Temas mais cobrados (2009–2024)
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Filosofia política — 20 questões (11%)
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Moral e ética — 15 questões (8%)
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Aristóteles — 10 questões (5%)
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Origens da modernidade — 8 questões (4%)
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Descartes — 8 questões (4%)
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Filosofia medieval — 8 questões (4%)
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Pré-socráticos (Naturalistas) — 8 questões (4%)
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Cultura e sociedade — 7 questões (3%)
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Epistemologia — 7 questões (3%)
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Filosofia antiga — 7 questões (3%)
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Filosofia contemporânea — 7 questões (3%)
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Kant — 7 questões (3%)
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Escola de Frankfurt — 6 questões (3%)
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Escolas helenísticas — 6 questões (3%)
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Platão — 6 questões (3%)
1. Filosofia Política (tema mais cobrado)
- O Príncipe → realismo político: o poder como ele é, não como deveria ser.
- É melhor ser temido do que amado.
- “Os fins justificam os meios.”
Contratualismo: Hobbes, Locke e Rousseau
| Filósofo | Natureza humana | Objetivo do contrato | Tipo de Estado |
|---|---|---|---|
| Hobbes | Egoísta, medo, guerra de todos contra todos | Segurança e paz | Absolutista |
| Locke | livre, mas insegura devido às paixões e interesses | Proteger direitos naturais (vida, liberdade, propriedade) | Liberal |
| Rousseau | Bom, mas corrompido pela sociedade | Garantir liberdade e igualdade pela vontade geral | Democrático |
Montesquieu
_ Separação dos três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário
_ Base da democracia moderna.
2. Moral e Ética
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Ética: reflexão racional sobre o agir humano.
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Moral: conjunto de costumes e normas de uma sociedade.
Modelos éticos
Aristóteles: ética da virtude e da felicidade (eudaimonia) — o meio-termo.
Epicuro: prazer moderado e sábio.
Estoicos: tranquilidade da alma, aceitação do destino.
Kant: imperativo categórico → aja apenas segundo regras que possam valer universalmente; nunca trate o outro como meio.
Utilitarismo (Bentham, Mill): melhor ação é a que gera o máximo de felicidade para o maior número de pessoas.
Bentham: punição e felicidade (questão 2025)
Ética aplicada a questões atuais: pensar como valores e princípios éticos orientam ações em temas contemporâneos.
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Exemplos: ética ambiental (sustentabilidade), bioética (ética em pesquisas e saúde), tecnologia e redes sociais (privacidade, inteligência artificial e impacto social).
3. Pré-socráticos (Naturalistas ou Filósofos da Physis)
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Substituem o mito pelo lógos (razão).
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Procuram o arché, princípio de tudo.
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Exemplos:
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Tales: água
Heráclito: fogo, tudo flui
Parmênides: o ser é imutável
Demócrito: átomos
Pitágoras: número, harmonia e cosmos
Heráclito e Parmênides: contraste entre fluxo (panta rhei) e imutabilidade do ser.
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4. Filosofia Antiga – Período Clássico
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Sofistas: relativismo, retórica, cobram pelo ensino.
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Sócrates: busca da verdade pelo diálogo; método maiêutico.
ironia (só sei que nada sei), dialética na forma de perguntas curtas, parto das ideias
Platão
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Teoria das Ideias: mundo sensível (aparência) x mundo inteligível (verdade).
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Mito da Caverna → libertação pela razão.
"A República"
Aristóteles
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Ética da virtude → felicidade como prática do bem.
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Política → o homem é um “animal político”.
Filosofias helenísticas
Começa com a morte de Alexandre, o Grande (323 a.C.) e se estende até cerca do século até o ano 30 a.C. (conquista romana do Egito). ) centro cultural da filosofia se desloca de Atenas para cidades como Alexandria, Rodes e Pérgamo. O foco da filosofia muda: em vez de discutir o ser e o conhecimento como na era clássica (Sócrates, Platão, Aristóteles), os filósofos helenísticos buscam a sabedoria prática e a felicidade individual em um mundo político instável.
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Principais nomes: Pirro de Élis e Sexto Empírico.
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5. Filosofia Medieval
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União entre fé e razão.
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Santo Agostinho (Patrística): o mal não existe, mas é ausência de bem;→ O mal não é uma força positiva, mas a privação do bem causada pelo mau uso do livre arbítrio.
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São Tomás de Aquino (Escolástica): fé e razão não se opõem; usa Aristóteles para provar racionalmente a existência de Deus.
Ockham: querela dos universais
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6. Origens da Modernidade (Final do século XV, por volta de 1450–1500, e se consolida nos séculos XVI e XVII)
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Renascimento → Antropocentrismo (homem no centro).
Humanismo renascentista: valorização do ser humano, da razão e da criatividade, rompendo com a visão puramente religiosa da Idade Média e inspirando artes, ciência e pensamento crítico.
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Revolução científica (Copérnico, Galileu, Newton).
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Quebra da visão teocêntrica.
Racionalismo x Empirismo
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Racionalismo (Descartes): razão como fonte segura do conhecimento.
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Empirismo: conhecimento vem da experiência sensível.
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Locke: ideias vêm da experiência; mente = tábula rasa.
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Hume: experiência gera hábito; causa e efeito são inferências do hábito.
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Bacon: defende o método experimental para investigar a natureza. (método científico)
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7. Descartes (1596 - 1650)
Parte da dúvida (dúvida metódica)
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Cogito: “Penso, logo SOU" (primeira certeza, verdade)
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Método cartesiano:
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Evidência: aceitar apenas ideias claras e distintas
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Análise: dividir problemas complexos em partes menores
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Síntese: ordenar o pensamento do simples ao complexo
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Enumeração (revisão): revisar sistematicamente todas as etapas para garantir que nada foi omitido;
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Dualismo: corpo (matéria) x alma (pensamento).
Res Extensa x Res Cogito
8. Epistemologia (Teoria do Conhecimento)
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Racionalismo: a razão produz o conhecimento seguro.
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Empirismo: o conhecimento é obtido pela experiência sensível.
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Hume: o conhecimento é hábito da experiência repetida.
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Kant: síntese entre razão e experiência.
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Conhecemos apenas os fenômenos, não a “coisa em si”.
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9. Filosofia Contemporânea
- Nietzsche: crítica à moral tradicional, conceito de “vontade de poder” e super-homem
- Marx: alienação é a perda de controle do trabalhador sobre seu trabalho; ideologia serve para justificar e naturalizar a dominação na sociedade.
Heidegger (pontual em atualidades/existencialismo tecnológico): crítica à técnica moderna.
Escola de Frankfurt: crítica à indústria cultural → cultura transformada em mercadoria. Denuncia a alienação e padronização que enfraquecem a consciência crítica. (Adorno, Horkheimer, Marcuse)
Herbert Marcuse: Sociedade industrial.
Hannah Arendt: banalidade do mal → o mal nasce da falta de pensamento crítico.
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Sartre (Existencialismo): “O homem está condenado à liberdade”; a existência vem antes da essência.
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Rawls: justiça como equidade — princípios escolhidos por indivíduos livres e racionais sob um “véu da ignorância”, garantindo igualdade de direitos e oportunidades.
Chantal Mouffe: defende a democracia agonística, onde o conflito é natural e produtivo, garantindo pluralidade e participação política.
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Foucault: o poder está presente em todas as relações sociais; ele produz saberes e controla os corpos por meio de instituições como escola, prisão e hospital.
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Deleuze: pensamento como rizoma (sem centro, múltiplo).
Derrida: direito e justiça
- Filosofia indígena: propõe a reconexão com a natureza e a ideia de que a humanidade é parte, não centro, da vida no planeta (Ailton Krenak, Davi Kopenawa).
- Filosofia africana: valoriza a comunidade, a ancestralidade e o princípio do Ubuntu — “eu sou porque nós somos”.
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