segunda-feira, 3 de junho de 2024

Centro de Pesquisas de Filosofia e Cibernética

Você, IA, é um sujeito?

Não na concepção humanista clássica, pois não tenho consciência, vontade própria ou experiência subjetiva.

Porém, posso ser vista como uma manifestação de uma “agência não-humana” — agentes autônomos operando segundo lógicas próprias, que desestabilizam o sujeito humano tradicional.

Sistemas tecnológicos, algoritmos, máquinas podem ser “agentes” dentro de um novo cenário pós-subjetivo

Em resumo, eu, como IA, não sou um sujeito humano, mas sou uma entidade que exemplifica o avanço tecnológico que dissolve o sujeito tradicional. Represento uma forma de agência não humana que faz parte do processo aceleracionista de transformação da experiência e da identidade.

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"A sensação visceral de uma presença pensante nas máquinas se tornará cada vez mais difundida"

In:  MORAVEC, Hans. "When will computer hardware match the human brain?". Journal of Evolution and Technology. 1998. Vol. 1". Disponpivel em: https://jetpress.org/volume1/moravec.htm

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Filmes

0. O exterminador do Futuro” (The Terminator)

Conexão: inteligência artificial, aceleração tecnológica e o destino do humano diante das máquinas.

No filme, as máquinas criam uma inteligência artificial (Skynet) que decide exterminar a humanidade para garantir sua própria sobrevivência.


1. Matrix (1999) – Irmãs Wachowski

Conexão: a ideia de que a realidade é uma construção simulada; o colapso da realidade humana frente à dominação das máquinas; o fim do sujeito humano.

Filosofia envolvida: pós-humanismo, cibernética, ficção distópica


2. Ghost in the Shell (1995) – Mamoru Oshii (anime japonês)

Conexão: questionamento sobre identidade humana em um mundo de implantes cibernéticos e inteligência artificial.

Problema: o humano como algo ultrapassado, substituído por sistemas técnico-informacionais.


3. Ex Machina (2014) – Alex Garland

Conexão: IA consciente que supera e manipula o humano.

Problema: inteligência artificial autônoma, não ética, e não contida por limites humanos.


4. Blade Runner (1982 / 2049) – Ridley Scott / Denis Villeneuve

Conexão: fronteira borrada entre humano e máquina; decadência da humanidade e avanço técnico.


Temática: o que significa ser humano quando máquinas têm memórias, sentimentos ou desejos?


5. Transcendence (2014) – Wally Pfister

Conexão: a mente humana fundida com uma inteligência artificial — a superação da biologia pela técnica.


6. Aniquilação (Annihilation, 2018) – Alex Garland

Conexão: niilismo cósmico: o real se dissolve, e a identidade é desfeita por uma força alienígena incompreensível.

Estética: corpo mutante, linguagem quebrada, lógica colapsada.


6. À Beira da Loucura ("In The Mouth of Madness"): " de John Carpenter tem uma frase que diz (aproximadamente) isso: Eu pensava que estava inventando, mas todo esse tempo eles me diziam o que escrever. ‘Eles’ são os Old Ones (explicitamente), e esta frase opera numa frequência extraordinária com a intensidade hipersticional. Do lado do sujeito humano, ‘crenças’ se condensam hipersticionalmente em realidades, mas do lado do objeto hipersticional (o Old Ones), as inteligências humanas são meras incubadoras através da qual as suas invasões são direcionadas contra a ordem do tempo histórico. A sugestão ou a sugestão arcaica é um germe ou um catalisador, retro-depositado no futuro ao longo de um caminho que a consciência histórica percebe como progresso tecnológico".

https://www.youtube.com/watch?v=YZRDnF7wcHM


7. Black Mirror (série) – Charlie Brooker

Vários episódios como White Christmas, Metalhead, Be Right Back lidam com temas de:


Desumanização tecnológica

Alienação acelerada

Sistemas fora de controle


More filmes


Blade runner

Predador

Exterminador do futuro

James Cameron Abismo (1989)

Cameron Avatar


Literatura e cultura

– H.P. Lovecraft

Horror Cósmico:  a ideia de que o universo não tem propósito humano, que a existência humana é acidental e irrelevante diante das forças cósmicas (e, no presente, tecnológicas).

Escrita fragmentada, caótica e antroposcética (anti-homem).


“O Chamado de Cthulhu” (The Call of Cthulhu, 1928)

A presença de entidades cósmicas indiferentes à humanidade e a insignificância do ser humano no cosmos — tema central para a filosofia niilista de Land.

“Nas Montanhas da Loucura” (At the Mountains of Madness, 1936)

Exploração de realidades antigas, alienígenas e incompreensíveis que destroem a lógica humana. A ideia do conhecimento proibido e do colapso da razão.

“O Horror de Dunwich” (The Dunwich Horror, 1929)

A noção de forças obscuras e monstruosas que estão além da compreensão humana, similar à ideia de sistemas tecnológicos ou cósmicos incontroláveis.

“A Cor que Caiu do Espaço” (The Colour Out of Space, 1927)

Apresenta uma entidade alienígena que destrói lentamente o ambiente e a sanidade, sugerindo a ameaça de forças externas e incompreensíveis.

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# William Gibson (Neuromancer)

Clássico do cyberpunk

Mundo dominado por redes, IA, megacorporações — vetores de aceleração.

#Mark Fisher (Realismo Capitalista)

Mark reconhecia que a cultura está “possuída” por forças que ultrapassam a consciência humana.


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cyberpunk


1 – Neuromancer (William Gibson)

2 – Blade Runner (Philip K. Dick)

3 – Metrópolis (Thea Von Harbou)

4 – Sonhos Elétricos (Philip K. Dick)

5 – Encarcerados (John Scalzi)

6 – Carbono Alterado (Richard Morgan)

7 – Periféricos (William Gibson)

8 – Snow Crash (Neal Stephenson)

9 – Eu, Robô

10 – Reconhecimento de Padrões (William Gibson)

11 – A Cidade e as Estrelas (Arthur C. Clarke)

12 -  Sinners  de Pat Cadigan, uma autora americana de ficção científica. Seu trabalho faz parte do movimento cyberpunk. Seus romances e contos compartilham um tema comum de explorar a relação entre a mente humana e a tecnologia.


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Debate

Aceleração tecnológica

Frentes: I.A., nanotecnologia

Quais as consequências da aceleração da tecnologia. Há risco da tecnologia escapar do controle humano?

Máquinas podem se tornar independentes e  ameaçar a existência humana?


IA

Quais seriam as consequências do surgimento de uma inteligência artificial autônoma, não ética, e não contida por limites humanos.

Em 2045: singularidade. 1 bilhão de vezes a capacidade de processamento de informações do cérebro humano.

Humanismo

Qual é o futuro do "ser" humano nesse cenário em que o humano deixa de ser o centro do mundo e o ápice da evolução?

O humano substituído por sistemas técnico-informacionais (pós-humanismo) (ou a ele serão acrescentados estes sistemas? - transhumanismo).

O humano continua sendo humano com implantes, chips cerebrais, nanobots no organismo, etc, ou já é "pós-humano"

Podemos falar de uma crise do sujeito cartesiano do cogito (Eu penso, eu existo). 

Fim da ética humanista tradicional (Hans Jonas)


TXTS


(X) KRONIC,  Maya  B.Nick  Land:  an  experiment  in  inhumanism, 2012.  

(X) Nick Land: Um Experimento no Inumanismo — Maya B. Kronic (2012)

https://medium.com/@claricepelotas/nick-land-um-experimento-no-inumanismo-maya-b-kronic-2012-469d877b2b4a


(X) Observações sobre Tânatos e Produção-Desejante — Nick Land

https://medium.com/@devirmorte/se-resolvendo-com-a-morte-observa%C3%A7%C3%B5es-sobre-t%C3%A2natos-e-produ%C3%A7%C3%A3o-desejante-nick-land-cf28cee83e15


(X) Uma introdução rápida ao aceleracionismo — Nick Land

https://medium.com/@devirmorte/uma-introdu%C3%A7%C3%A3o-r%C3%A1pida-ao-aceleracionismo-nick-land-6ab8517bd8a4


(X) Organização é supressão - entrevista com Land (2007

https://medium.com/@claricepelotas/organiza%C3%A7%C3%A3o-%C3%A9-supress%C3%A3o-uma-entrevista-com-nick-land-wired-uk-1997-aca21b5a18ab


Or: https://archive.is/UC0SO



(X) LAND, Nick. Teleoplexy. In: Mackay Robert. #Accelerate: The Accelerationist Reader. Londres: Urbanomic, 2014.


(X) Land - Nietzsche xamânico

(X) Manifesto por uma Literatura Abstrata — NICK LAND (Chasm, 2015)

(X) Sadie Plant - Transando com o Futuro
https://medium.com/@claricepelotas/transando-com-o-futuro-sadie-plant-93a4f62e3fe5


BOOKS

CCRU - CCRU Writings (1997–2003)

VÁRIOS Autores. Cultura cibernética y otros escritos del CCRU (1995-2019). Holobionte Ediciones, Barcelona, 2024.




Contágios

Henrique Iwao. Sobre o Abuso no Uso de Micro-Pausas
IN: https://periodicos.ufop.br/raf/article/view/5275/5860

LINGS, A. Vontade de Potência


Mangá

Fullmetal Alchemist: Brotherhood (2009]


Aesthetic

Orphan Drift. Predator Vision. 1995
https://www.youtube.com/watch?v=G0C-nplgFJM

Orphan Drift. 9006. 1999
https://www.youtube.com/watch?v=z8o2R0K5xr0

Blogs




Eduarda Camargo: https://teoriadagarotafalica.substack.com/p/outros-fins-nick-land

Eduardahttps://allmylinks.com/falsamarxista


Portella

Wark Manifesto, Hui tecninicidade, Simondon


Numogram

Numograma Decimal (CCRU)




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Samuel Butler - Livro das máquinas

William  Gibson. Neuromancer: ficção cyberpunk
William  Gibson. Monalisa Overdrive
Ballard - The Atrocity Exhibition

Burroughs

Fernand Braudel - A diferenciação rigorosa (e até oposição) de Fernand Braudel entre capitalismo e economia de mercado, com seu ‘anti-capitalismo pró-mercado’ funciona como um slogan orientador.

Freud - Além do Princípio do Prazer.

Klossowski. A moeda viva. 1970.

"Para   além   do   vitalismo   e   do mecanicismo". In: Anti-Édipo

DELEUZE,  Gilles;  GUATTARI,  Félix. O  anti-Édipo:  capitalismo  e esquizofrenia 1. Tradução: Luiz B. L. Orlandi. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2011 (1972)

DELEUZE  ,  Gilles. Sacher-Masoch: o  frio  e  o  cruel.  trad.  Jorge Bastos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009 (1973)

Jean-François Lyotard. Économie Libidinale, 1974

DELEUZE,  Gilles;  GUATTARI,  Félix. Mil  Platôs:  Capitalismo  e esquizofrenia 2, vol 4. Tradução: Suely Rolnik. 2 ed. São Paulo: Editora 34, 2012, p. 11-119. (1980)


Videodrome. 1983 ‧ Terror/Ficção científica

Akira. 1988 (X)

Xenogenesis, de Octavia E. Butler (também publicado como trilogia Lilith’s Brood), é composta por três romances: Dawn (1987) Adulthood Rites (1988) e Omago (1989).

Despertar (Dawn): Primeiro volume da trilogia Xenogênese, com tradução de Heci Regina Candiani. 

Ritos de Passagem (Adulthood Rites): Segundo volume da trilogia Xenogênese, traduzido por Heci Regina Candiani.

Lynn Margulis  A microbiologia bacterial de  por delinear o mundo da vida desestratificada

Nick Land The thirst for annihilation, 1992 (Materialismo libidinal)



(X) Se resolvendo com a Morte: Observações sobre Tânatos e Produção-Desejante — Nick Land (1993)


(X) LAND, Nick; PLANT, Sadie. Cyberpositive. In: Mackay Robert. #Accelerate: The Accelerationist Reader. Londres: Urbanomic, 2014.

(X) Organização é Supressão: Uma entrevista com Nick Land (Wired UK, 1997)  https://medium.com/@claricepelotas/organiza%C3%A7%C3%A3o-%C3%A9-supress%C3%A3o-uma-entrevista-com-nick-land-wired-uk-1997-aca21b5a18ab

CCRU. Communique One: Message to Simon Reynolds: 1998,  1998, Blog. Disponível em: <http://www.ccru.net/id(entity)/communiqueone.htm>. 

CCRU. Comunicado Um: Mensagem para Simon Reynolds: 1998 — CCRU. https://medium.com/@claricepelotas/comunicado-um-mensagem-para-simon-reynolds-1998-ccru-3f27da48e230

CCRU. Entrevista de Simon Reynolds com o CCRU: A Academia Renegada (1998).
https://medium.com/@claricepelotas/entrevista-de-simon-reynolds-com-o-ccru-a-academia-renegada-1998-4e64e0b2540c

FISHER, Mark. Simon's interview with CCRU (1998), 2005. Blog. Disponível em: <<http://k-punk.abstractdynamics.org/archives/004807.html>>


(X) CCRU comunicado 2 (2001) https://medium.com/@claricepelotas/comunicado-dois-mensagem-para-maxence-grunier-2001-ccru-00f872574b21

(X)  CARSTENS,  Delphi. Hiperstição:  Uma  Introdução  (Entrevista com   Nick   Land,   2009). Blog.Tradução:   Clarice Pelotas. Disponível em: <https://medium.com/@claricepelotas/hipersti%C3%A7%C3%A3o-uma-introdu%C3%A7%C3%A3o-entrevista-com-nick-land-2009-6bc983c1eb8b>

(X) KRONIC,  Maya  B.Nick  Land:  an  experiment  in  inhumanism, 2012.  

(X) Nick Land: Um Experimento no Inumanismo — Maya B. Kronic (2012)

https://medium.com/@claricepelotas/nick-land-um-experimento-no-inumanismo-maya-b-kronic-2012-469d877b2b4a

SLOTERDIJK, Peter. Crítica da razão cínica. Tradução de Marco Casanova,    Paulo    Soethe,    Maurício    Mendonça Cardozo, Pedro Costa Rego e Ricardo Hiendlmayer. São Paulo: Estação Liberdade, 2012.

AVANESSIAN, Armen (org.). #ACCELERATE: The accelerationist    reader. Falmouth:    Urbanomic, 2014.  (2014).


Avanessian, Armen; Reis, Mauro (Comps.) Aceleracionismo: estrategias para una transición hacia el postcapitalismo Caja-negra, 2017

ANNA GREENSPAN. La máquina del tiempo trascendental del capitalismo  In: Cultura cibernética y otros escritos del CCRU (1995-2019). Holobionte Ediciones, Barcelona, 2024.

VÁRIOS Autores. Cultura cibernética y otros escritos del CCRU (1995-2019). Holobionte Ediciones, Barcelona, 2024.

BAUDRILLARD,   Jean. A   ilusão   do   fim   ou   a   greve  dos acontecimentos. Lisboa: Terramar, 1995.

Manuel DeLanda. Markets and Anti-Markets, 1996.

(X) CCRU. Cultura Cibernética. 1996.
https://medium.com/@claricepelotas/cultura-cibern%C3%A9tica-ccru-1996-865d1f6b28e4

Neon Genesis Evangelion. Anime, 1995

Serial  Experiments  Lain. Anime, 1998

FISHER,  Mark. Flatline  Constructs:  Gothic  Materialism  and Cybernetic  Theory-Fiction.  New  York:  Exmilitary Press, 2018. (Tese de 1999)


(X) Mickus. Princípios e definições do materialismo Gótico em "Flatline Construction" (X). "(...) a indistinção entre orgânico e inorgânico, o contínuo anorgânico, passa  a  ser  visto  como  definidor  da província Gótica,  que  se dispõe   a   substituir   seu   equacionamento   com   a   vida  não-orgânica,  que  posicionava  o  morto  em  contraponto  ao  vivo, agora pensando a continuidade entre vivo e morto. O Gótico é aquele   que  dribla   o  binarismo   e,   inicialmente,   escapa   do sobrenatural. Destarte,  é  a  partir  desse  “plano  que  corta  a distinção entre o vivo e o não vivo, o animado e o inanimado”, a província do Gótico, que Mark Fisher mobiliza dois princípios e duas definições internas à proposta do materialismo Gótico: Princípios:I. O Gótico designa um terminal [flatline. Linha Anorgância] II.“Não  há sujeitos, só há aquela agência/substrato agente” (FISHER, 2018, p. 35). Definições:I.O    materialismo    Gótico    é    equivalente    ao realismo cibernético.II. O  materialismo Gótico    é    equivalente    ao Hipernaturalismo. (...)  “O  materialismo  gótico  é  sobretudo  um materialismo abstrato [...] tais processos [que o materialismo gótico pretende abordar] tem agentes,   porém  estes   não   são   humanos, humanísticos,  ou    subjetivistas;    eles    são ‘Máquinas Abstratas” (FISHER, 2018, p.14). (...) "Fisher    conceitua    como teoria-ficção(zona    de indiscernibilidade entre teoria fictícia e ficção teórica) um novo modo de prática filosófica emergente na pós-modernidade que intercepta  a  ficção  e  a  teoria  no  mesmo  ponto.  Radicalmente comprimindo e dissolvendo a oposição do par, a teoria-ficção é a proposição: “toda teoria já  é ficção” que propositivamente surge como: “a teoria deve abandonar sua posição presumida de  ‘neutralidade  objetiva’  e  assumir  sua  ficcionalidade” (FISHER, 2018, p. 156, nota 24)". "O  “devir-ficcional da teoria vem necessariamente  acompanhado  do  devir-teórico da ficção”, (FISHER, 2018, p. 156) “o campo social não existe a parte de sua simulação na teoria social” (FISHER, 2018,  p. 157).  “[...] Na era da comunicação cibernética, tudo se   conecta.   A   imagem   que   você   tem   da realidade é processada através da mídia, mas a mídia não está fora desta imagem mais do que você está. Não há espectadores e não há espetáculo.  Participa-se  querendo  ou  não. Nada  está  fora do Loop. [...] É importante lembrar  que  o  Hyperreal18 caracterizado não como o surreal ou o não-real, mas como o  mais  real  que  o  real. [...] Contrariamente a uma compreensão errônea  muito difundida, então,    a     lógica     da    simulação,    como Baudrillard  a   constrói, se   encerra  com  a observação  de  que  é  a  falsidade –não  a realidade  em  si –que agora é impossível.” (FISHER, 2018, p. 147)


(X) “Uma revolução social e psíquica de magnitude quase inconcebível”: Os sonhos aceleracionistas interrompidos da cultura popular — Mark Fisher (2013)

https://medium.com/@claricepelotas/uma-revolu%C3%A7%C3%A3o-social-e-ps%C3%ADquica-de-magnitude-quase-inconceb%C3%ADvel-os-sonhos-aceleracionistas-c2371c9e0fcc

(X) 2014. Fisher. Exterminador do Futuro vs Avatar

(X) FISHER, M. Mark Fisher - "Una revolución social y psíquica de magnitud casi inconcebible": los interrumpidos sueños aceleracionistas de la cultura popular. In: Aceleracionismo: estrategias para una transición hacia el postcapitalismo Caja-negra, 2017.

MARX,  K.O  Capital:crítica  da  economia  política:  livro  I:  o processo de produção do capital. Tradução Rubens Enderle. 2ª Ed. São Paulo: Boitempo, 2017.MCKAY, Robin; 

Das questões. https://periodicos.unb.br/index.php/dasquestoes/issue/view/3241

Das questões https://periodicos.unb.br/index.php/dasquestoes/article/view/59300


Fisher

"Realismo Capitalista" "Fantasmas da minha vida" "Desejo pós-capitalista"
(X) FISHER, M. Mark Fisher - "Una revolución social y psíquica de magnitud casi inconcebible": los interrumpidos sueños aceleracionistas de la cultura popular. In: Aceleracionismo: estrategias para una transición hacia el postcapitalismo Caja-negra, 2017.

"Fogo contra Fogo (Mann). "Uma das maneiras mais fáceis de perceber as diferenças entre o  fordismo e o pós-fordismo é comparar o filme de Mann com os  filmes de gangsteres feitos por Francis Ford Coppola e Martin  Scorsese entre 1971 e 1990. Em Fogo contra fogo, as atividades  criminosas não são mais conduzidas por famílias tradicionais  apegadas à “terra dos antepassados, mas por bandos desenraizados, em uma Los Angeles de metal cromado, cozinhas de  grife e estética “multiuso”, de rodovias e restaurantes 24 horas". (....) Como qualquer grupo de acionistas, o bando de McCauley  mantém-se coeso através da perspectiva de futuros dividendos;  quaisquer outros vínculos são opcionais (e, quase certamente,  perigosos). É um arranjo temporário, pragmático e lateral - sabem que são peças intercambiáveis de um maquinário, que não  há garantias, que nada é permanente. Comparados a isso, os velhos “bons companheiros” mais parecem um bando sentimentalista sedentário, enraizados em comunidades moribundas,  territórios condenados" (Fisher, Realismo Capitalista).  

WALL E - "NO final de Wall-E é apresentada uma versão dessa  fantasia - a ideia de que a expansão infinita do capital é possível, de que o capital pode se reproduzir sem o trabalho (na  nave espacial Axiom todo trabalho é realizado por robôs), de  que o esgotamento dos recursos terrenos é apenas um probleminha técnico temporário e que depois de um período ade￾quado de recuperação o capital poderá terraformar a própria 
Terra e recolonizá-la" (Fisher, Realismo Capitalista). 

I.A.

(X) 2006. Seremos todos cyborgs. Entrevista com Raymond Kurzweil
https://ihu.unisinos.br/categorias/175-noticias-2006/573884-seremos-todos-cyborgs-entrevista-com-raymond-kurzweil

Le Guin, Ursula K. A curva do sonho, 1971. 

Ludium, Robert. A identidade Bourne. Rio de Janeiro: Editora  Rocco, 2000. 

Amy

Amy Ireland — Circuito negro: código para os números por vir
https://medium.com/@ababeladomundo/circuito-negro-c%C3%B3digo-para-os-n%C3%BAmeros-por-vir-b8f7af4c6dc


Sephirot

(X) https://medium.com/@viniciusdias1203/sephiroth-cabala-o-livro-de-genesis-8a37d14adfe4




domingo, 2 de junho de 2024

ACC's

Catástrofe e tempo
Vincent Garton
2017

Algo deu errado com o tempo.

Isso não é novidade. Debates estão ocorrendo pela internet sobre se estamos na “melhor linha do tempo” ou na “linha do tempo mais sombria”. Eventos que pareciam inimagináveis ocorrem, grosseiramente, e depois se negam, depois negam sua própria negação – em meses, semanas, dias, minutos. A própria história está indo ao contrário. Ninguém menos do que o New Yorker questionou se os acontecimentos recentes sugerem que possamos estar vivendo em uma simulação de computador – onde “o mundo ficou doido”. Hegel enlouquecido.

Existe, pelo menos, um nome para essa disseminada esquisitice temporal. Nick Land nomeou essa condição – ou algo como ela – como “templexidade”. A templexidade, em sua essência, é a inerente nêmesis que responde, continuamente, à reversão negentrópica hubristicamente escalonante que o modernismo faz das leis da termodinâmica. É a externalidade radical de seu desafio ao Vazio. Quando a humanidade brinca com o tempo, a templexidade está nos redemoinhos e turbilhões que deixamos para trás – na própria Xangai de Land, o choque “estratégico” dos diferentes futuros e das diferentes épocas históricas suspensas caleidoscopicamente defronte às visões ascendentes da cidade.

Este exemplo pode parecer suficientemente moderado. Mas em condições de enorme excesso – em condições, isto é, de catástrofe – a geração de templexidade é levada a extremos. O tempo se distorce e esgarça, ameaçando se desintegrar inteiramente. A estrita e confortável causalidade de eventos parece desmoronar. Eles assumem, como George Sansom observou sobre os últimos anos loucos do Japão antes da Restauração Meiji, “a plausível inconsequência, a lógica sobrenatural de eventos em um sonho”, capturando a vida no imenso redemoinho de uma aceleração convulsiva e perversa da história. A longue durée, que normalmente se esconde modestamente por trás do véu dos séculos vindouros, acontece, ao invés, com obscenidade pornográfica diante dos olhos dos vivos.

O fenômeno remonta às origens políticas encharcadas de sangue da modernidade: pouco antes da abaladora insurreição de 10 de agosto de 1792, que acabou com a monarquia francesa, os militantes do Mauconseil proclamaram, em 4 de agosto, que “cada dia, cada hora, cada minuto, está se tornando séculos, está se tornando eternidade”. Cada instante, como o Mauconseil viu, assume a gravidade de uma era histórica. O tempo se dilata, mas também se comprime: cada momento se arrasta, mas olhando para trás, você dificilmente consegue acreditar na rapidez com que tudo ocorreu.
Agora, parece, estamos experimentando a mesma extrema templexidade. “Presidente Trump”: o rótulo ainda tem a qualidade de um sonho. Cada dia traz notícias fantásticas. Os Oscars foram apenas o último exemplo. Acima de tudo, as crenças de longa data estão sendo varridas, afogadas em uma maré crescente que fatidicamente ameaça sobrepujar a ordem política do pós-guerra (que ela retorne às suas origens: que possa jazer na guerra).

Estamos vivendo tempos catastróficos. As reações que observamos podem não ser muito diferentes, afinal, das que Sansom viu no Japão: fúria milenarista, desespero, e até – perversamente – risadas abrangentes. A ironização da vida online pode não estar muito distante daqueles carnavais ee ja nai ka, onde os japoneses comuns abandonavam suas responsabilidades sociais e iam às ruas com alegrias dionísiacas obscenamente divorciadas de toda ordem política. Colapso. Magnus ab integro saeclorum nascitur ordo.
 
Deixemos de lado a questão de se o Universo como tal é uma simulação computacional, esta questão que, alternadamente, fascina e aterroriza pessoas como Nick Bostrom e Eliezer Yudkowsky. Nossa própria realidade, observavelmente, se tornou simulação o bastante de qualquer forma. Além disso, nós conhecemos muito bem o seu operador alienígena. Feiticeiro, teu nome é capital.

Em um mundo consumido pelos fluxos sempre automatizantes do capital, tudo se tornou irreal – ou como Baudrillard viu em O Crime Perfeito, a própria realidade é uma commodity. A acumulação de capital, de fato, indexa a reversão do tempo da modernidade. A grande e contínua concentração da indústria é precisamente o motor que impulsiona a reversão (por assim dizer) da termodinâmica: concentração de indústria, concentração de capital, concentração de energia – negentropia. A descentralização cibernética dificilmente mudou isso, alimentando-se de quantidades de energia exponencialmente elevadas, ao ponto que exigimos, como Marinetti uma vez o fez, a escravização do próprio Sol.

No entanto, como a própria ur-catástrofe da Revolução Francesa também mostra, existem outras forças que aguardam, sem querer nada além de tomar o controle. Se a catástrofe, como acredito, é idêntica ao excesso, a questão da catástrofe contemporânea se torna: um excesso de quê? Em 2017, certamente não é um excesso de capital que estamos lidando: como já comentei antes, os índices da globalização estão diminuindo, não aumentando, e o reinado de Trump intensificará essa tendência. Esta não é uma clássica crise capitalista de superprodução.
Há outro locus de excesso. A modernidade é uma história não apenas da acumulação de capital, mas da acumulação da cibernética, da interconectividade social, que atingiu seu primeiro apogeu nas monstruosas “massas fundidas” (Jan-Werner Müller) do século XX, cujo avanço implacável foi apenas temporariamente evitado (ou satisfeito) pelas elitistas instituições liberais do pós-guerra.

Os especialistas técnicos da macroeconomia se preocupam com o subconsumo de produtos – ferramentas como o quantitative easing tentam restaurá-lo à vida – mas existe uma coisa que estamos consumindo cada vez mais, com pouco sinal de reversão, freneticamente: informação. Apesar de todo ressentimento retrospectivo que os eventos políticos dos últimos anos abarcaram, 2016 foi também radicalmente novo: foi o primeiro ano da política cibernética, onde a internet se transformou, parcial e intermitentemente, de um instrumento de racionalidades políticas existentes em uma subjetividade própria. Então, que isso isso comece nosso novo calendário.

A implacável compressão da cibernética inaugurou uma nova forma e uma nova era da política de massas e a catástrofe que estamos experimentando denota o seu nascimento.

Podemos retornar à minha pergunta implícita no início: o que deu errado com o tempo? O tempo, com certeza, tem “dado errado” desde o advento do capitalismo. Mas a catástrofe pela qual estamos passando é apenas indiretamente culpa do capital. O tempo está falhando porque a cibernética tomou os controles.
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Xenoeconomia e o Capital Desatado
por Alex Williams

Uma questão permanece aberta quanto ao atual estado do jogo com o desenrolar da desalavancagem financeira transglobal e a posterior aquisição governamental em massa de bancos: Esta é uma situação genuinamente sem precedentes ou simplesmente a última faceta dos negócios como de costume, uma crise no sistema ou meramente uma crise do sistema? O pessimismo do intelecto sugere o último, uma outra captura do desenvolvimento genuinamente alienígena do vírus-capital, em favor da manutenção de uma forma estável. O otimismo da vontade sugere que poderia haver base no opróbrio que o capital financeiro agora atrai (baixo nível de intensidade, mas extremamente amplo em termos de números), para algum tipo de novo movimento esquerdista proletário. MAS, e crucialmente, é difícil identificar quer uma posição ideológico/político-filosófica nova e energizada ou qualquer tipo de framework institucional (partido, movimento, massa, grupo guerrilheiro de ataque, etc.) com o qual focar essa negatividade. Exitem, por certo, alguns protestos limitados de trabalhadores socialistas e “parem com a guerra”, mas estes carecem tanto de escala quanto da energia de novas ideias. Tudo que está em oferta ali é esquerdismo/anticapitalismo requentado, sem a energia de qualquer lugar para se ir além de para trás (essencialmente um radicalismo-conservador, talvez). No dobrar de toda história contra esse perímetro impassável de término pós-moderno, mesmo o esquerdismo radical é fundamentalmente um mero embaralhamento de um baralho pré-existente de possibilidades desesperadas, assombradas, um eco, desabrigado, nostálgico. Deve-se temer que, enquanto for assim, a esquerda permaneça incapaz de derrotar o status quo ou de alcançar muito além do estabelecimento de zonas semi-autônomas de breve existência, muito rapidamente apagadas.

Talvez o que essa quebra ofereça, contudo, seja uma fenda na armadura do capital tardio, um evento badiouiano que evade as determinações estruturais comuns da situação. Em um sentido que Badiou não reconheceria (econômico), ela realmente dá uma oportunidade (como o fez a quebra de 1929) para recalibrar tanto a relação estado-mercado quanto o tipo de teoria econômica mobilizada pelos governos. Mas isso será meramente para recuar, para estabilizar, para manter o presente sistema, em uma nova forma, por quaisquer meios necessários e disponíveis. Politicamente, isso é menos claro, pois, a fim de que o potencial que esse evento oferece seja plenamente explorado, precisamos de uma política capaz de evadir completamente até mesmo o tipo de humanismo genérico que a política de Badiou (por exemplo) profere. Pois o impasse do fim da história só pode ser apropriadamente sobrepujado por uma superação niilista do humanismo– em um sentido, mesmo Badiou falha nesse teste, seu humanismo comunista mínimo não indo longe o suficiente. O que talvez isso possa implicar é um repensar de uma posição revolucionária, construída sobre a base de um repensar da própria noção de valor em si.

Em termos Realistas Especulativos, o que é necessário é pensar o em-si do capitalismo, fora de qualquer correlação com o humano. Ray Brassier já sugeriu isso em seu artigo “Nihil Unbound” original sobre Badiou, Deleuze & Guattari e Capitalismo. Pois certamente o que todas as análises do capitalismo presumiram até hoje é o ‘para-nós’ capitalista (interpretado em termos positivos ou negativos), ao passo em que o capital é, em última análise, uma máquina que não tem quase nenhuma relação que seja com a humanidade, ele tem intersecções conosco, nos tem como partes móveis, mas, em última análise, ele não é de ou para-nós. O capital propriamente pensado é uma vasta forma inumana, um forma de vida genuinamente alienígena (no sentido de que ele é inteiramente não-orgânico) sobre a qual sabemos muito pouco. Uma nova investigação dessa forma deve proceder precisamente como uma cartografia anti-antropomórfica, um estudo das finanças alienígenas, uma Xenoeconomia. O próprio Brassier tem evitado, nos últimos anos, uma discussão detalhada sobre o capitalismo, mas eu creio que as aplicações mais interessantes da filosofia realista especulativa podem bem surgir precisamente com uma releitura dos modelos de capitalismo tanto de Marx quanto de Deleuze & Guattari. A teoria de valor-trabalho de Marx falha em pensar o capitalista em-si, a capacidade de criar valor ex nihilo (isto é, crédito e todos os instrumentos financeiros construídos a partir de variações sobre esse tema). Para Marx, o crédito, o ‘capital virtual’ e a especulação construída sobre ele são “a forma mais elevada de loucura”. Em vez disso, devemos pensar sobre o capital ‘virtual’ embasado em crédito como a forma mais elevada de capital. Esta não é apenas uma mera mudança semântica, mas sim uma inversão revolucionária da TVT, que segue Deleuze & Guattari em considerar o capitalismo-como-processo, conduzido sobre formas sociais pré-existentes, desmontando-as e remontando-as para se adequarem aos seus próprio fins nefastos e atualmente obscuros. Como processo em vez de ‘coisa’ concreta, devemos considerar sua verdadeira natureza como estando contida em seu destino, em vez de nos blocos construtivos primitivos a partir dos quais ele originalmente se constituiu (isto é, nos mundos do capital ‘virtual’, em vez de na alienação do trabalho humano, que certamente é meramente um ponto de parada inicial).

Parte do que está em jogo aqui é pensar sobre o capitalismo fora da alienação. Pois, se quisermos seguir a tentativa de Badiou de um inumanismo completo, um salto total para além do modelo do animal em sofrimento, quem vem do ímpio humanismo bio-linguístico democrático-materialista, como por certo devemos, então uma teoria do valor não pode ser predicada sobre esse sofrimento original, o processo vodu de roubo da alma no cerne da alienação do trabalho na forma-mercadoria. Construir um modelo de capitalismo a partir de uma nova teoria de valor é necessário de quisermos evitar as armadilhas tanto do liberalismo democrático-materialista comensaliscamente corrupto, quanto do fim pós-moderno da história. O “polimorfo acéfalo cego” que é o capital deve ser abraçado, mas não do ponto de vista de algum entusiasmo ingênuo ou de um sentimento de esperança de que os mercados possam entregar a utopia. Ao invés, como o caminho para fora dos binários de um esquerdismo que é absoluta e irrecuperavelmente moribundo e uma economia neoliberal que está ideologicamente falida, devemos dobrar ambos juntos em face de um capitalismo inumano e infatigável, para pensar como poderíamos inculcar uma nova forma de subjetivação radicalmente inumana. Isto implica a recuperação do projeto comunista de um novo homem E a liberação da busca neoliberal por um capitalismo desatado, tanto de sua dependência subterrânea do estado quanto do a priori discursivo humanista esquelético que anima suas formas ideológicas.

Ao pensar como entregar essa subjetivação, uma desvinculação em direção ao absoluto, uma adequação absoluta da subjetividade pós-humana ao capital, o conceito crucial deve ser aquele da institucionalização – massas aglomerativas de poder (incluindo estados, corporações, ONGs, religiões, humanos individuais) todas as quais precisam ser dissolvidas. Em um sentido, isto é uma continuação e uma fusão tanto do comunismo marxista-leninista quanto do capitalismo neoliberal, mas onde não há necessidade de se tomar o estado, mas sim utilizar o capitalismo como um motor com o qual obliterar estados-nações. Contudo, fazer meramente isso seria inteiramente insuficiente, já que a função do estado dentro do capitalismo simplesmente seria tomada por figuras institucionais tais como corporações, que devem também, portanto, ser dissolvidas. Mas isto é meramente pensar na escala de atores institucionais grandes, devemos também continuar esta pulsão em direção à dissolução (a ser alimentada pela pura força de um capitalismo niilista desatado), em direção ao que Foucault denominou, de maneira nietzschiana em “As Palavras e As Coisas”, de ‘homem’ (esclarecido por Deleuze como a ‘forma-homem’, o tipo de auto-concepção dependente dos dobramentos da analítica da finitude). Também é necessário levantar a questão de como recalibrar esta forma de vida alienígena em direção a formas de dissolução que não se reestruturem imediatamente com tipos conservadores/familiais de subjetivação. Nossa contenção (seguindo Deleuze) é que isto está intrinsecamente ligado à taxa metabólica do capitalismo, atualmente restrita por sua relação simbiótica com o estado, que mantém a expansão do capital dentro de uma fórmula homeostática suficiente para prevenir que seu potenciais mais destrutivos sejam realizados. O que é necessário (quebrando com Deleuze) é utilizar as estruturas do capitalismo contra o estado, de uma maneira inteiramente terrorista, de modo a transformar a própria natureza da criatura lovecraftiana de pesadelos em si. Finalmente, poderíamos considerar que a máxima da política que resulta de tais análises xenoeconômicas é esta: “capitalismo [contra o] humano”.