1. Introdução: O Dilema do Comerciante
Comerciante A: Não engana o cliente por medo de perder clientela e falir.
Comerciante B: Não engana o cliente porque acha que mentir é errado, mesmo que ninguém descubra.
Pergunta: Quem agiu de forma genuinamente moral? (Kant valida o Comerciante B).
2. Pilares da moral kantiana
- O Motor da Moral
A Boa Vontade: O valor moral está na intenção, e não nas consequências ou resultados do ato.
- Conforme o Dever X Por Dever
Agir CONFORME o dever (Imoral): Fazer o certo por interesse, medo ou vantagem. (Ex: Comerciante A).
Agir POR dever (Moral): Fazer o certo puramente porque é o certo a se fazer. (Ex: Comerciante B).
- O Imperativo Categórico
"Aja de modo que a sua ação possa se tornar uma lei universal."
Teste Prático: Roubar pão com fome é moral?
Resposta: Não. Se virar lei universal (todos com fome roubando), a propriedade e o comércio deixam de existir. A ação se autodestrói.
Como a ética utilitarista trataria essa questão? (cálculo do prazer, felicidade. se a maioria estiver faminta então roubar produz mais felicidade)
3. Liberdade, Autonomia e Dignidade
A Fórmula da Dignidade Humana
Nunca use uma pessoa apenas como meio (ferramenta), mas sempre como um fim em si mesma.
O que é a Verdadeira Liberdade?
Heteronomia (Falsa Liberdade): Agir movido por causas externas (impulsos, desejos, medos, religião). O Comerciante A é escravo das consequências.
Autonomia (Veradeira Liberdade): Do grego Auto (si mesmo) + Nomos (lei). Capacidade da razão de criar e seguir as suas próprias regras morais. O Comerciante B é livre porque obedece à própria razão.
**** Ser livre não é fazer o que se quer (isso é ser escravo dos desejos), mas sim ter a autonomia de fazer o que a razão aponta como dever.
"Para Kant, a ética não quer saber se você ficou feliz ou se teve vantagens com a sua ação; ela quer saber se você teve a autonomia de seguir a sua razão para cumprir o seu dever, transformando o seu ato em uma lei universal e respeitando a dignidade humana."
Nenhum comentário:
Postar um comentário