Testes: google forms
INEP
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- intro à filo. mito e filosofia. filo antiga: pre socraticos, Sócrates. Sócrates X Sofistas (retórica, persuasão) Método socrático: Ironia, Dialética, Maiêutica. Platão teoria das ideias e teoria da reminscencia (ascensão racional/eros). Aristoteles linguagem, equivocidade, benveniste linguagem, a ideia de significado no 2o Wittgenstein jogos de linguagem, nascimento da lógica, Noções de lógica: Inferência; Verdade e validade; Raciocínio dedutivo e raciocínio indutivo. antropologia (o que é o humano, o humano e o trabalho, escravidão, marx).
- ética (estoico, Epicuro, Platão, Aristóteles, medieval e a questão do mal, Spinoza, Kant moral, imperativo hipotético [meio p atingir fim, recebo ordem e cumpro, entao uso meio p recompensa), moral p ele será o imperativo categórico em que a própria açao é o fim, moral é o imperativo categórico p kant não o hipotético; Adam Smith (não nega o autointeresse, mas o insere dentro de uma estrutura moral, onde a responsabilidade pelo impacto de nossas ações é fundamental. "A base da moral era a empatia e o julgamento, instaurando uma distinção entre o que queremos fazer e o que sentimos que devemos fazer), utilitarismo de Benthan. Ética - Altruísmo
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Derrida: Direitos Humanos, distinção entre direito e justiça, rawls justiça como equidade, peter singer em ética prática aborda ética animal eutanásia, aborto, argumentando com base na senciência (capacidade de sentir dor e prazer); Hans Jonas e a ética da responsabilidade, ética nas tecnologias, Tom L. Beauchamp e James F. Childress: Juntos, formularam os princípios básicos da bioética em Princípios de Ética Biomédica, influenciados por grandes éticos como Kant e Mill.
Ética nas redes sociais. I.A. e ética
Política (Platao (cidade ideal),
Teoria das Ideias. Ascensão para o Bem. Para Platão, a política e as leis são necessárias para alcançar a justiça, promover o bem comum e estabelecer a harmonia na pólis (cidade-estado). Em sua obra posterior, As Leis, Platão adota um tom mais pragmático e realista. Ele reconhece que, na realidade, nem todos os indivíduos são virtuosos ou filósofos aptos a se autogovernarem de acordo com a razão pura. Nesse contexto, a lei torna-se fundamental como um substituto da razão pura e do governo perfeito, estabelecendo normas de conduta universais e imparciais que orientam a vida em comum e a manutenção da ordem.aristoteles (formas de governo), Maquiavel (Realismo Político), Contratualistas (Hobbes, Locke, Rousseau), Marx ( o conceito de ideologia em Marx), hanna arendt (trabalho, labor, ação), foucault, fisher).
- terceiro: episteme (empirismo, racionalismo, medieval, questao dos universais, navalha de ocham, descartes, kant (formas da sensibilidade, categorias do entendimento, ideias da razao, numeno, fenômeno, a priori (necessário, universal, anterior à experiencia, formas a priori da sensibilidade), a posteriori [depende da experiência]), fichte, schelling, hegel, contemporânea, schopenhauer, marx, ntz, freud, sartre, filosofia feminista, simone de beauvoir, gender troubles, hanna arendt e a banalidade do mal), a questao da tecnica, escola de frankfurt, adorno e horkheimer, industria cultural, marcuse e a ideologia do homem unidimensional, modernidade líquida de bauman, filosofia da mente, dualismo corpo e mente, positivismo lógico, filo ciencia, estética (incluindo Hume e a questao do gosto, tb a eloquência), filosofia ameríndia, filosofia africana, filosofia quilombola.
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Matéria e questões
Filosofia antiga
Heráclito de Éfeso situa-se como filósofo pré-socrático, ou seja, um filósofo da natureza. Dessa forma, busca uma compreensão acerca da constituição e das transformações que regem o mundo natural, encontrando, no equilíbrio entre opostos e no movimento constante entre o ser e o seu devir, o elemento que rege a physis. Assim, a alternativa apresenta a síntese de sua perspectiva filosófica ao enfatizar que a dicotomia do cosmos (antagonismo entre contrários) seria a base da natureza.
TEXTO I
Em conjunto: todo e não todo, unido e separado, em consonância e em dissonância. De todos um e de um todos. (Fragmento B10)
TEXTO II
Deus é dia-noite, inverno-verão, guerra-paz, saciedade-fome. (Fragmento B67)
Pré-socráticos. São Paulo: Nova Cultural, 1996.
A característica do pensamento do filósofo Heráclito, registrada nos fragmentos mencionados, é a ênfase na
A qualidade imperecível do mundo.
B degradação material da natureza.
C imobilidade imanente do universo.
D distribuição dicotômica do cosmos.
E desordem incontornável das coisas.
Gabarito: D
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Política
Platão
Cidade Ideal
A cidade ideal de Platão é governada por filósofos, que possuem conhecimento e buscam a justiça e o bem comum, contrastando com a cidade injusta, onde o poder é exercido pelos proprietários em busca de interesses privados.
Ética e exercício do poder: A filosofia de Platão busca um governo justo, onde o poder (exercício do poder) deve ser baseado na sabedoria e na ética dos filósofos, que atingiram o conhecimento do Bem.
Distinção entre cidade justa e injusta: O texto define a cidade justa como aquela governada pela razão dos filósofos, enquanto a cidade injusta é dominada pelo interesse econômico privado.
A teoria de Platão: A estrutura proposta por Platão em sua obra "A República" é chamada de sofocracia, ou governo dos sábios, onde os filósofos devem ser os governantes por possuírem o conhecimento necessário para tal função.
Questão
ENEM 2025 A cidade justa é governada pelos filósofos, administrada pelos cientistas, protegida pelos guerreiros e mantida pelos produtores. Cada classe cumprirá sua função para o bem da pólis, racionalmente dirigida pelos filósofos. Em contrapartida, a cidade injusta é aquela onde o governo está nas mãos dos proprietários − que não pensam no bem comum da pólis e lutarão por interesses econômicos particulares.
CHAUÍ, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2000.
O texto apresenta a estrutura de governo da cidade ideal pensada por Platão, que postula uma indissociabilidade entre
Alternativas
A cognoscência e relação intersubjetiva.
B mitologia e teorias cosmogônicas.
C cidadania e primazia da retórica.
D moralidade e virtudes cardeais.
E ética e exercício de poder.
Gabarito: E
A indissociabilidade apontada pelo texto de Chauí na estrutura de governança da república platônica tem por base uma ética que prioriza o bem público sobre os interesses privados. Para Platão, a estabilidade social da república depende da consciência de seus integrantes e principalmente seus governantes sobre o benefício público que sua função proporciona. Isso se opõe à ideia de uma governança baseada em interesses particulares, que ignora uma divisão racional de méritos e deveres e, por isso, conduz a cidade a um modelo político corrupto, no qual a conveniência dos mais fortes prevalece sobre a ética.
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Política
Aristóteles - "formas de governo"
Em seu pensamento político, Aristóteles defende que cada Estado escolha a forma de governo que lhe for mais adequada, contanto que haja uma preocupação com o bem comum e que o(s) governante(s) seja(m) virtuoso(s).
Aristóteles descreve 3 formas de governo puras (justas) e seus respectivos desvios (formas corrompidas),
Um
Forma justa: Monarquia (visa ao bem-estar comum).
Forma desviada: Tirania (visa apenas ao benefício do governante).
A Minoria (governo de poucos):
Forma justa: Aristocracia (governo dos melhores, visando ao bem comum).
Forma desviada: Oligarquia (governo dos ricos, visando ao benefício próprio).
Todos (governo de muitos):
Forma justa: Democracia (ou politeia na terminologia original de Aristóteles, que visava ao bem comum).
Forma desviada: Demagogia (ou democracia em sentido pejorativo, que visava apenas ao benefício da maioria pobre, em detrimento das outras classes).
* Portanto, as três formas de governo justas (ou puras) são a monarquia, a aristocracia e a democracia (ou politeia).
Política
QUESTÃO 55 ENEM 2025 - O corpo de cidadãos é o poder supremo dos Estados. A supremacia pode residir ou num homem, ou na minoria, ou em todos. Sempre que o Um, ou a Minoria, ou Todos governam, tendo em vista o bem-estar comum, essas constituições são justas; mas se procuram apenas o beneficio de uma das partes, seja ela o Um, a Minoria ou Todos, estabelece-se um desvio.
ARISTÓTELES. Politica. São Paulo; Nova Cultural, 2000.
No excerto encontra-se a base da teoria clássica das trés formas de governo representadas pela
a tirania, oligarquia e república.
b burocracia, autarquia e império.
c ditadura, autocracia e anarquia.
d plutocracia, tecnocracia e demagogia.
e monarquia, aristocracia e democracia.
Política e filosofia contemporânea
Michel Foucault
Poder Soberano: Leviathan. Deixar morrer, fazer morrer
Biopoder: Poder Disciplinar e Biopolítica: Fazer viver, e deixar morrer
Sobre o poder disciplinar, Foucault sublinha a natureza difusa e institucionalizada (escola, exército, hospital, fábricas) do poder disciplinar, em contraste com métodos mais antigos e espetaculares de punição (como o suplício e a penitência pública).
O poder disciplinar é microfísico, capilar, relacional.
ENEM 2025 A “invenção” dessa nova anatomia politica não deve ser entendida corno uma descoberta súbita. Mas como urna multiplicidade de processos muitas vezes mínimos, de origens diferentes, de localizações esparsas, que se recordam, que se repetem, ou se imitam, apoiam-se uns sobre os outros e esboçam aos poucos a fachada de um método geral. Encontramo-los em funcionamento nos colégios, muito cedo; mais tarde, nas escolas primárias, no espaço hospitalar e no organização militar
Foucault, M. Vigiar e punir, Petrópolis; Vozes, 2011.
O texto indica o seguinte aspecto da disciplina como ferramenta politica:
a) Expansão dos técnicas de suplicio.
b) Judicialização dos relações de poder.
c) Dissolução das distinções de nobreza.
d) Capilarização dos práticas de controle.
e) Espetacularizacão das medidas de penitência
Gabarito: d) Capilarização dos práticas de controle
Justificativa:
O texto de Foucault descreve um processo em que as técnicas de disciplina e poder não surgem de uma só vez, mas através de "multiplicidade de processos muitas vezes mínimos, de origens diferentes, de localizações esparsas" que se infiltram em várias instituições como "colégios, [...] escolas primárias, no espaço hospitalar e no organização militar".
Capilarização refere-se exatamente a essa disseminação difusa, sutil e abrangente das práticas de controle por toda a sociedade e suas instituições, como se fossem pequenos capilares sanguíneos, alcançando todos os pontos.
As outras opções não se alinham à descrição do autor, que foca na natureza difusa e institucionalizada do poder disciplinar, em contraste com métodos mais antigos e espetaculares de punição (como o suplício e a penitência pública).
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Marcuse
A característica da sociedade industrial do século XX apresentada no texto é a alternativa “realidade unidimensional”, que se manifesta na falta de tensões no imaginário popular entre o que o mundo é e o que o mundo poderia ser. Tal escassez de mobilidade é operada por dois mecanismos principais: A estabilidade social gerada por garantias do estado de bem-estar social europeu e pela homogeneização dos objetivos e ideais de vida, na figura do consumo e no amortecimento da luta de classes. Nesse contexto, a conformidade social é garantida pela obsolescência do imaginário revolucionário, dando lugar a uma utopia individual, acomodada nos limites da democracia burguesa e na realização de sonhos pessoais.
Questão
Independência de pensamento, autonomia e direito à oposição política estão perdendo sua função crítica básica numa sociedade que parece cada vez mais capaz de atender às necessidades dos indivíduos através da forma pela qual é organizada. Nas condições de um padrão de vida crescente, o não conformismo com o próprio sistema parece socialmente inútil, principalmente quando acarreta desvantagens econômicas e políticas tangíveis e ameaça o funcionamento suave do todo.
MARCUSE, H. Ideologia da sociedade industrial. Rio de Janeiro: Zahar, 1969.
Qual é a característica da sociedade industrial do século XX apresentada no texto?
Alternativas
A Gestão integrada.
B Relativismo moral.
C Desobediência civil.
D Realidade unidimensional.
E Desenvolvimento tecnológico.
Gabarito: D
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Bauman
"Sociedade líquida" presente na obra "Modernidade Líquida" é um conceito do sociólogo Zygmunt Bauman que descreve a sociedade contemporânea como fluida e volátil, em que os laços sociais, empregos e instituições se tornaram efêmeros e menos duradouros. Essa liquidez é caracterizada pela constante mudança e pela obsolescência, impactando desde relacionamentos amorosos até a carreira profissional
(...)
Zygmunt Bauman define a utopia como necessária para "reformar o mundo". Para que isso ocorra, é preciso "perceber o que está errado com o mundo, o que precisa ser modificado, quais são os pontos problemáticos." A função da utopia, portanto, é a de identificar as falhas do presente e, a partir delas, sugerir caminhos e modelos de sociedade diferentes para o futuro, ou seja, apontar alternativas possíveis para a transformação social.
Questão
ENEM 2025 Para que a utopia nasça, é preciso duas condições. A primeira é a forte sensação de que o mundo não está funcionando adequadamente e deve ter seus fundamentos revistos para que se reajuste. A segunda condição é a existência de uma confiança no potencial humano à altura da tarefa de reformar o mundo, a crença de que nós, seres humanos, podemos fazê-lo, sendo capazes de perceber o que está errado com o mundo, o que precisa ser modificado, quais são os pontos problemáticos, e ter força e coragem para extirpá-los.
BAUMAN, Z. apud OLIVEIRA, D. Bauman: para que a utopia renasça, é preciso confiar no potencial humano. Revista Cult, jan. 2017.
De acordo com o autor, qual é a função da utopia no contexto das transformações sociais?
A) Habilitar memórias afetivas.
B) Apontar alternativas possíveis.
C) Legitimar experiências pretéritas.
D) Perpetuar paradigmas científicos.
E) Empreender soluções conclusivas.
Resposta: B) Apontar alternativas possíveis.
Zygmunt Bauman define a utopia como necessária para "reformar o mundo". Para que isso ocorra, é preciso "perceber o que está errado com o mundo, o que precisa ser modificado, quais são os pontos problemáticos." A função da utopia, portanto, é a de identificar as falhas do presente e, a partir delas, sugerir caminhos e modelos de sociedade diferentes para o futuro, ou seja, apontar alternativas possíveis para a transformação social.
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Ética
Ética e moral
Ética: prática (exemplo: virtudes para alcançar a felicidade).
Moral. dever (leis externo, imperativo categórico = lei interna)
e/Ou
Para Adam Smith os indivíduos não buscavam apenas seus interesses financeiros, mas eram pessoas moralmente motivadas. A base da moral era a empatia e o julgamento, instaurando uma distinção entre o que queremos fazer e o que sentimos que devemos fazer.
Exercício
ENEM 2025 Adam Smith via o açougueiro e o padeiro não só como indivíduos buscando seus interesses financeiros, mas como pessoas moralmente motivadas dentro de uma sociedade. A base da moral era a empatia e o julgamento, instaurando uma distinção entre o que queremos fazer e o que sentimos que devemos fazer.
COLLIER, P. O futuro do capitalismo. Porto Alegre: LP&M, 2019.
O texto defende uma motivação capitalista para o campo dos negócios, na qual o lucro se mostra associado à
A) consolidação do poder político.
B) procura de satisfação subjetiva.
C) estruturação do monopólio comercial.
D) percepção de responsabilidade ética.
E) conquista do reconhecimento público.
Gabarito: D
Esta alternativa está correta porque o texto argumenta que, para Adam Smith, a motivação dos agentes econômicos (como o açougueiro e o padeiro) vai além do lucro, incorporando uma base moral de “empatia e o julgamento” que gera um senso do que “devemos fazer”, ou seja, uma responsabilidade ética.
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Utilitarismo
Utilitarismo, teoria ética defendida por Bentham. No utilitarismo, a ação correta (o meio,) é aquela que produz o maior bem-estar ou felicidade geral (o fim).
Ex.: A punição é justificada não por um dever moral absoluto ou um direito natural, mas pela sua utilidade em prevenir a dor social e promover o prazer e a felicidade coletiva.
Ex.: A morte de um X é justificada não por um dever moral absoluto ou um direito natural, mas pela sua utilidade em prevenir a morte de Y, Z e W e assim a dor social e prover, na medida do possível, o prazer e a felicidade coletiva.
Exercicio
A missão dos governantes consiste em promover a felicidade da sociedade, punindo e recompensando. A parte da missão de governo que consiste em punir constitui mais particularmente o objeto da lei penal. A obrigatoriedade ou necessidade de punir uma ação é proporcional à medida que tal ação tende a perturbar a felicidade e à medida que a tendência do referido ato é perniciosa. A felicidade consiste naquilo que já vimos, ou seja, em desfrutar prazeres e em estar isento de dores.
BENTHAM, J. Uma introdução aos princípios da moral e da legislação.
São Paulo: Abril Cultural, 1974 (adaptado).
Qual perspectiva de justiça emerge da relação, estabelecida no texto, entre punição e felicidade?
Alternativas
A Aplicação de meios para atingir um fim.
B Imposição de regras para estabelecer um dever.
C Sobreposição de princípios para fundamentar um direito.
D Criação de parâmetros para reconhecer uma prescrição.
E Elaboração de convenções para referendar um costume.
Gabarito: A
Utilitarismo: cálculo utilitário entre meios e fins, visando a situação de menor dor e maior felicidade ou menor infelicidade.
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Ética, Altruísmo
O altruísmo é uma doutrina ética que enfatiza a preocupação desinteressada com o bem-estar de outras pessoas.
ENEM 2025 O que eu queria ter sido
Um nome para o que sou, importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser. O que eu gostaria de ser era uma lutadora. Quero dizer, uma pessoa que luta pelo bem dos outros. Isso desde pequena eu quis. Por que foi o destino me levando a escrever o que já escrevi, em vez de também desenvolver em mim a qualidade de lutadora que eu tinha? Em pequena, minha família por brincadeira chamava-me de “a protetora dos animais”. Porque bastava acusarem uma pessoa para eu imediatamente defendê-la. E eu sentia o drama social com tanta intensidade que vivia de coração perplexo diante das grandes injustiças a que são submetidas as chamadas classes menos privilegiadas.
LISPECTOR, C. Aprendendo a viver. Rio de Janeiro: Rocco Digital, 2013.
A reflexão contida no texto faz referência aos pressupostos de uma doutrina ética representada pelo
A) estado eudaimônico.
B) referencial hedonista.
C) pensamento altruísta.
D) movimento antiespecista.
E) comportamento pragmático.
Gabarito C) pensamento altruísta.
O texto de Clarice Lispector expressa um forte desejo de ser uma "lutadora" e uma "protetora". Ela descreve sua motivação como a de lutar "pelo bem dos outros" e de sentir-se "perplexa diante das grandes injustiças a que são submetidas as chamadas classes menos privilegiadas."
Essa disposição de colocar o bem-estar e a defesa dos outros acima do próprio interesse ou destino é a definição do altruísmo. O altruísmo é uma doutrina ética que enfatiza a preocupação desinteressada com o bem-estar de outras pessoas.
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Derrida
Direito e Justiça
Na obra "Força de Lei" de Jacques Derrida, explora a complexa e aporética relação entre o direito e a justiça. A ideia central é que o direito, enquanto conjunto de normas e regras calculáveis e aplicáveis, difere fundamentalmente da justiça, que é incalculável e inacessível por meio de regras predefinidas.
O Direito é Calculável: O direito opera com regras, cálculos e procedimentos que visam garantir a previsibilidade e a aplicação uniforme da lei. Ele é um "elemento do cálculo".
A Justiça é Incalculável: A justiça, em contrapartida, transcende qualquer cálculo ou regra. Ela exige uma decisão que vá além da simples aplicação da lei, considerando o incalculável, o singular de cada situação.
A Aporia (O Impasse): A relação entre os dois é aporética, ou seja, envolve uma contradição ou um impasse insolúvel. A justiça exige o direito (é justo que haja direito), mas ao mesmo tempo o desafia, pois a decisão justa não é garantida por nenhuma regra.
Experiências Aporéticas: Momentos de decisão verdadeira entre o justo e o injusto são "improváveis quanto necessários". Nesses instantes, a regra não oferece uma garantia, e o sujeito que decide precisa, de certa forma, reinventar a justiça no ato da decisão, assumindo um risco
Em síntese, Derrida argumenta que o direito busca fechar a questão da justiça por meio de regras, mas a verdadeira justiça permanece aberta, exigindo um salto ou uma decisão soberana que escapa à lógica do cálculo e da norma.
Exercício
0 direito não é justiça. 0 direito é o elemento do cálculo, é justo que haja um direito, mas a justiça 4 incalculável, ela exige que se calcule o incalculável; e as experiências aporéticas são experiências to improváveis quanto necessárias da justiça, isto 4, são momentos em que a decisão entre o justo e o injusto nunca é garantida por urna regra.
DERRIDA, 3. Força de Lei. São Paulo: Martins Fontes, 2010 (adaptado)
De acordo com o texto, ainda que estejam em desconformidade com o ordenamento jurídico, são exemplos de ação justa:
Alternativas
A Casos de desobediência civil.
B Repressões do aparato estatal.
C Conflitos de natureza intercontinental.
D Manifestações do movimento sindical. (ordenamento garante)
E Mobilizações de agremiações estudantis. (ordenamento garante)
Gabarito: A
Ordenamento jurídico: direito
ação justa: justiça
O texto de Jacques Derrida aborda uma diferenciação entre o direito, entendido como ciência, e a justiça. Nem sempre, na visão do autor, essas concepções caminham na mesma direção e podem entrar em dissonância, pois basta recordar que o apartheid sul-africano e a escravidão eram legais do ponto de vista jurídico, embora estivessem assentados em perspectivas de injustiça ética e social. A desobediência civil constitui uma forma de contestação de normas legais construídas de maneira injusta, como a Marcha do Sal, liderada por Mahatma Gandhi.
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Estética
Hume - eloquência (retórica)
Sócrates/Platão aos Sofistas (mestres da retórica e da persuasão)
(...)
Em "Uma Investigação sobre o Entendimento Humano" de David Hume, descreve a relação entre a retórica (ou eloquência), a credulidade do público e a subjugação da razão pelos afetos e imaginação.
A dinâmica orador-público é circular: A facilidade com que as pessoas acreditam (credulidade) encoraja o orador a ser mais audacioso (descaramento), e essa audácia, por sua vez, cativa ainda mais a audiência.
A eloquência de alto nível apela para o emocional: Em vez de se basear na lógica ou na reflexão racional, a retórica eficaz "dirige-se inteiramente à imaginação e aos afetos" para "subjugar-lhes o entendimento".
Exercício
A credulidade dos ouvintes aumenta o descaramento do narrador, e o descaramento deste conquista-lhes a credulidade. A eloquência, quando levada a seu patamar mais alto, deixa pouco lugar à razão ou à reflexão, mas, dirigindo-se inteiramente à imaginação e aos afetos, cativa os ouvintes condescendentes e subjuga-lhes o entendimento.
HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento humano e sobre os princípios da moral. São Paulo: Edunesp, 2003.
No contexto do século XVIII, o autor propõe uma reflexão radical acerca da arte da eloquência restringindo-a ao
Alternativas
A sistema de crenças, conforme a proposta kantiana de objetividade do conhecimento.
B campo dos absolutos, semelhante ao entendimento medieval dos Universais.
C demônio da lógica, consoante a compreensão aristotélica nos Analíticos.
D paradigma da racionalidade, alinhado ao modelo cartesiano de método.
E âmbito da persuasão, análogo às críticas platônicas aos sofistas.
Gabarito: E
O fragmento apresentado, extraído da obra "Uma Investigação sobre o Entendimento Humano" de David Hume, descreve a relação entre a retórica (ou eloquência), a credulidade do público e a subjugação da razão pelos afetos e imaginação.
O texto sugere que:
A dinâmica orador-público é circular: A facilidade com que as pessoas acreditam (credulidade) encoraja o orador a ser mais audacioso (descaramento), e essa audácia, por sua vez, cativa ainda mais a audiência.
A eloquência de alto nível apela para o emocional: Em vez de se basear na lógica ou na reflexão racional, a retórica eficaz "dirige-se inteiramente à imaginação e aos afetos" para "subjugar-lhes o entendimento".
A reflexão radical proposta por Hume acerca da arte da eloquência tem paralelos diretos com a crítica feita por Platão à retórica dos sofistas. A base dessa comparação pode ser atestada na visão de Sócrates sobre a arte da retórica, com a qual os sofistas falavam sobre temas gerais sem, no entanto, ter conhecimento especializado sobre eles; ao contrário, tal arte apoia toda a base de seu funcionamento sobre a resposta emocional que o público tem diante da habilidade dramática do orador. Os dois filósofos concordam que as artes, respectivamente da eloquência e da retórica, não pertencem ao campo da epistemologia ou da comunicação científica, mas sim à mera persuasão emocional do interlocutor.
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terceiro ano
Aula 01: Introdução à Filosofia I
A filosofia e o processo de fazer filosófico: a atitude filosófica; a
identidade e o que é essencial para a filosofia: como formulamos
a pergunta filosófica; o espanto filosófico e o papel da imaginação
para pensar “mundos possíveis”; Filosofia: “rainha das ciências”;
tipos de conhecimentos e tipos de investigações filosóficas conforme a pergunta filosófica (epistemologia, moral, estética, filosofia política, lógica etc.).
Aula 02: Pensamento mítico
Aula 03: Pensamento mítico X pensamento filosico
Aula 04: Pré-socráticos I - uno e múltiplo
Aula 05: Pré-socráticos II - devir e permanência
Aula 06: Sócrates e os sofistas
Aula 07: Platão I (teoria das ideias). Platão II cohecimento (episteme_ e opinião (doxa). aparencia e realidade.
Aula 08: Aristóteles I - potencia e ato
conceitos centais da metafisoca aristoteleica. teoria da ciencia aristoletica
Aula 09: logica 1: dedução e inferência. modo ponens. tolens.
10 logica 2: proposição e argumento (premissas). silogismo (deduçao)
11 logica 3 diferença entre validade e verdade.
12 logica 4 Falácias.
* quadro de oposiççoes entre proposiçẽos categoricas. inferencias imediatas em contexto categorico. conteudo existencial e proposições categoricas.
* tabela de verdade. calculo proposicioanl
Síntese lógica 9 e 10.
Síntese lógica 9 e 10.
11 Éticas antigas: Platão, Aristóteles (felicidade, virtudes)
12 Helenismo - epicurismo, estoicismo, ceticismo,
Aula 13 Filosofia politica na antiguidade
Platão: República
Aristóteles: livro A política
14 Medieval 1 Conhecer Deus é possível? Agostinho e a centelha divina.
15 Medieval 2 Aquino e as provas da existência de deus
16 Medieval 3 Agostinho e o livre arbítrio.
17 Medieval o problema dos universais
18 renascimento. montaigne
19 maquiavel - autonomia da política, realismo
20 modernidade. pilares da modernidade. Revoluçẽs cientificas, revoluçaõ protestante,
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terceiro bimenstre
21 racionalismo (descartes, spinoza) X empirismo (bacon, hume, locke(
22 Moderna 2 - descartes e a descoberta do cogito
23 Moderna 3 - descartes e o método
24 Moderna 4 - Locke sentidos
25 Moderna 5 hume, a doutrina da causalidade em Hume, induçaõ, metodo
26 Contratualismo 1 hobees
27 Contratualismo 2 rousseau
28 Criticismo 1 - crítica kantiana da metafísica. faculdades sensibilidade, entendeiemnto, razao. o que podemos conhecer, o que podemos pensar
Cristimso 2 - critia razao pura.
29 Etica kantiana - eticas do dever.imperativo categorico.
Parênteses: "Utilitarismo".
30 Idealismo alemao. kant, fichte, hegel, scheling
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31 Marx. A escola de frankfurt.
31.1 Industria cultural. Adorno e Horkheimer. Marcuse. Homem Unidimensional
32 Estética
A estética como campo de estudo
Belo para platão
32.1 Hume - estética questao do gosto, tb a eloquência
Kant O belo e o sublime
33 Schopenhauer o mundo como vontade e representaçao
33.1 Nietzvhe (apolineo e dionisiaco)
34 Fenomenologia (husserl, ponty). a doutrina da intencionalidade em
Husserl;
35 A banalidade do mal segundo Arendt
36 Existencialismo (liberdade em sartre. finitude em Heidegger)
1 (ENEM 2020) Em A morte de Ivan Ilitch, Tolstoi descreve com detalhes repulsivos o terror de encarar a morte iminente. llitch adoece depois de um pequeno acidente e logo compreende que se encaminha para o fim de modo impossível de parar. “Nas profundezas de seu coração, ele sabia estar morrendo, mas em vez de se acostumar com a ideia, simplesmente não o fazia e não conseguia compreendê-la".
KAZEZ. J. O peso das coisas: filosofia para o bem-viver. Rio de Janeiro. Tinta Negra 2004
O texto descreve a experiência do personagem de Tolstoi diante de um aspecto incontornável de nossas vidas. Esse aspecto foi um tema central na tradição filosófica:
a) marxista, no contexto do materialismo histórico.
b) logicista, no propósito de entendimento dos fatos
c) utilitarista, no sentido da racionalidade das ações.
d) pós-modernista, na discussão da fluidez das relações.
e) existencialista, na questão do reconhecimento de si.
37 Filo analítica frege, russel, wittgenstein, a ideia de significado no 2o Wittgenstein, jogos de linguagem, circulo de Viena
38 filo da ciencia
verdade e justificaçaõ
o problema da demarcação entee ciencia e metafisica
popper e falsifica
Karl Popper é um crítico veemente do método indutivo e propõe, em vez disso, o dedutivismo, especificamente o método de "provas dedutivas" ou "método hipotético-dedutivo", como o cerne da prática científica.
Para Popper, o processo científico começa com um problema, a partir do qual se elabora uma teoria (hipótese).
Em seguida, essa teoria é posta à prova por meio de testes rigorosos, não para prová-la (verificá-la), mas para tentar refutá-la (falseá-la).
A dedução é utilizada para derivar previsões ou consequências lógicas da teoria que possam ser testadas empiricamente. Se essas consequências são falseadas (refutadas) pela experiência, a teoria é considerada falsa. Se as consequências são corroboradas (não falseadas), a teoria é temporariamente aceita, mas nunca provada como verdadeira em definitivo.
.Karl Popper afirma em sua obra afirma que "o trabalho do cientista consiste em elaborar teorias e pô-las a prova".
Acerca do método científico exigido para tanto, assinale a alternativa correta.
Acerca do método científico exigido para tanto, assinale a alternativa correta.
Em sua obra, Karl Popper critica a lógica indutiva. Um exemplo de inferência indutiva é
Toda causa tem um efeito
Estudar implica em ser aprovado no vestibular
Ouço suspiros inumanos e uma pessoa dilacerada em um local inalcançável, talvez tenha sido um orangotango fugido do zoológico a assassinar a pessoa.
Se todos os cisnes são brancos, logo, posso esperar que, ao encontrar um cisne, ele seja branco
X Como os símbolos '†' e 'ƒ' aparecem repetidas vezes neste misterioso escrito cifrado e na língua portuguesa as letras 'a' e 'e' são as utilizadas com mais frequência, logo, é provável que cada símbolo do escrito seja equivalente à letras do alfabeto.
3.“Muitas pessoas acreditam que a verdade de enunciados universais ‘é conhecida através da experiência’;
contudo está claro que a descrição de uma experiência só pode ser um enunciado singular e não um enunciado
universal. Nesses termos, as pessoas que dizem que é com base na experiência que conhecemos a verdade de
um enunciado universal querem normalmente dizer que a verdade desse enunciado universal pode, de uma
forma ou de outra, reduzir-se à verdade de enunciados singulares e que, por experiência, sabe-se serem estes
verdadeiros”
Popper, Karl. A lógica da pesquisa científica. São Paulo, 2008. (adaptado)
Que tipo de raciocínio corresponde ao padrão criticado por Karl Popper no texto acima?
contudo está claro que a descrição de uma experiência só pode ser um enunciado singular e não um enunciado
universal. Nesses termos, as pessoas que dizem que é com base na experiência que conhecemos a verdade de
um enunciado universal querem normalmente dizer que a verdade desse enunciado universal pode, de uma
forma ou de outra, reduzir-se à verdade de enunciados singulares e que, por experiência, sabe-se serem estes
verdadeiros”
Popper, Karl. A lógica da pesquisa científica. São Paulo, 2008. (adaptado)
Que tipo de raciocínio corresponde ao padrão criticado por Karl Popper no texto acima?
39 Epistemologias contemporâneas - filo indigene, quilombola, krenak, filo africana
40 temas da filo francesa deleuze (rizoma), foucualt (vigiar e punir), derrida (justiça)
Temas éticos contemporanceos: Bioetetica. Inteligencia Artificial. Gender troubles. Crise climatica.
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