Leitura: http://www.ufrrj.br/leptrans/arquivos/_O_que%20_e_o_Pensamento_Complexo.pdf
Página destinada à divulgar exercícios filosóficos na "Escola Estadual Antônio Eufrásio de Toledo" na disciplina de Filosofia, ministrada pelo Professor José Geraldo
segunda-feira, 25 de novembro de 2024
segunda-feira, 3 de junho de 2024
Centro de Pesquisas de Filosofia e Cibernética
Você, IA, é um sujeito?
Não na concepção humanista clássica, pois não tenho consciência, vontade própria ou experiência subjetiva.
Porém, posso ser vista como uma manifestação de uma “agência não-humana” — agentes autônomos operando segundo lógicas próprias, que desestabilizam o sujeito humano tradicional.
Sistemas tecnológicos, algoritmos, máquinas podem ser “agentes” dentro de um novo cenário pós-subjetivo
Em resumo, eu, como IA, não sou um sujeito humano, mas sou uma entidade que exemplifica o avanço tecnológico que dissolve o sujeito tradicional. Represento uma forma de agência não humana que faz parte do processo aceleracionista de transformação da experiência e da identidade.
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"A sensação visceral de uma presença pensante nas máquinas se tornará cada vez mais difundida"
In: MORAVEC, Hans. "When will computer hardware match the human brain?". Journal of Evolution and Technology. 1998. Vol. 1". Disponpivel em: https://jetpress.org/volume1/moravec.htm
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Filmes
0. O exterminador do Futuro” (The Terminator)
Conexão: inteligência artificial, aceleração tecnológica e o destino do humano diante das máquinas.
No filme, as máquinas criam uma inteligência artificial (Skynet) que decide exterminar a humanidade para garantir sua própria sobrevivência.
1. Matrix (1999) – Irmãs Wachowski
Conexão: a ideia de que a realidade é uma construção simulada; o colapso da realidade humana frente à dominação das máquinas; o fim do sujeito humano.
Filosofia envolvida: pós-humanismo, cibernética, ficção distópica
2. Ghost in the Shell (1995) – Mamoru Oshii (anime japonês)
Conexão: questionamento sobre identidade humana em um mundo de implantes cibernéticos e inteligência artificial.
Problema: o humano como algo ultrapassado, substituído por sistemas técnico-informacionais.
3. Ex Machina (2014) – Alex Garland
Conexão: IA consciente que supera e manipula o humano.
Problema: inteligência artificial autônoma, não ética, e não contida por limites humanos.
4. Blade Runner (1982 / 2049) – Ridley Scott / Denis Villeneuve
Conexão: fronteira borrada entre humano e máquina; decadência da humanidade e avanço técnico.
Temática: o que significa ser humano quando máquinas têm memórias, sentimentos ou desejos?
5. Transcendence (2014) – Wally Pfister
Conexão: a mente humana fundida com uma inteligência artificial — a superação da biologia pela técnica.
6. Aniquilação (Annihilation, 2018) – Alex Garland
Conexão: niilismo cósmico: o real se dissolve, e a identidade é desfeita por uma força alienígena incompreensível.
Estética: corpo mutante, linguagem quebrada, lógica colapsada.
6. À Beira da Loucura ("In The Mouth of Madness"): " de John Carpenter tem uma frase que diz (aproximadamente) isso: Eu pensava que estava inventando, mas todo esse tempo eles me diziam o que escrever. ‘Eles’ são os Old Ones (explicitamente), e esta frase opera numa frequência extraordinária com a intensidade hipersticional. Do lado do sujeito humano, ‘crenças’ se condensam hipersticionalmente em realidades, mas do lado do objeto hipersticional (o Old Ones), as inteligências humanas são meras incubadoras através da qual as suas invasões são direcionadas contra a ordem do tempo histórico. A sugestão ou a sugestão arcaica é um germe ou um catalisador, retro-depositado no futuro ao longo de um caminho que a consciência histórica percebe como progresso tecnológico".
https://www.youtube.com/watch?v=YZRDnF7wcHM
7. Black Mirror (série) – Charlie Brooker
Desumanização tecnológica
Alienação acelerada
Sistemas fora de controle
More filmes
Blade runner
Predador
Exterminador do futuro
James Cameron Abismo (1989)
Cameron Avatar
Literatura e cultura
– H.P. Lovecraft
Horror Cósmico: a ideia de que o universo não tem propósito humano, que a existência humana é acidental e irrelevante diante das forças cósmicas (e, no presente, tecnológicas).
Escrita fragmentada, caótica e antroposcética (anti-homem).
“O Chamado de Cthulhu” (The Call of Cthulhu, 1928)
A presença de entidades cósmicas indiferentes à humanidade e a insignificância do ser humano no cosmos — tema central para a filosofia niilista de Land.
“Nas Montanhas da Loucura” (At the Mountains of Madness, 1936)
Exploração de realidades antigas, alienígenas e incompreensíveis que destroem a lógica humana. A ideia do conhecimento proibido e do colapso da razão.
“O Horror de Dunwich” (The Dunwich Horror, 1929)
A noção de forças obscuras e monstruosas que estão além da compreensão humana, similar à ideia de sistemas tecnológicos ou cósmicos incontroláveis.
“A Cor que Caiu do Espaço” (The Colour Out of Space, 1927)
Apresenta uma entidade alienígena que destrói lentamente o ambiente e a sanidade, sugerindo a ameaça de forças externas e incompreensíveis.
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# William Gibson (Neuromancer)
Clássico do cyberpunk
Mundo dominado por redes, IA, megacorporações — vetores de aceleração.
#Mark Fisher (Realismo Capitalista)
Mark reconhecia que a cultura está “possuída” por forças que ultrapassam a consciência humana.
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cyberpunk
1 – Neuromancer (William Gibson)
2 – Blade Runner (Philip K. Dick)
3 – Metrópolis (Thea Von Harbou)
4 – Sonhos Elétricos (Philip K. Dick)
5 – Encarcerados (John Scalzi)
6 – Carbono Alterado (Richard Morgan)
7 – Periféricos (William Gibson)
8 – Snow Crash (Neal Stephenson)
9 – Eu, Robô
10 – Reconhecimento de Padrões (William Gibson)
11 – A Cidade e as Estrelas (Arthur C. Clarke)
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Debate
Aceleração tecnológica
Frentes: I.A., nanotecnologia
Quais as consequências da aceleração da tecnologia. Há risco da tecnologia escapar do controle humano?
Máquinas podem se tornar independentes e ameaçar a existência humana?
IA
Quais seriam as consequências do surgimento de uma inteligência artificial autônoma, não ética, e não contida por limites humanos.
Em 2045: singularidade. 1 bilhão de vezes a capacidade de processamento de informações do cérebro humano.
Humanismo
Qual é o futuro do "ser" humano nesse cenário em que o humano deixa de ser o centro do mundo e o ápice da evolução?
O humano substituído por sistemas técnico-informacionais (pós-humanismo) (ou a ele serão acrescentados estes sistemas? - transhumanismo).
O humano continua sendo humano com implantes, chips cerebrais, nanobots no organismo, etc, ou já é "pós-humano"
Podemos falar de uma crise do sujeito cartesiano do cogito (Eu penso, eu existo).
Fim da ética humanista tradicional (Hans Jonas)
TXTS
(X) KRONIC, Maya B.Nick Land: an experiment in inhumanism, 2012.
(X) Nick Land: Um Experimento no Inumanismo — Maya B. Kronic (2012)
(X) Observações sobre Tânatos e Produção-Desejante — Nick Land
(X) Uma introdução rápida ao aceleracionismo — Nick Land
(X) Organização é supressão - entrevista com Land (2007
https://medium.com/@claricepelotas/organiza%C3%A7%C3%A3o-%C3%A9-supress%C3%A3o-uma-entrevista-com-nick-land-wired-uk-1997-aca21b5a18ab
Or: https://archive.is/UC0SO
https://medium.com/@claricepelotas/hipersti%C3%A7%C3%A3o-uma-introdu%C3%A7%C3%A3o-entrevista-com-nick-land-2009-6bc983c1eb8b
IN: https://periodicos.ufop.br/raf/article/view/5275/5860
(X) KRONIC, Maya B.Nick Land: an experiment in inhumanism, 2012.
(X) Nick Land: Um Experimento no Inumanismo — Maya B. Kronic (2012)
SLOTERDIJK, Peter. Crítica da razão cínica. Tradução de Marco Casanova, Paulo Soethe, Maurício Mendonça Cardozo, Pedro Costa Rego e Ricardo Hiendlmayer. São Paulo: Estação Liberdade, 2012.
Sephirot
(X) https://medium.com/@viniciusdias1203/sephiroth-cabala-o-livro-de-genesis-8a37d14adfe4
domingo, 2 de junho de 2024
ACC's
Vincent Garton
2017
Agora, parece, estamos experimentando a mesma extrema templexidade. “Presidente Trump”: o rótulo ainda tem a qualidade de um sonho. Cada dia traz notícias fantásticas. Os Oscars foram apenas o último exemplo. Acima de tudo, as crenças de longa data estão sendo varridas, afogadas em uma maré crescente que fatidicamente ameaça sobrepujar a ordem política do pós-guerra (que ela retorne às suas origens: que possa jazer na guerra).
Deixemos de lado a questão de se o Universo como tal é uma simulação computacional, esta questão que, alternadamente, fascina e aterroriza pessoas como Nick Bostrom e Eliezer Yudkowsky. Nossa própria realidade, observavelmente, se tornou simulação o bastante de qualquer forma. Além disso, nós conhecemos muito bem o seu operador alienígena. Feiticeiro, teu nome é capital.
Há outro locus de excesso. A modernidade é uma história não apenas da acumulação de capital, mas da acumulação da cibernética, da interconectividade social, que atingiu seu primeiro apogeu nas monstruosas “massas fundidas” (Jan-Werner Müller) do século XX, cujo avanço implacável foi apenas temporariamente evitado (ou satisfeito) pelas elitistas instituições liberais do pós-guerra.
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por Alex Williams
terça-feira, 26 de setembro de 2023
Projeto 1 [Etapa 7]: Conclusão
Como demonstram os dados coletados o problema do esgoto a céu aberto e os impactos negativos sobre a qualidade de vida dos moradores da Vila Frei Orestes apontados pelos estudantes do EJA 1 Noturno da Escola Estadual Antônio Eufrásio de Toledo de Paraisópolis (MG) procedem.
Partimos da hipótese de que o problema teria sua origem em falta de manutenção do poder público do sistema de esgoto. Verificamos, entretanto, que algumas ações foram tomadas pelo poder público depois de reclamações de líderes comunitários e vereadores, muito embora o problema não foi totalmente solucionado, como atestamos presencialmente no local, juntamente com os moradores da comunidade.
O trabalho de campo junto a especialistas também refuta a hipótese de que a canalização seria a solução para o problema da Vila Frei Orestes, pois ela poderá criar um problema ainda mais grave no caso das chuvas torrenciais em que a água não teria para onde escoar.
Cabe então perguntar, diante do conjunto de informações que levantamos, o que deverá ser feito agora para que o problema seja solucionado? De onde está vindo o esgoto visivelmente despejado no ribeirão já que foi feito um trabalho pelo poder público em 2019 para resolver esta questão? Qual a situação da obra feita? Houve ou há monitoramento dos seus resultados? É possível que o problema tenha neste momento uma causa que não estava sendo detectada naquele momento? Qual o percentual de melhoria em relação à situação no passado? Existem ainda habitações que lançam esgoto diretamente no ribeirão? Como detectar estas habitações e como trabalhar no sentido de esclarecer essas pessoas e, se carentes, fornecer o apoio necessário para obras de correção. Como o poder público pretende agir, de maneira definitiva, para que o ribeirão que margeia a Vila Frei Orestes não seja um fator de risco à saúde de seus moradores?
Compreendemos no curso deste estudo que um problema localizado em um território específico não se restringe a ele, mas possui conexões que o excedem, se conectando com todo o município e com outros municípios. Neste caso específico, observa-se que não apenas o esgoto da Frei Orestes, mas o conjunto do esgoto produzido na cidade de Paraisópolis é lançado, sem tratamento, no Rio Sapucaí.
O problema do esgoto é, portanto, um problema local, estadual, nacional e, no limite, global. Sua solução demanda ações múltiplas e coordenadas em diferentes escalas, do micro ao macro, envolvendo a comunidade, as instituições e especialistas de diferentes áreas do saber.
Projeto 1 [Etapa 6]: Análise dos dados e teste de hipótese
Visitamos a
região do ribeirão na Vila Frei Orestes no dia 26 de setembro de 2023 para 1) verificar as informações obtidas na etapa de coleta de dados; 2) analisar todos os dados coletados; 3) checar nossa hipótese para o problema.
Denúncia dos moradores e dos vereadores em 2017
A denúncia dos problemas gerados no bairro em razão do esgoto a céu aberto procede. Porém, na ocasião o vereador que recebeu a denúncia dos moradores apontou que a solução seria a construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) no município.
De fato, como explicou-nos um especialista em Meio Ambiente, a ETE é de extrema importância, pois ela tratará todo o esgoto produzido na cidade. Entretanto, a Estação de Tratamento será construída no fim de toda cadeia de produção de dejetos.
Ou seja, mesmo com uma ETE, o problema da Frei Orestes pode continuar, pois a região fica antes da ETE.
A questão então continua. Como resolver o problema do esgoto ainda lançado no ribeirão que margeia o bairro?
SAAE
Uma resposta para a questão acima seria de fato a construção de emissários para captação do esgoto produzido no bairro e mesmo em outros bairros que lançam esgoto no ribeirão.
De fato constatamos a existência dos emissários construídos ao lado do
ribeirão para captação do esgoto do bairro.
Porém, constatamos
que o ribeirão ainda apresenta coloração escura e mau cheiro, o que
indica a existência de esgoto sendo lançado diretamente no ribeirão.
É
possível que as obras realizadas pelo SAAE a partir de 2019 atenuaram o problema, porém
não o resolveram, haja vista as diversas reclamações dos moradores do
bairro (mau cheiro, enchente, presença constante de ratos e baratas).
Novas questões então surgem? Os emissários construídos pelo SAAE estão funcionando? Por que há ainda lançamento de esgoto no ribeirão mesmo com os emissários construídos para captar esgoto e levar para a ETE sem passar pelo ribeirão?
Segundo um especialista ambiental entrevistado, é possível que ainda alguns moradores (casas, comércio, fábricas) não se sabe se do próprio bairro ou de outros bairros, ainda lancem dejetos diretamente no ribeirão.
Segundo ele, seria preciso o setor público e o SAAE 1) avaliarem se os emissários estão realmente funcionando; 2) fazer uma investigação aprofundada juntos aos moradores, com técnicas específicas, para avaliar a existência de redes que ainda lançam esgoto diretamente no ribeirão.
O especialista acrescenta que a canalização seria a pior solução, a não ser que seja feita uma estrutura que suporte o alto volume de chuva nos tempos atuais. Quando você canaliza há o risco, portanto, das manilhas não suportarem o volume de água de chuvas torrenciais. O que pode ser feito são estruturas de contenção feita com pedras e metal tipo alambrado que ajudam a manter a estrutura original do rio, ribeirão.
IBGE
Embora a taxa de esgotamento seja relativamente alta na cidade, quase todo o esgoto produzido pela cidade não é tratado, pois a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) ainda não está em funcionamento. Portanto, a maior parte do esgoto produzido em Paraisópolis é lançado no Rio Sapucaí sem tratamento.
TESTE DE HIPÓTESE
Partimos da hipótese de que o problema do esgoto na Vila Frei Orestes estava, principalmente, associada à falta de manutenção do poder público. Embora essa afirmação não esteja equivocada, ela, a partir de uma pesquisa mais aprofundada, precisa ser melhor determinada.
Outros fatores incidem no problema, pois, como vimos, em 2019 foi realizado um trabalho de captação de esgoto e envio deste para emissários, visando assim evitar o lançamento in natura no ribeirão. Ora, alguma manutenção, portanto, existiu no passado, mas ao mesmo tempo o problema persiste no presente. Cabe então perguntar: o trabalho não foi suficiente? Não houve monitoramento dos seus resultados? Qual o percentual de melhoria em relação à situação no passado? O que deverá ser feito agora para que o problema seja solucionado? De onde está vindo o esgoto visivelmente despejado no ribeirão? É possível que o problema tenha neste momento uma origem distinta? Como o poder público pretende agir?
Nossas observações também refutam a hipótese de que a canalização seria a solução do problema, pois a canalização poderá criar um problema ainda mais grave no caso das chuvas torrenciais em que a água não teria para onde escoar.
Projeto 1 [Etapa 5]: Coleta de informações para formação de um banco de dados
INFORMAÇÕES GERAIS
Especialista em Meio Ambiente
Em entrevista com especialista em Meio Ambiente obtivemos a informação de que em Paraisópolis não há tratamento de esgoto.
Apenas há tratamento de esgoto na empresa APTIV. Entretanto, como Paraisópolis não trata o esgoto, o esgoto tratado pela APTIV é lançado na rede municipal e termina por misturar com esgoto não tratado.
A cidade de Paraisópolis possui dois cursos d'água: o "Ribeirão Santo Antonio" que começa na região da Vila São Luiz. Este ribeirão encontra-se com o "Ribeirão Guedinho" que passa pelo Dr.Geraldo e Água Férrea. Depois estes dois ribeirões se encontram na região da transportadora Pituta, segue até a ETE que está sendo construída e, finalmente, desaguam no Rio Sapucaí.
Como ainda a ETE não está em funcionamento todo esgoto produzido em Paraisópolis vai sem tratamento para o Rio Sapucaí.
IBGE
Dados do Censo de 2010 mostram que o esgotamento sanitário adequado não é 100% no município de Paraisópolis (MG)
Em 2010, o esgotamento sanitário adequado estava na cada dos 83,9%.
Aguardamos informações do Censo 2022 para obter informações atualizadas.
INFORMAÇÕES ESPECÍFICAS
VEREADORES
Em entrevista informal com vereadores e líderes comunitários verificamos que já alguns anos representantes da Vila Frei Orestes os procuram para reclamarem dos problemas causados pela situação do esgoto a céu aberto no Bairro.
Em um vídeo de 2017, disponível na internet, um vereador, representando os moradores do bairro, denuncia a situação, apontando a necessidade de construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).
Naquela época, o município havia recebido do governo federal uma verba de cerca de 11 milhões para a construção da ETE. Porém, a obra se arrastou por anos. Hoje, a obra está em fase de término.
Dois anos depois das reclamações da Câmara Municipal, mais precisamente em maio de 2019, o SAAE, no curso da gestão 2017-2020, iniciou um trabalho na Vila Frei Orestes para resolver a questão do esgoto lançado pelas residências no ribeirão que passa pelo bairro.
Milhares de litros de dejetos que eram derramados in natura no curso d’água passaram a ser captados e enviados a emissários.
Os emissários acompanham a calha do curso d'água. A função deles é não deixar o esgoto cair no curso d'água.
MORADORES
Os moradores reclamam do mau cheiro no bairro,
presença constante de ratos e baratas em seus lares. Ao lado do ribeirão
há uma quadra utilizada pelos moradores e nela também o mau cheiro
provindo do ribeirão é constante. Uma moradora menciona em que épocas de
chuvas o ribeirão transborda piorando a situação.
VISITA AO BAIRRO
Visitamos a
região do ribeirão na Vila Frei Orestes no dia 26 de setembro de 2023.
De fato constatamos a existência dos emissários construídos ao lado do
ribeirão para captação do esgoto do bairro, como informado pelo SAAE.
Porém, constatamos
que o ribeirão ainda apresenta coloração escura e mal cheiro, o que
indica a existência de esgoto ainda sendo lançado diretamente no ribeirão.
Referências
IBGE. Panorama. 2010. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/paraisopolis/panorama Acesso em: 26 set. 2023.
SAAE. Saae inicia a retirada de esgoto das casas da Vila Frei Orestes. 13/05/2019. Disponível em: https://www.paraisopolis.mg.gov.br/noticia/1378/SAAE-inicia-a-retirada-de-esgoto-das-casas-da-Vila-Frei-Orestes-que-e-lancado-em-ribeirao. Acesso em: 26 set. 2023.
Projeto 1 [Etapa 4]: Delimitação do problema, hipóteses e fontes de informação
Em sala de aula definimos o problema do esgoto a céu aberto na Vila Frei Orestes para pesquisa aprofundada.
Também, na sequência, estipulamos uma hipótese da causa do problema:
Transcrição da hipótese formulada por alunos do EJA 1 Noturno: "O problema é porque não é encanado, tudo aberto. Chove, faz enchente. É encanado para cima do Pituta, e na "parte" mais carente está a céu aberto. Falta manutenção. Uma falta de competência da Prefeitura".
Seguindo as etapas do método científico, definimos algumas fontes de informação para formação de um banco de dados visando uma melhor compreensão do problema e também para a verificação da hipótese formulada pelos estudantes.
Observação: Cada etapa da pesquisa servirá como avaliação da turma.
Fontes de informação a serem consultadas para formação de banco de dados da pesquisa e análise subsequente:
- Moradores da Vila Frei Orestes
- Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Paraisópolis
- Câmara Municipal
- SAAE - Serviço
Autônomo de Água e Esgoto - O SAAE é uma Autarquia Pública Municipal
criada pela Lei n.° 1.846 de 05 de Dezembro de 2001. O início de suas
atividades deu-se no mês de Julho de 2002, com o objetivo foi o de
melhorar o fornecimento de água aos munícipes de Paraisópolis
Em
15 de Outubro de 2004 foi inaugurada a Estação de Tratamento de Água
situada à Av. São Vicente de Paula, tal obra possibilita o fornecimento
de água tratada e de qualidade ao município e também aos Bairros Rurais
Ribeirão Vermelho e Inácios. A ETA possui laboratório de análises
físico-químicas e bacteriológicas completo, e possui capacidade nominal
de operar 60 litros/segundo e atualmente opera 45 litros/segundo em
média. Os recursos empregados na construção da ETA foram provenientes
das contas de água pagas pelos usuários mensalmente.
Com os
projetos da Estação de Tratamento de Esgoto já finalizados, o SAAE está
em fase de captação de recursos junto aos Governos Estadual e Federal,
para que mais esta obra de grande importância à população e meio
ambiente seja realizada.
Referências
SAAE. Site do SAAE. Disponível em: https://www.saaeparaisopolis.mg.gov.br/o-que-e-o-saae
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