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quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Revisão ENEM

1 Ética

(Enem, 2023) Estudiosos do Instituto de Antropologia Evolucionária de Leipzig, na Alemanha, colocaram um chimpanzé em um quarto com a visão de suculentos pedaços de comida trancados dentro de um armário. A um segundo chimpanzé era dada, então, a oportunidade de liberar a comida, porém, sem usufruir dela. Em aproximadamente 80% das vezes, eles tomaram a decisão mais caridosa e liberaram o alimento para o outro chimpanzé.

Considerando nossa relação com outros, o experimento envolvendo os chimpanzés ilustra qual tipo de comportamento moral humano?

A) Hedonista, anseia o prazer pessoal.
B) Altruísta, promove o bem-estar imparcial.
C) Retributivo, busca um retorno equivalente.
D) Deontológico, cumpre uma obrigação formal.
E) Meritocrático, valoriza o merecimento individual.
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2 Política

(ENEM) O Estado surge pelo fato de ser o homem um animal naturalmente social, político. O Estado provê, inicialmente, a satisfação daquelas necessidades materiais, negativas e positivas, defesa e segurança, conservação e engrandecimento, de outro modo irrealizáveis. Mas o seu fim essencial é espiritual, isto é, deve promover a virtude e, consequentemente, a felicidade dos súditos mediante a ciência. ARISTÓTELES. A política. São Paulo: Martins Fontes, 2006 (adaptado).

Segundo o autor, é função do Estado garantir o(a)

A justiça divina, pregando a salvação eterna dos fiéis
B soberania, respeitando a autonomia dos três poderes.
C propriedade privada, protegendo o direito natural inalienável.
D vida ética, proporcionando a formação moral dos cidadãos.
E direito de resistência, suprimindo governos considerados impopulares.
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3 Política

A tribo não possui um rei, mas um chefe que não é chefe de Estado. O que significa isso? Simplesmente que o chefe não dispõe de nenhuma autoridade, de nenhum poder de coerção, de nenhum meio de dar uma ordem. O chefe não é um comandante, as pessoas da tribo não têm nenhum dever de obediência. O espaço da chefia não é o lugar do poder. Essencialmente encarregado de eliminar conflitos que podem surgir entre indivíduos, famílias e linhagens, o chefe só dispõe, para restabelecer a ordem e a concórdia, do prestígio que lhe reconhece a sociedade. Mas evidentemente prestígio não significa poder, e os meios que o chefe detém para realizar sua tarefa de pacificador limitam-se ao uso exclusivo da palavra. CLASTRES, P. A sociedade contra o Estado. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1982 (adaptado).

O modelo político das sociedades discutidas no texto contrasta com o do Estado liberal burguês porque se baseia em:

a) Imposição ideológica e normas hierárquicas.
b) Determinação divina e soberania monárquica.
c) Intervenção consensual e autonomia comunitária.
d) Mediação jurídica e regras contratualistas.
e) Gestão coletiva e obrigações tributárias.

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4 Política

Ao longo da história, os movimentos sociais são produtores de novos valores e objetivos, criando novas normas para organizar a vida social. Os movimentos sociais exercem o contrapoder construindo-se mediante um processo de comunicação autônoma, livre do controle dos que detêm o poder institucional. CASTELLS, M. Redes da indignação e esperança.  Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2013 (adaptado).

O contrapoder indicado no texto se expressa na

A) adoção de éticas horizontais.
B) rejeição de dissidências morais.
C) negação de estratégias coletivas.
D) promoção de descrenças axiológicas.
E) incorporação de convenções estatais.

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5 Linguagem

A linguagem é uma grande força de socialização, provavelmente a maior que existe. Com isso não queremos dizer apenas o fato mais ou menos óbvio de que a interação social dotada de significado é praticamente impossível sem a linguagem, mas que o mero fato de haver uma fala comum serve como um símbolo peculiarmente poderoso da solidariedade social entre aqueles que falam aquela língua.

O texto destaca o entendimento segundo o qual a linguagem, como elemento do processo de socialização, constitui-se a partir de uma:

A.necessidade de ligação com o transcendente
B.relação de interdependência com a cultura.
C.estruturação da racionalidade científica.
D.imposição de caráter econômico.
E.herança de natureza biológica.

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6 Ética, estética, linguagem

Mascarar-se, maquiar-se, tatuar-se não é, exatamente, como se poderia imaginar, adquirir outro corpo, simplesmente um pouco mais belo, melhor decorado, mais facilmente reconhecível: tatuar-se, maquiar-se, mascarar-se é sem dúvida algo muito diferente, é fazer com que o corpo entre em comunicação com poderes secretos e forças invisíveis. A máscara, a tatuagem, a pintura instalam o corpo em outro espaço, fazem-no entrar em um lugar que não tem lugar diretamente no mundo, fazem deste corpo um fragmento de espaço imaginário que se comunicará com o universo das divindades ou com o universo do outro. 

Os adornos do corpo são compreendidos pelo filósofo como:

A Fuga da realidade
B Valorização do Eu
C Negação do Sujeito
D Formas de Linguagem
E Instrumentos de Poder

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7 Política

A natureza fez os homens tão iguais, quanto às faculdades do corpo e do espírito, que, embora por vezes se encontre um homem manifestamente mais forte de corpo, ou de espírito mais vivo do que outro, mesmo assim, quando se considera tudo isto em conjunto, a diferença entre um e outro homem não é suficientemente considerável para que um deles possa com base nela reclamar algum benefício a que outro não possa igualmente aspirar. Donde fica claro como, durante o tempo em que os homens são desprovidos de um poder comum que os mantenha todos num estado de sujeição, eles se encontram naquela condição que é chamada guerra, e tal guerra é de cada um contra o outro. (Hobbes, T, Leviatã).

Segundo a concepção filosófica apresentada, o Estado funciona de modo a: 

a) utilizar o medo como mantenedor da organização social civil; 
b) suplantar as iniciativas egoístas que visam o bem-estar coletivo 
c) garantir a superação da desigualdade natural entre os homens 
d) resguardar a democracia intrínseca ao funcionamento instituciona
e) possibilitar a instauração das liberdades individuais sob a forma de lei

domingo, 10 de agosto de 2025

O véu da ignorância

O véu da ignorância, de John Rawls, é uma ideia usada para pensar em justiça de forma justa para todos e todas.

Imagine que você vai criar as regras de uma sociedade, mas sem saber quem você será nessa sociedade: rico ou pobre, homem ou mulher, negro ou branco, saudável ou doente. Você está “por trás de um véu” que te impede de conhecer sua posição.

Segundo Rawls, como você não sabe quem será, você tende a escolher regras justas para todos, porque se fizer regras só para os poderosos, pode acabar sendo o mais prejudicado depois.

Pergunta: o véu da ignorância de Rawls, ao propor que que pensemos  em uma sociedade sem favoritismos pessoais, poderia ajuda a criar uma sociedade mais justa?

quarta-feira, 28 de maio de 2025

Síntese aulas de ética aplicada com turmas do segundo ano do ensino médio da EEAET

Síntese

Ética prática ou aplicada

Bioética - Ética biomédica, ética ambiental, ética animal,

Ética Profissional

Ética Digital

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    No percurso do estudo de diferentes éticas contemporâneas examinamos enquanto estudávamos Ética Profissional e Ética Digital o "Código de Ética e Conduta Profissional da Sociedade Brasileira de Computação" à luz das ideias do filósofo Hans Jonas, desenvolvidos na obra "O princípio responsabilidade: ensaio de uma ética para a civilização tecnológica".

2. RESPONSABILIDADES PROFISSIONAIS 

    Um profissional da Computação deve...

    2.5. Fazer avaliações abrangentes e completas de sistemas computacionais e seus impactos, incluindo análise de possíveis riscos

    (...) Cuidados extraordinários devem ser tomados para identificar e mitigar riscos potenciais em sistemas de aprendizado de máquina. Um sistema para o qual os riscos futuros não podem ser previstos de forma confiável requer reavaliação frequente do risco à medida que o uso do sistema evolui, ou não deve ser implantado. Quaisquer problemas que possam resultar em grandes riscos devem ser relatados às partes apropriadas.

Fonte: Código de Ética e Conduta Profissional da Sociedade Brasileira de Computação

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Princípio Responsabilidade

Deixem ecoar em seus ouvidos a palavra “responsabilidade”.

O filósofo alemão Hans Jonas (1903 - 1993) na obra "O princípio responsabilidade” propõe ao pensamento e ao comportamento uma nova ética.

Por que uma nova ética? Hans Jonas entende que a tecnologia moderna introduziu mudanças tão grandes e imprevisíveis no planeta que as éticas do passado não são capazes de contê-las.

Essa nova ética deve considerar não apenas os humanos, mas também a natureza.

A humanidade deve se responsabilizar pelo seu próprio futuro na Terra, e pela natureza.

Imperativo categórico de Kant (século XVIII): "Age de tal maneira que o princípio de toda ação se transforme numa lei universal"

Jonas formula um "imperativo de responsabilidade" para o século XXI: "Age de tal maneira que não ponhas em perigo a continuidade indefinida da humanidade na Terra".

Perigo: A reconstrução tecnológica/cibernética do homem e do ambiente pode significar a morte da humanidade e natureza como conhecemos. Não necessariamente uma morte terminal física, mas uma "morte essencial".

No presente, pesquisa científica dominada pelo poder gerou uma nova configuração da ciência, que produz um novo saber que não é usado para o benefício de todos, mas apenas para o bem dos próprios detentores de poder e de suas redes.

O imperativo tecnológico vigente elimina a consciência, elimina o sujeito, elimina a liberdade em proveito de um determinismo. Para que pensar se podemos usar o "chat GPT", não é mesmo?  Para que pensar livremente se tudo pode ser programado antecipadamente, não é verdade?