B) Transvaloração de valores tradicionalizados.
C) Recusa em fundamentar a moral pela experiência.
D) Ética como ciência exata.
E) Importância dos valores democráticos na amizade.
Hegel. A Dialética do Senhor e do Escravo.
“A consciência-de-si é em-si e para-si quando e porque é em si e para uma Outra, quer dizer, só é como algo reconhecido. Inicialmente uma consciência visa submeter a outra, ao apreendê-la como objeto. Porém precisa ser reconhecida pela outra como sujeito. Mas o outro é também uma consciência-em-si. Um indivíduo se confronta com outro indivíduo. Uma, a consciência independente, outra a consciência dependente. Uma é o senhor, outra é o escravo.” (Hegel, Fenomenologia do Espírito, Parte I, Seção III, §§ 178–196)
Alternativas:
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Hegel, seguindo Kant, entende o conhecimento como um processo puramente ahistórico de tomada de consciência do mundo.
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A visão hegeliana sobre o conhecer reflete uma percepção puramente especulativa, que rejeita qualquer vínculo com a realidade objetiva.
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Hegel, na Fenomenologia do Espírito, desenvolveu uma defesa da relação de submissão entre escravo e senhor como parte do desenvolvimento do Espírito.
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O conhecimento parte de uma consciência de si que, em uma relação de contradição, chega à consciência do outro que lhe nega, mas, simultaneamente, lhe reconhece como sujeito.
Gabarito : Alternativa 4 — apresenta o processo dialético do reconhecimento mútuo entre consciências distintas.
A dialética do senhor e do escravo é central no sistema hegeliano: a individualidade — a consciência de si — só se completa ao ser reconhecida por outra, introduzindo uma tensão dialética entre negação e reconhecimento que sustenta o desenvolvimento do Espírito na Fenomenologia.
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