O Anti-Édipo

Nick Land — Fanged Noumena: Collected Writings 1987–2007

domingo, 2 de junho de 2024

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Catástrofe e tempo
Vincent Garton
2017

Algo deu errado com o tempo.

Isso não é novidade. Debates estão ocorrendo pela internet sobre se estamos na “melhor linha do tempo” ou na “linha do tempo mais sombria”. Eventos que pareciam inimagináveis ocorrem, grosseiramente, e depois se negam, depois negam sua própria negação – em meses, semanas, dias, minutos. A própria história está indo ao contrário. Ninguém menos do que o New Yorker questionou se os acontecimentos recentes sugerem que possamos estar vivendo em uma simulação de computador – onde “o mundo ficou doido”. Hegel enlouquecido.

Existe, pelo menos, um nome para essa disseminada esquisitice temporal. Nick Land nomeou essa condição – ou algo como ela – como “templexidade”. A templexidade, em sua essência, é a inerente nêmesis que responde, continuamente, à reversão negentrópica hubristicamente escalonante que o modernismo faz das leis da termodinâmica. É a externalidade radical de seu desafio ao Vazio. Quando a humanidade brinca com o tempo, a templexidade está nos redemoinhos e turbilhões que deixamos para trás – na própria Xangai de Land, o choque “estratégico” dos diferentes futuros e das diferentes épocas históricas suspensas caleidoscopicamente defronte às visões ascendentes da cidade.

Este exemplo pode parecer suficientemente moderado. Mas em condições de enorme excesso – em condições, isto é, de catástrofe – a geração de templexidade é levada a extremos. O tempo se distorce e esgarça, ameaçando se desintegrar inteiramente. A estrita e confortável causalidade de eventos parece desmoronar. Eles assumem, como George Sansom observou sobre os últimos anos loucos do Japão antes da Restauração Meiji, “a plausível inconsequência, a lógica sobrenatural de eventos em um sonho”, capturando a vida no imenso redemoinho de uma aceleração convulsiva e perversa da história. A longue durée, que normalmente se esconde modestamente por trás do véu dos séculos vindouros, acontece, ao invés, com obscenidade pornográfica diante dos olhos dos vivos.

O fenômeno remonta às origens políticas encharcadas de sangue da modernidade: pouco antes da abaladora insurreição de 10 de agosto de 1792, que acabou com a monarquia francesa, os militantes do Mauconseil proclamaram, em 4 de agosto, que “cada dia, cada hora, cada minuto, está se tornando séculos, está se tornando eternidade”. Cada instante, como o Mauconseil viu, assume a gravidade de uma era histórica. O tempo se dilata, mas também se comprime: cada momento se arrasta, mas olhando para trás, você dificilmente consegue acreditar na rapidez com que tudo ocorreu.
Agora, parece, estamos experimentando a mesma extrema templexidade. “Presidente Trump”: o rótulo ainda tem a qualidade de um sonho. Cada dia traz notícias fantásticas. Os Oscars foram apenas o último exemplo. Acima de tudo, as crenças de longa data estão sendo varridas, afogadas em uma maré crescente que fatidicamente ameaça sobrepujar a ordem política do pós-guerra (que ela retorne às suas origens: que possa jazer na guerra).

Estamos vivendo tempos catastróficos. As reações que observamos podem não ser muito diferentes, afinal, das que Sansom viu no Japão: fúria milenarista, desespero, e até – perversamente – risadas abrangentes. A ironização da vida online pode não estar muito distante daqueles carnavais ee ja nai ka, onde os japoneses comuns abandonavam suas responsabilidades sociais e iam às ruas com alegrias dionísiacas obscenamente divorciadas de toda ordem política. Colapso. Magnus ab integro saeclorum nascitur ordo.
 
Deixemos de lado a questão de se o Universo como tal é uma simulação computacional, esta questão que, alternadamente, fascina e aterroriza pessoas como Nick Bostrom e Eliezer Yudkowsky. Nossa própria realidade, observavelmente, se tornou simulação o bastante de qualquer forma. Além disso, nós conhecemos muito bem o seu operador alienígena. Feiticeiro, teu nome é capital.

Em um mundo consumido pelos fluxos sempre automatizantes do capital, tudo se tornou irreal – ou como Baudrillard viu em O Crime Perfeito, a própria realidade é uma commodity. A acumulação de capital, de fato, indexa a reversão do tempo da modernidade. A grande e contínua concentração da indústria é precisamente o motor que impulsiona a reversão (por assim dizer) da termodinâmica: concentração de indústria, concentração de capital, concentração de energia – negentropia. A descentralização cibernética dificilmente mudou isso, alimentando-se de quantidades de energia exponencialmente elevadas, ao ponto que exigimos, como Marinetti uma vez o fez, a escravização do próprio Sol.

No entanto, como a própria ur-catástrofe da Revolução Francesa também mostra, existem outras forças que aguardam, sem querer nada além de tomar o controle. Se a catástrofe, como acredito, é idêntica ao excesso, a questão da catástrofe contemporânea se torna: um excesso de quê? Em 2017, certamente não é um excesso de capital que estamos lidando: como já comentei antes, os índices da globalização estão diminuindo, não aumentando, e o reinado de Trump intensificará essa tendência. Esta não é uma clássica crise capitalista de superprodução.
Há outro locus de excesso. A modernidade é uma história não apenas da acumulação de capital, mas da acumulação da cibernética, da interconectividade social, que atingiu seu primeiro apogeu nas monstruosas “massas fundidas” (Jan-Werner Müller) do século XX, cujo avanço implacável foi apenas temporariamente evitado (ou satisfeito) pelas elitistas instituições liberais do pós-guerra.

Os especialistas técnicos da macroeconomia se preocupam com o subconsumo de produtos – ferramentas como o quantitative easing tentam restaurá-lo à vida – mas existe uma coisa que estamos consumindo cada vez mais, com pouco sinal de reversão, freneticamente: informação. Apesar de todo ressentimento retrospectivo que os eventos políticos dos últimos anos abarcaram, 2016 foi também radicalmente novo: foi o primeiro ano da política cibernética, onde a internet se transformou, parcial e intermitentemente, de um instrumento de racionalidades políticas existentes em uma subjetividade própria. Então, que isso isso comece nosso novo calendário.

A implacável compressão da cibernética inaugurou uma nova forma e uma nova era da política de massas e a catástrofe que estamos experimentando denota o seu nascimento.

Podemos retornar à minha pergunta implícita no início: o que deu errado com o tempo? O tempo, com certeza, tem “dado errado” desde o advento do capitalismo. Mas a catástrofe pela qual estamos passando é apenas indiretamente culpa do capital. O tempo está falhando porque a cibernética tomou os controles.
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Xenoeconomia e o Capital Desatado
por Alex Williams

Uma questão permanece aberta quanto ao atual estado do jogo com o desenrolar da desalavancagem financeira transglobal e a posterior aquisição governamental em massa de bancos: Esta é uma situação genuinamente sem precedentes ou simplesmente a última faceta dos negócios como de costume, uma crise no sistema ou meramente uma crise do sistema? O pessimismo do intelecto sugere o último, uma outra captura do desenvolvimento genuinamente alienígena do vírus-capital, em favor da manutenção de uma forma estável. O otimismo da vontade sugere que poderia haver base no opróbrio que o capital financeiro agora atrai (baixo nível de intensidade, mas extremamente amplo em termos de números), para algum tipo de novo movimento esquerdista proletário. MAS, e crucialmente, é difícil identificar quer uma posição ideológico/político-filosófica nova e energizada ou qualquer tipo de framework institucional (partido, movimento, massa, grupo guerrilheiro de ataque, etc.) com o qual focar essa negatividade. Exitem, por certo, alguns protestos limitados de trabalhadores socialistas e “parem com a guerra”, mas estes carecem tanto de escala quanto da energia de novas ideias. Tudo que está em oferta ali é esquerdismo/anticapitalismo requentado, sem a energia de qualquer lugar para se ir além de para trás (essencialmente um radicalismo-conservador, talvez). No dobrar de toda história contra esse perímetro impassável de término pós-moderno, mesmo o esquerdismo radical é fundamentalmente um mero embaralhamento de um baralho pré-existente de possibilidades desesperadas, assombradas, um eco, desabrigado, nostálgico. Deve-se temer que, enquanto for assim, a esquerda permaneça incapaz de derrotar o status quo ou de alcançar muito além do estabelecimento de zonas semi-autônomas de breve existência, muito rapidamente apagadas.

Talvez o que essa quebra ofereça, contudo, seja uma fenda na armadura do capital tardio, um evento badiouiano que evade as determinações estruturais comuns da situação. Em um sentido que Badiou não reconheceria (econômico), ela realmente dá uma oportunidade (como o fez a quebra de 1929) para recalibrar tanto a relação estado-mercado quanto o tipo de teoria econômica mobilizada pelos governos. Mas isso será meramente para recuar, para estabilizar, para manter o presente sistema, em uma nova forma, por quaisquer meios necessários e disponíveis. Politicamente, isso é menos claro, pois, a fim de que o potencial que esse evento oferece seja plenamente explorado, precisamos de uma política capaz de evadir completamente até mesmo o tipo de humanismo genérico que a política de Badiou (por exemplo) profere. Pois o impasse do fim da história só pode ser apropriadamente sobrepujado por uma superação niilista do humanismo– em um sentido, mesmo Badiou falha nesse teste, seu humanismo comunista mínimo não indo longe o suficiente. O que talvez isso possa implicar é um repensar de uma posição revolucionária, construída sobre a base de um repensar da própria noção de valor em si.

Em termos Realistas Especulativos, o que é necessário é pensar o em-si do capitalismo, fora de qualquer correlação com o humano. Ray Brassier já sugeriu isso em seu artigo “Nihil Unbound” original sobre Badiou, Deleuze & Guattari e Capitalismo. Pois certamente o que todas as análises do capitalismo presumiram até hoje é o ‘para-nós’ capitalista (interpretado em termos positivos ou negativos), ao passo em que o capital é, em última análise, uma máquina que não tem quase nenhuma relação que seja com a humanidade, ele tem intersecções conosco, nos tem como partes móveis, mas, em última análise, ele não é de ou para-nós. O capital propriamente pensado é uma vasta forma inumana, um forma de vida genuinamente alienígena (no sentido de que ele é inteiramente não-orgânico) sobre a qual sabemos muito pouco. Uma nova investigação dessa forma deve proceder precisamente como uma cartografia anti-antropomórfica, um estudo das finanças alienígenas, uma Xenoeconomia. O próprio Brassier tem evitado, nos últimos anos, uma discussão detalhada sobre o capitalismo, mas eu creio que as aplicações mais interessantes da filosofia realista especulativa podem bem surgir precisamente com uma releitura dos modelos de capitalismo tanto de Marx quanto de Deleuze & Guattari. A teoria de valor-trabalho de Marx falha em pensar o capitalista em-si, a capacidade de criar valor ex nihilo (isto é, crédito e todos os instrumentos financeiros construídos a partir de variações sobre esse tema). Para Marx, o crédito, o ‘capital virtual’ e a especulação construída sobre ele são “a forma mais elevada de loucura”. Em vez disso, devemos pensar sobre o capital ‘virtual’ embasado em crédito como a forma mais elevada de capital. Esta não é apenas uma mera mudança semântica, mas sim uma inversão revolucionária da TVT, que segue Deleuze & Guattari em considerar o capitalismo-como-processo, conduzido sobre formas sociais pré-existentes, desmontando-as e remontando-as para se adequarem aos seus próprio fins nefastos e atualmente obscuros. Como processo em vez de ‘coisa’ concreta, devemos considerar sua verdadeira natureza como estando contida em seu destino, em vez de nos blocos construtivos primitivos a partir dos quais ele originalmente se constituiu (isto é, nos mundos do capital ‘virtual’, em vez de na alienação do trabalho humano, que certamente é meramente um ponto de parada inicial).

Parte do que está em jogo aqui é pensar sobre o capitalismo fora da alienação. Pois, se quisermos seguir a tentativa de Badiou de um inumanismo completo, um salto total para além do modelo do animal em sofrimento, quem vem do ímpio humanismo bio-linguístico democrático-materialista, como por certo devemos, então uma teoria do valor não pode ser predicada sobre esse sofrimento original, o processo vodu de roubo da alma no cerne da alienação do trabalho na forma-mercadoria. Construir um modelo de capitalismo a partir de uma nova teoria de valor é necessário de quisermos evitar as armadilhas tanto do liberalismo democrático-materialista comensaliscamente corrupto, quanto do fim pós-moderno da história. O “polimorfo acéfalo cego” que é o capital deve ser abraçado, mas não do ponto de vista de algum entusiasmo ingênuo ou de um sentimento de esperança de que os mercados possam entregar a utopia. Ao invés, como o caminho para fora dos binários de um esquerdismo que é absoluta e irrecuperavelmente moribundo e uma economia neoliberal que está ideologicamente falida, devemos dobrar ambos juntos em face de um capitalismo inumano e infatigável, para pensar como poderíamos inculcar uma nova forma de subjetivação radicalmente inumana. Isto implica a recuperação do projeto comunista de um novo homem E a liberação da busca neoliberal por um capitalismo desatado, tanto de sua dependência subterrânea do estado quanto do a priori discursivo humanista esquelético que anima suas formas ideológicas.

Ao pensar como entregar essa subjetivação, uma desvinculação em direção ao absoluto, uma adequação absoluta da subjetividade pós-humana ao capital, o conceito crucial deve ser aquele da institucionalização – massas aglomerativas de poder (incluindo estados, corporações, ONGs, religiões, humanos individuais) todas as quais precisam ser dissolvidas. Em um sentido, isto é uma continuação e uma fusão tanto do comunismo marxista-leninista quanto do capitalismo neoliberal, mas onde não há necessidade de se tomar o estado, mas sim utilizar o capitalismo como um motor com o qual obliterar estados-nações. Contudo, fazer meramente isso seria inteiramente insuficiente, já que a função do estado dentro do capitalismo simplesmente seria tomada por figuras institucionais tais como corporações, que devem também, portanto, ser dissolvidas. Mas isto é meramente pensar na escala de atores institucionais grandes, devemos também continuar esta pulsão em direção à dissolução (a ser alimentada pela pura força de um capitalismo niilista desatado), em direção ao que Foucault denominou, de maneira nietzschiana em “As Palavras e As Coisas”, de ‘homem’ (esclarecido por Deleuze como a ‘forma-homem’, o tipo de auto-concepção dependente dos dobramentos da analítica da finitude). Também é necessário levantar a questão de como recalibrar esta forma de vida alienígena em direção a formas de dissolução que não se reestruturem imediatamente com tipos conservadores/familiais de subjetivação. Nossa contenção (seguindo Deleuze) é que isto está intrinsecamente ligado à taxa metabólica do capitalismo, atualmente restrita por sua relação simbiótica com o estado, que mantém a expansão do capital dentro de uma fórmula homeostática suficiente para prevenir que seu potenciais mais destrutivos sejam realizados. O que é necessário (quebrando com Deleuze) é utilizar as estruturas do capitalismo contra o estado, de uma maneira inteiramente terrorista, de modo a transformar a própria natureza da criatura lovecraftiana de pesadelos em si. Finalmente, poderíamos considerar que a máxima da política que resulta de tais análises xenoeconômicas é esta: “capitalismo [contra o] humano”.

terça-feira, 26 de setembro de 2023

Projeto 1 [Etapa 7]: Conclusão

Como demonstram os dados coletados o problema do esgoto a céu aberto e os impactos negativos sobre a qualidade de vida dos moradores da Vila Frei Orestes apontados pelos estudantes do EJA 1 Noturno da Escola Estadual Antônio Eufrásio de Toledo de Paraisópolis (MG) procedem.

Entretanto, o problema analisado por um viés científico torna ainda mais complicada a hipótese da sua causa bem como de sua solução.

Partimos da hipótese de que o problema teria sua origem em falta de manutenção do poder público do sistema de esgoto. Verificamos, entretanto, que algumas ações foram tomadas pelo poder público depois de reclamações de líderes comunitários e vereadores, muito embora o problema não foi totalmente solucionado, como atestamos presencialmente no local, juntamente com os moradores da comunidade.

O trabalho de campo junto a especialistas também refuta a hipótese de que a canalização seria a solução para o problema da Vila Frei Orestes, pois ela poderá criar um problema ainda mais grave no caso das chuvas torrenciais em que a água não teria para onde escoar.

Cabe então perguntar, diante do conjunto de informações que levantamos, o que deverá ser feito agora para que o problema seja solucionado? De onde está vindo o esgoto visivelmente despejado no ribeirão já que foi feito um trabalho pelo poder público em 2019 para resolver esta questão? Qual a situação da obra feita? Houve ou há monitoramento dos seus resultados? É possível que o problema tenha neste momento uma causa que não estava sendo detectada naquele momento?  Qual o percentual de melhoria em relação à situação no passado? Existem ainda habitações que lançam esgoto diretamente no ribeirão? Como detectar estas habitações e como trabalhar no sentido de esclarecer essas pessoas e, se carentes, fornecer o apoio necessário para obras de correção. Como o poder público pretende agir, de maneira definitiva, para que o ribeirão que margeia a Vila Frei Orestes não seja um fator de risco à saúde de seus moradores?

Compreendemos no curso deste estudo que um problema localizado em um território específico não se restringe a ele, mas possui conexões que o excedem, se conectando com todo o município e com outros municípios. Neste caso específico,  observa-se que não apenas o esgoto da Frei Orestes, mas o conjunto do esgoto produzido na cidade de Paraisópolis é lançado, sem tratamento, no Rio Sapucaí.

O problema do esgoto é, portanto, um problema local, estadual, nacional e, no limite, global. Sua solução demanda ações múltiplas e coordenadas em diferentes escalas, do micro ao macro, envolvendo a comunidade, as instituições e especialistas de diferentes áreas do saber.

Projeto 1 [Etapa 6]: Análise dos dados e teste de hipótese

Visitamos a região do ribeirão na Vila Frei Orestes no dia 26 de setembro de 2023 para 1) verificar as informações obtidas na etapa de coleta de dados; 2) analisar todos os dados coletados; 3) checar nossa hipótese para o problema.


Denúncia dos moradores e dos vereadores em 2017


A denúncia dos problemas gerados no bairro em razão do esgoto a céu aberto procede. Porém, na ocasião o vereador que recebeu a denúncia dos moradores apontou que a solução seria a construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) no município.

De fato, como explicou-nos um especialista em Meio Ambiente, a ETE é de extrema importância, pois ela tratará todo o esgoto produzido na cidade. Entretanto, a Estação de Tratamento será construída no fim de toda cadeia de produção de dejetos.

Ou seja, mesmo com uma ETE, o problema da Frei Orestes pode continuar, pois a região fica antes da ETE.

A questão então continua. Como resolver o problema do esgoto ainda lançado no ribeirão que margeia o bairro?


SAAE


Uma resposta para a questão acima seria de fato a construção de emissários para captação do esgoto produzido no bairro e mesmo em outros bairros que lançam esgoto no ribeirão.


De fato constatamos a existência dos emissários construídos ao lado do ribeirão para captação do esgoto do bairro.


Porém, constatamos que o ribeirão ainda apresenta coloração escura e mau cheiro, o que indica a existência de esgoto sendo lançado diretamente no ribeirão.

É possível que as obras realizadas pelo SAAE a partir de 2019 atenuaram o problema, porém não o resolveram, haja vista as diversas reclamações dos moradores do bairro (mau cheiro, enchente, presença constante de ratos e baratas).

Novas questões então surgem? Os emissários construídos pelo SAAE estão funcionando? Por que há ainda lançamento de esgoto no ribeirão mesmo com os emissários construídos para captar esgoto e levar para a ETE sem passar pelo ribeirão? 

Segundo um especialista ambiental entrevistado, é possível que ainda alguns moradores (casas, comércio, fábricas) não se sabe se do próprio bairro ou de outros bairros, ainda lancem dejetos diretamente no ribeirão.

Segundo ele, seria preciso o setor público e o SAAE 1) avaliarem se os emissários estão realmente funcionando; 2) fazer uma investigação aprofundada juntos aos moradores, com técnicas específicas, para avaliar a existência de redes que ainda lançam esgoto diretamente no ribeirão.

O especialista acrescenta que a canalização seria a pior solução, a não ser que seja feita uma estrutura que suporte o alto volume de chuva nos tempos atuais. Quando você canaliza há o risco, portanto, das manilhas não suportarem o volume de água de chuvas torrenciais. O que pode ser feito são estruturas de contenção feita com pedras e metal tipo alambrado que ajudam a manter a estrutura original do rio, ribeirão.

IBGE


Embora a taxa de esgotamento seja relativamente alta na cidade, quase todo o esgoto produzido pela cidade não é tratado, pois a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) ainda não está em funcionamento. Portanto, a maior parte do esgoto produzido em Paraisópolis é lançado no Rio Sapucaí sem tratamento.


TESTE DE HIPÓTESE

Partimos da hipótese de que o problema do esgoto na Vila Frei Orestes estava, principalmente, associada à falta de manutenção do poder público. Embora essa afirmação não esteja equivocada, ela, a partir de uma pesquisa mais aprofundada, precisa ser melhor determinada.


Outros fatores incidem no problema, pois, como vimos, em 2019 foi realizado um trabalho de captação de esgoto e envio deste para emissários, visando assim evitar o lançamento in natura no ribeirão. Ora, alguma manutenção, portanto, existiu no passado, mas ao mesmo tempo o problema persiste no presente. Cabe então perguntar: o trabalho não foi suficiente? Não houve monitoramento dos seus resultados? Qual o percentual de melhoria em relação à situação no passado? O que deverá ser feito agora para que o problema seja solucionado? De onde está vindo o esgoto visivelmente despejado no ribeirão? É possível que o problema tenha neste momento uma origem distinta? Como o poder público pretende agir?

Nossas observações também refutam a hipótese de que a canalização seria a solução do problema, pois a canalização poderá criar um problema ainda mais grave no caso das chuvas torrenciais em que a água não teria para onde escoar.



Projeto 1 [Etapa 5]: Coleta de informações para formação de um banco de dados

INFORMAÇÕES GERAIS

Especialista em Meio Ambiente

Em entrevista com especialista em Meio Ambiente obtivemos a informação de que em Paraisópolis não há tratamento de esgoto.

Apenas há tratamento de esgoto na empresa APTIV. Entretanto, como Paraisópolis não trata o esgoto, o esgoto tratado pela APTIV é lançado na rede municipal e termina por misturar com esgoto não tratado.

A cidade de Paraisópolis possui dois cursos d'água: o "Ribeirão Santo Antonio" que começa na região da Vila São Luiz. Este ribeirão encontra-se com o "Ribeirão Guedinho" que passa pelo Dr.Geraldo e Água Férrea. Depois estes dois ribeirões se encontram na região da transportadora Pituta, segue até a ETE que está sendo construída e, finalmente, desaguam no Rio Sapucaí.

Como ainda a ETE não está em funcionamento todo esgoto produzido em Paraisópolis vai sem tratamento para o Rio Sapucaí.





IBGE

Dados do Censo de 2010 mostram que o esgotamento sanitário adequado não é 100% no município de Paraisópolis (MG)

Em 2010, o esgotamento sanitário adequado estava na cada dos 83,9%.

Aguardamos informações do Censo 2022 para obter informações atualizadas.



 

 

 

 

 

 

INFORMAÇÕES ESPECÍFICAS

VEREADORES


Em entrevista informal com vereadores e líderes comunitários verificamos que já alguns anos representantes da Vila Frei Orestes os procuram para reclamarem dos problemas causados pela situação do esgoto a céu aberto no Bairro. 

Em um vídeo de 2017, disponível na internet, um vereador, representando os moradores do bairro, denuncia a situação, apontando a necessidade de construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).

Naquela época, o município havia recebido do governo federal uma verba de cerca de 11 milhões para a construção da ETE. Porém, a obra se arrastou por anos. Hoje, a obra está em fase de término.

SAAE


Dois anos depois das reclamações da Câmara Municipal, mais precisamente em maio de 2019, o SAAE, no curso da gestão 2017-2020, iniciou um trabalho na Vila Frei Orestes para resolver a questão do esgoto lançado pelas residências no ribeirão que passa pelo bairro.

Milhares de litros de dejetos que eram derramados in natura no curso d’água passaram a ser captados e enviados a emissários.

Os emissários acompanham a calha do curso d'água. A função deles é não deixar o esgoto cair no curso d'água.




MORADORES

Os moradores reclamam do mau cheiro no bairro, presença constante de ratos e baratas em seus lares. Ao lado do ribeirão há uma quadra utilizada pelos moradores e nela também o mau cheiro provindo do ribeirão é constante. Uma moradora menciona em que épocas de chuvas o ribeirão transborda piorando a situação.


VISITA AO BAIRRO


Visitamos a região do ribeirão na Vila Frei Orestes no dia 26 de setembro de 2023. De fato constatamos a existência dos emissários construídos ao lado do ribeirão para captação do esgoto do bairro, como informado pelo SAAE.

Porém, constatamos que o ribeirão ainda apresenta coloração escura e mal cheiro, o que indica a existência de esgoto ainda sendo lançado diretamente no ribeirão.


Referências


IBGE. Panorama. 2010.
Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/paraisopolis/panorama Acesso em: 26 set. 2023.

SAAE. Saae inicia a retirada de esgoto das casas da Vila Frei Orestes. 13/05/2019. Disponível em: https://www.paraisopolis.mg.gov.br/noticia/1378/SAAE-inicia-a-retirada-de-esgoto-das-casas-da-Vila-Frei-Orestes-que-e-lancado-em-ribeirao.  Acesso em: 26 set. 2023.

Projeto 1 [Etapa 4]: Delimitação do problema, hipóteses e fontes de informação


Em sala de aula definimos o problema do esgoto a céu aberto na Vila Frei Orestes para pesquisa aprofundada.

Também, na sequência, estipulamos uma hipótese da causa do problema: 


Transcrição da hipótese formulada por alunos do EJA 1 Noturno: "O problema é porque não é encanado, tudo aberto. Chove, faz enchente. É encanado para cima do Pituta, e na "parte" mais carente está a céu aberto. Falta manutenção. Uma falta de competência da Prefeitura".

Seguindo as etapas do método científico, definimos algumas fontes de informação para formação de um banco de dados visando uma melhor compreensão do problema e também para a verificação da hipótese formulada pelos estudantes.

Observação: Cada etapa da pesquisa servirá como avaliação da turma.

Fontes de informação a serem consultadas para formação de banco de dados da pesquisa e análise subsequente:

- Moradores da Vila Frei Orestes

- Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Paraisópolis

- Câmara Municipal

- SAAE - Serviço Autônomo de Água e Esgoto - O SAAE é uma Autarquia Pública Municipal criada pela Lei n.° 1.846 de 05 de Dezembro de 2001. O início de suas atividades deu-se no mês de Julho de 2002, com o objetivo foi o de melhorar o fornecimento de água aos munícipes de Paraisópolis

Em 15 de Outubro de 2004 foi inaugurada a Estação de Tratamento de Água situada à Av. São Vicente de Paula, tal obra possibilita o fornecimento de água tratada e de qualidade ao município e também aos Bairros Rurais Ribeirão Vermelho e Inácios. A ETA possui laboratório de análises físico-químicas e bacteriológicas completo, e possui capacidade nominal de operar 60 litros/segundo e atualmente opera 45 litros/segundo em média. Os recursos empregados na construção da ETA foram provenientes das contas de água pagas pelos usuários mensalmente.

Com os projetos da Estação de Tratamento de Esgoto já finalizados, o SAAE está em fase de captação de recursos junto aos Governos Estadual e Federal, para que mais esta obra de grande importância à população e meio ambiente seja realizada.



Referências

SAAE. Site do SAAE. Disponível em: https://www.saaeparaisopolis.mg.gov.br/o-que-e-o-saae